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Teoria da “conta não interrompe” do 2º turno das eleições é imprecisa

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 27 de outubro de 2026 às 19:13
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Teoria da “conta não interrompe” do 2º turno das eleições é imprecisa
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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Vídeos que tentam atribuir os apoios a mais que Lula e Flávio receberam no 2º turno a uma origem determinada ignoram a dinâmica da migração de votos e desconsideram outras variáveis

> copiar link --> Os números das planilhas que circulam nas redes permitem calcular o crescimento líquido de cada candidatura, mas não identificar a origem individual dos votos Sérgio Lima/Poder360 - 21.out.2026 PODER360 27.out.2026 (terça-feira) - 16h13 Priorize o Poder no Google Vídeos que circulam nas redes sociais questionam os resultados do 2º turno das eleições presidenciais de 2026 ao comparar o crescimento da votação de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de Flávio Bolsonaro (PL). Os posts ganharam tração depois de o empresário Elon Musk, dono de X, SpaceX, Starlink e Tesla, compartilhar um post no X e dizer que a “matemática não fecha” ao analisar os números das eleições brasileiras.

O argumento para tentar desqualificar a virada de Lula é o seguinte: para chegar aos mais de 10 milhões de votos a mais no 2º turno, o petista precisaria ter recebido todos os 4.781.485 + 60% dos votos da 3ª via. Aí a conclusão é igual à de Musk: “Matemática não fecha”.

Não é possível comprovar que todos os votos a mais de Lula e Flávio vieram da 3ª via ou de pessoas que anularam, votaram em branco ou deixaram de votar no 1º turno. Uma das possibilidades é que uma parte dos eleitores do senador na 1ª rodada da disputa tenha ficado desanimada e não tenha ido votar no 2º ou até mesmo tenha mudado de voto para o petista.

Os números permitem calcular o crescimento líquido de cada candidatura, mas não identificar a origem individual dos votos.

O eleitorado brasileiro é muito grande e diverso. Nestas eleições, 158.745.463 estavam aptos a votar.

Como mostrou o Poder360 no dia do 2º turno, uma virada de Lula era matematicamente muito difícil, mas não era impossível. O petista teria de desmobilizar os eleitores do adversário, diminuir a abstenção ao nível recorde e ter alta conversão de votos dos candidatos que não passaram ao 2º turno. Tudo isso foi feito.

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