Região: Fim das bets deixa 7 clubes sem patrocinador máster
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Consulte formatos e valores disponíveisFlamengo e Fluminense protestaram contra a proibição em suas camisas nas últimas duas rodadas; outros times divulgaram o sócio-torcedor
O levantamento levou em consideração as duas últimas rodadas do Brasileirão e considerou os clubes que tinham casas de apostas como patrocinadoras. Os clubes que já não tinham empresas do setor como patrocinadoras não foram considerados nessa comparação, pois não tiveram que retirar marcas de bets das camisas.
O Corinthians passou a exibir a Shopee como patrocinadora máster depois de usar a marca Jota.ai em uma ação pontual. O acordo com a empresa de comércio eletrônico foi anunciado para as partidas restantes do Campeonato Brasileiro de 2026.
Assim como o Fluminense, o São Paulo também substituiu a marca Superbet pela Superscore. Os 2 clubes tinham a Superbet como patrocinadora máster.
Outras equipes aproveitaram o espaço para divulgar iniciativas próprias.
O Botafogo passou a exibir o programa de sócio-torcedor Camisa 7, enquanto o Vasco promoveu o Sócio Gigante. O Athletico-PR divulgou seu programa de sócio-torcedor. O Santos usou o uniforme para divulgar o Instituto Leão do Mar, em uma iniciativa institucional e agora usará a Agibank para ocupar o espaço de patrocinador máster da camisa do time masculino profissional até o fim da temporada. Sete clubes seguem sem patrocinador máster nas camisas.
O Internacional está sem patrocinador máster fixo desde a rescisão com a casa de apostas Alfa Bet, em janeiro de 2026. O clube gaúcho estampou a Shopee nas últimas duas partidas do Brasileirão. O Remo estampa o Banpará, mas já estampou o logo da VaideBet. O Coritiba não teve patrocínio de uma casa de apostas em 2026, mas já manteve acordo com a Reals Bet.
O Red Bull Bragantino e o Mirassol não precisaram substituir casas de apostas no espaço principal, pois já exibiam outras marcas: Red Bull e Guaraná Poty, respectivamente.
A Advocacia-Geral da União defende a manutenção da proibição e pediu que o STF ouça a Procuradoria-Geral da República e avalie a realização de uma audiência pública antes de decidir sobre o caso. As organizações contrárias à medida, por sua vez, questionam sua constitucionalidade.
A decisão do STF e a análise da medida pelo Congresso poderão alterar o cenário para os clubes e para o mercado de patrocínios esportivos.
Flamengo e Fluminense escolheram uma solução diferente.
Os 2 clubes exibiram a frase “Proibir não é proteger” nos uniformes durante o clássico disputado no dia 11 de outubro, em protesto contra a medida.
As casas de apostas responderam por 34% das receitas de marketing dos 20 maiores clubes do futebol brasileiro em 2025, segundo levantamento da Sports Value .
Os times movimentaram R$ 3,2 bilhões em receitas de marketing no ano. Desse total, cerca de R$ 1,1 bilhão veio de patrocínios de empresas de apostas. Os percentuais são os informados pela consultoria. Leia a íntegra (PDF – 134 kB).
A proibição também levantou dúvidas sobre o destino das camisas já produzidas com marcas de casas de apostas. Em 5 de outubro, o Poder360 noticiou que a Secretaria de Comunicação Social da Presidência autorizou a venda dessas peças em estoque.
Eis quem já acionou o Supremo contra a MP 1.394:
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