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Fique por dentro: Como um jovem de 28 anos conquistou Zuckerberg e virou peça-chave de uma aposta de US$ 130 bilhões

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Exame 18 de outubro de 2026 às 13:04
Via Exame
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Como um jovem de 28 anos conquistou Zuckerberg e virou peça-chave de uma aposta de US$ 130 bilhões Uma ligação e um memorando aproximaram Alexandr Wang do fundador do Facebook; agora, ele precisa transformar a aposta em produtos Alexandr Wang: executivo é cofundador da Scale AI e chefe de inteligência artificial da Meta (Wikimedia Commons)

Tamires Vitorio Repórter de Inteligência Artificial e Tecnologia

Publicado em 18 de outubro de 2026 às 10h01 .

Priorizar nos meus resultados Google RESUMO + Alexandr Wang tinha 28 anos quando foi escolhido para comandar a nova estratégia de inteligência artificial da Meta. Cofundador da Scale AI, ele ajudou Zuckerberg a reorganizar a pesquisa da companhia e agora lidera o laboratório responsável pelos modelos Muse.

Em abril de 2025, Alexandr Wang estava em uma reunião de trabalho quando recebeu uma mensagem de Mark Zuckerberg pelo WhatsApp. O fundador do Facebook queria conversar. A ligação durou cerca de 44 minutos e, dois dias depois, Wang enviou um memorando com o que faria se estivesse no lugar do empresário.

Aos 28 anos, o cofundador da Scale AI começava a desenhar uma mudança que o colocaria no centro de uma aposta bilionária. Para este ano, a Meta prevê investimentos de capital entre US$ 130 bilhões e US$ 145 bilhões , destinados à infraestrutura que sustenta sua expansão — incluindo os sistemas de inteligência artificial que Wang agora precisa entregar.

O episódio, reconstituído pelos dois no podcast Cheeky Pint, ajuda a explicar uma contratação que chamou a atenção pelo tamanho da responsabilidade entregue a alguém tão jovem. Hoje com 29 anos, Wang comanda o Meta Superintelligence Labs , laboratório criado para desenvolver os modelos mais avançados da companhia e transformar essa pesquisa em ferramentas usadas no cotidiano.

A aproximação aconteceu quando Zuckerberg estava insatisfeito com o caminho seguido pela sua então família de IA Llama . Para Wang, a resposta passava por reunir uma equipe pequena, com profissionais excepcionais, e dar a ela condições de reconstruir o trabalho. A capacidade de recrutar essas pessoas pesou na escolha.

“Alex é o cara”, disse Zuckerberg ao recordar sua decisão no podcast.

Nascido em Los Alamos, no Novo México, filho de imigrantes chineses, Wang aprendeu a programar ainda jovem e entrou no Instituto de Tecnologia de Massachusetts, o MIT. Deixou a universidade aos 19 anos e, em 2016, fundou a Scale AI com Lucy Guo. A empresa cresceu fornecendo a outras companhias dados preparados para o treinamento de sistemas de inteligência artificial.

Esse negócio o colocou perto de quem construía a tecnologia que agora precisa desenvolver. A Scale trabalhou com empresas de veículos autônomos, grandes grupos de tecnologia e clientes governamentais. Wang se tornou bilionário aos 24 anos, quando a startup alcançou uma avaliação de US$ 7,3 bilhões, em 2021.

A mudança para a Meta veio acompanhada de uma operação de outra dimensão. Em 2025, a companhia pagou US$ 14,3 bilhões por uma participação de 49% na Scale AI. Wang deixou o comando executivo da startup para assumir o novo trabalho, mantendo um assento no conselho.

O valor da transação não corresponde a uma remuneração pessoal de Wang. O acordo envolveu uma participação na empresa, recursos para o negócio e liquidez para acionistas. Ao anunciar a operação, a Scale afirmou que continuaria independente e nomeou Jason Droege como CEO interino.

A escolha de Wang não seguiu o caminho mais óbvio de entregar o laboratório a um pesquisador conhecido por criar modelos de ponta. Ele ainda não havia comandado o treinamento de um desses sistemas. Zuckerberg apostou na experiência do empreendedor para reunir talentos, definir prioridades e mudar de direção quando os resultados exigissem.

Segundo o relato publicado pela Fortune , o núcleo responsável pelos modelos tem menos de 200 pessoas, com um tamanho mais próximo de 100. Esse grupo depende de uma estrutura muito maior de engenharia, infraestrutura e desenvolvimento de produtos da Meta. A concentração de pesquisadores é parte da estratégia; os recursos necessários para sustentar o trabalho continuam espalhados pela companhia.

No podcast, Zuckerberg recordou a incerteza de comprometer somas tão grandes antes de conhecer o resultado dos novos modelos. “Alex, você tem certeza de que isso vai funcionar?”, perguntou, ao recontar uma conversa daquele período.

Os resultados mais recentes dessa reorganização apareceram em 12 de outubro, com o anúncio do Muse Wonder e do Muse Wonder Full. Os modelos ampliam a família iniciada com o Muse Spark e foram apresentados pela Meta como ferramentas para agentes capazes de conduzir tarefas pessoais e profissionais.

A empresa destaca recursos para recuperar informações de conversas anteriores, persistir em atividades com várias etapas e trabalhar com programação. O Muse Wonder foi disponibilizado pela Meta Model API e pelo Muse Code, enquanto a versão Full chegou aos assinantes do Muse Code. A integração ao aplicativo Muse foi anunciada para uma etapa posterior, começando pelos assinantes.

É nessa passagem da pesquisa para o uso que a escolha de Wang será testada. A Meta quer que seus sistemas sejam capazes de receber uma tarefa, reunir as informações necessárias e executá-la com confiabilidade. Para o executivo que conquistou Zuckerberg com um memorando, o próximo desafio é fazer com que os produtos conquistem a mesma confiança de quem os utiliza.

É o cofundador da Scale AI e chefe de inteligência artificial da Meta, onde lidera o Meta Superintelligence Labs.

Ele tinha 28 anos quando foi recrutado pela Meta, em 2025. Atualmente, tem 29.

Esse foi o valor da operação pela qual a Meta adquiriu 49% da Scale AI, não uma remuneração pessoal pelo cargo.

É o laboratório da Meta responsável pelo desenvolvimento de modelos avançados de inteligência artificial, incluindo a família Muse.

A projeção apresentada no balanço do segundo trimestre é de US$ 130 bilhões a US$ 145 bilhões em investimentos de capital. O montante abrange a companhia, não apenas o laboratório de Wang.

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