Voltar para a página inicial

Fique por dentro: Filme sobre Elizabeth Holmes mostra um legado que ainda assombra a biotecnologia

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 27 de outubro de 2026 às 19:05
52.578 visualizações
Fique por dentro: Filme sobre Elizabeth Holmes mostra um legado que ainda assombra a biotecnologia
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
Compartilhar:WhatsAppX / TwitterFacebook
Espaço Publicitário · topo

Anuncie sua marca e alcance milhares de leitores na região

Consulte formatos e valores disponíveis

Filme sobre Elizabeth Holmes mostra um legado que ainda assombra a biotecnologia Mais de uma década após o colapso da Theranos, startups ainda tentam provar que exames com poucas gotas de sangue podem funcionar Elizabeth Holmes: novo documentário coloca novamente em evidência a história da Theranos e os efeitos deixados pela empresa (A24/Divulgação)

Priorizar nos meus resultados Google Tudo sobre Acompanhe tudo sobre Biotecnologia Saiba mais A empresária Elizabeth Holmes, condenada por fraudar investidores da startup de exames de sangue Theranos, voltou aos holofotes com o lançamento do documentário " You Can See Everything ", do cineasta Nathan Fielder.

O filme acompanha as últimas semanas de Holmes com a família antes de começar a cumprir sua pena de prisão, em 2023. A produção estreou nos Estados Unidos na semana passada.

Mais de uma década após o colapso da Theranos, novas empresas continuam desenvolvendo tecnologias semelhantes às prometidas pela companhia. Entretanto, o histórico de fraudes ainda influencia o setor de diagnósticos.

Segundo uma reportagem publicada na revista científica Nature, pesquisadores e empresas de biotecnologia enfrentam dificuldades para demonstrar que seus dispositivos são capazes de produzir resultados confiáveis.

Durante a década de 2010, a Theranos ganhou destaque ao afirmar que poderia realizar centenas de exames laboratoriais utilizando apenas algumas gotas de sangue retiradas da ponta do dedo.

A empresa, fundada por Elizabeth Holmes e sediada na Califórnia, desenvolvia um dispositivo chamado Edison, apresentado como uma alternativa aos equipamentos convencionais de análises clínicas. Entretanto, a tecnologia não funcionava conforme anunciado.

A companhia recorria à diluição de amostras e ao uso de equipamentos tradicionais de outras empresas. Em alguns casos, os procedimentos produziam resultados incorretos. Posteriormente, tribunais federais dos Estados Unidos concluíram que investidores haviam sido enganados sobre as capacidades da tecnologia.

Holmes e outro executivo da Theranos foram condenados a penas superiores a dez anos de prisão. O caso também afetou empresas que desenvolviam tecnologias de diagnóstico sanguíneo.

Paul Yager, bioengenheiro da Universidade de Washington, afirmou à Nature que, durante anos, pesquisadores precisaram explicar como seus projetos se diferenciavam da Theranos.

Uma das dificuldades está na quantidade e na qualidade das amostras utilizadas. Os exames laboratoriais convencionais geralmente exigem a coleta de sangue de uma veia do braço, permitindo obter volumes maiores e amostras mais homogêneas. Já a coleta pela ponta do dedo pode apresentar limitações.

Segundo Eric Olson, fundador da empresa Babson Diagnostics, pressionar o dedo para extrair sangue pode danificar células sanguíneas e comprometer a qualidade da amostra. Outro problema envolve a concentração das substâncias que precisam ser identificadas.

De acordo com Yager, moléculas abundantes, como a glicose, podem ser medidas em pequenas quantidades de sangue. Entretanto, biomarcadores presentes em concentrações muito baixas, como partículas virais relacionadas ao HIV, podem ser difíceis de detectar em poucos microlitros.

Essas limitações ajudam a explicar os desafios técnicos enfrentados pelas empresas que desenvolvem exames com pequenas amostras.

Apesar do caso Theranos, empresas de biotecnologia continuam investindo em dispositivos que utilizam pequenas quantidades de sangue.

A Babson Diagnostics, por exemplo, desenvolveu o serviço BetterWay, que utiliza um dispositivo específico para padronizar a coleta por punção digital. Segundo a empresa, o equipamento permite retirar entre seis e 12 gotas de sangue, reduzindo a possibilidade de danos às células durante o procedimento.

Outra companhia, a Truvian Health, desenvolve o dispositivo TruVerus. De acordo com a fabricante, a tecnologia consegue medir 40 biomarcadores utilizando aproximadamente oito gotas de sangue.

Atualmente, porém, essas amostras são obtidas a partir de sangue venoso coletado do braço. A empresa afirma que o aparelho pode fornecer resultados em menos de 25 minutos, mas o dispositivo ainda não está disponível comercialmente.

Além dessas iniciativas, pesquisadores buscam alternativas aos equipamentos laboratoriais maiores. Uma delas envolve a microfluídica em papel, tecnologia que utiliza tiras especiais para conduzir pequenas quantidades de fluidos por áreas de análise química. Paul Yager e pesquisadores da startup UbiDX trabalham no desenvolvimento de testes descartáveis baseados nessa abordagem.

Billy Evans, noivo de Elizabeth Holmes, está envolvido no desenvolvimento de uma nova tecnologia de diagnóstico por meio da empresa Haemanthus.

Segundo informações apresentadas no site do documentário, a companhia pretende criar um dispositivo capaz de analisar milhares de biomarcadores simultaneamente. A tecnologia utiliza espectroscopia Raman, método baseado em luz laser para investigar moléculas presentes em amostras de sangue, urina e saliva.

A técnica difere de métodos convencionais de análises clínicas, que utilizam reações químicas e outras formas de medição para identificar substâncias.

Jürgen Popp, químico da Universidade de Jena, na Alemanha, afirmou à Nature que a espectroscopia Raman é uma técnica analítica estabelecida e com potencial para diagnósticos médicos. Entretanto, o pesquisador ressaltou que são necessárias validações rigorosas e evidências clínicas independentes para demonstrar a eficácia dessas aplicações.

A exigência de comprovação científica também é destacada por Dena Marrinucci, cofundadora da Truvian Health. Segundo a executiva, a confiança em tecnologias de diagnóstico deve ser construída com evidências, e não apenas com promessas.

Experimentos com moscas-da-fruta identificaram um circuito neural que interfere na formação de memórias de recompensa associadas à bebida

#Entretenimento
Espaço Publicitário · meio texto

Anuncie sua marca e alcance milhares de leitores na região

Consulte formatos e valores disponíveis

Matérias Relacionadas