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Região: Tarcísio sinaliza a aliados que não contestará vitória de Lula, mas evitará contradizer Flávio

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 26 de outubro de 2026 às 19:45
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Região: Tarcísio sinaliza a aliados que não contestará vitória de Lula, mas evitará contradizer Flávio
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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Tarcísio sinaliza a aliados que não contestará vitória de Lula, mas evitará contradizer Flávio Reconhecimento da vitória de Lula pelo vice-governador de SP, Felício Ramuth (MDB), porém, provocou incômodo em ala do governo paulista Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Flávio Bolsonaro (PL)

Ivan Martínez-Vargas e André Martins Publicado em 26 de outubro de 2026 às 15h50.

Última atualização em 26 de outubro de 2026 às 16h24.

Priorizar nos meus resultados Google RESUMO + O reconhecimento da vitória de Lula pelo vice-governador de São Paulo, Felício Ramuth (MDB), provocou incômodo em uma ala do governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos). Aliados do governador afirmam que ele também deverá reconhecer o resultado da eleição, mas tenta evitar um confronto com Flávio Bolsonaro (PL), que pediu a anulação do segundo turno. As críticas a Ramuth se concentram no momento da manifestação e nas declarações sobre o PL, enquanto Tarcísio permanece em silêncio.

Aliados do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmam que ele não vai questionar abertamente o resultado das eleições e veem como inevitável que ele reconheça a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Apesar disso, o posicionamento público de seu vice, Felício Ramuth (MDB), que, na manhã desta segunda-feira, 26, reconheceu publicamente a derrota de Flávio Bolsonaro, incomodou uma ala do governo.

A atitude de Ramuth pegou de surpresa parte do núcleo do governo paulista, segundo relatos de dois integrantes da administração Tarcísio, ouvidos sob reserva. Aliados do vice-governador, porém, dizem que seu posicionamento está alinhado com o de seu partido, o MDB, e que não gera ruídos em sua relação com Tarcísio de Freitas.

Felício afirmou que "a maioria dos eleitores escolheu outro caminho" e disse respeitar o resultado das urnas. Na mesma postagem, afirmou que "causou estranheza o próprio PL ter solicitado a prorrogação da votação, ainda que em locais específicos". O vice-governador paulista ainda disse que "o total de votos registrados após as 17 horas em todo o país foi insignificante diante da diferença entre os candidatos", um fato que contradiz o discurso de Flávio Bolsonaro, que ao lado de Tarcísio defendeu a anulação do segundo turno.

O vice-governador avisou lideranças do MDB e no governo que faria a postagem, já com o conteúdo que foi publicado, na manhã desta segunda-feira. Na noite de domingo, o diretório nacional do MDB parabenizou Lula, ressaltando que o petista foi "reeleito democraticamente conforme a Constituição de 1988".

"É um momento em que a vontade popular se fez soberana", diz a nota do MDB.

A crítica a Felício no interior do governo Tarcísio não é sobre o reconhecimento do resultado da eleição em si, mas sim sobre o timing e a menção ao PL. Um integrante da gestão próximo ao governador afirma que ele deveria ter esperado o próprio Tarcísio se manifestar.

Presidente do partido de Tarcísio, o deputado federal Marcos Pereira (SP) também cumprimentou Lula pela vitória, mas evitou mencionar a posição do PL ou o discurso de Flávio Bolsonaro sobre os resultados. "Parabenizo o presidente Lula pela reeleição. O novo mandato traz a responsabilidade de governar para todos os brasileiros, inclusive os que votaram em Flávio Bolsonaro, com respeito às diferenças e diálogo com o Congresso Nacional", afirmou em uma rede social.

O governador de São Paulo escolheu estar ao lado de Flávio Bolsonaro (PL) no discurso em que o senador se recusou a aceitar os resultados da eleição e pediu a anulação do pleito e, agora, ainda guarda silêncio sobre o resultado da eleição. Apesar disso, ele já sinalizou a aliados que não deverá questionar a validade da vitória de Lula.

Um aliado próximo ao governador paulista diz que o cenário mais provável é que Tarcísio se distancie dos discursos mais radicais que falem de fraudes não comprovadas, mas evite, ao máximo, uma rota de colisão com Flávio Bolsonaro para prevenir o fogo amigo do bolsonarismo. Um integrante da gestão diz que a demora para se pronunciar sobre a derrota de Flávio Bolsonaro visa evitar que a ala mais extremista do PL o acuse de traição.

Essa posição, porém, segundo outro aliado de Tarcísio, é um ensaio político para que o governador crie uma identidade política à parte do bolsonarismo.

Um membro do governo afirma, no entanto, que a avaliação do entorno do governador é que é muito cedo para pensar em 2030, apesar das pretensões políticas nacionais de Tarcísio.

Segundo integrantes do governo paulista, o incômodo não foi provocado pelo reconhecimento da vitória de Lula, mas pelo momento da manifestação e pelas críticas ao PL. Uma ala da gestão avalia que Ramuth deveria ter esperado o pronunciamento de Tarcísio de Freitas.

O vice-governador afirmou que a maioria dos eleitores escolheu outro caminho e declarou respeitar o resultado das urnas. Também questionou o pedido do PL para prorrogar a votação em determinados locais e afirmou que os votos registrados após as 17 horas foram insuficientes para alterar a diferença entre os candidatos.

Aliados do governador afirmam que ele não deverá questionar a validade da eleição e consideram inevitável o reconhecimento da vitória de Lula. Tarcísio, porém, ainda não havia se manifestado publicamente sobre o resultado, segundo as informações da reportagem.

Segundo integrantes de seu entorno, o governador busca evitar um confronto com Flávio Bolsonaro e críticas de setores do bolsonarismo. A avaliação de aliados é que Tarcísio deverá se distanciar de alegações de fraude sem comprovação, mas sem romper politicamente com o senador.

O MDB reconheceu a vitória de Lula e afirmou que o presidente foi reeleito democraticamente, conforme a Constituição de 1988. O presidente do Republicanos, Marcos Pereira, também parabenizou Lula, mas não comentou o pedido de anulação da eleição feito por Flávio Bolsonaro.

Aliados de Ramuth afirmam que sua manifestação está alinhada à posição nacional do MDB e não compromete a relação com Tarcísio. Integrantes do governo paulista, entretanto, relatam desconforto com a iniciativa do vice-governador.

Um aliado avalia que o posicionamento do governador pode representar um movimento para construir uma identidade política própria, menos vinculada ao bolsonarismo. Outro integrante do governo afirma, porém, que o grupo considera prematuro discutir os planos políticos de Tarcísio para 2030.

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Até o momento, Solidariedade, Avante, Mobiliza, Agir, Democracia Cristã, Missão, Democrata, PRTB e PCO não haviam se manifestado publicamente sobre a reeleição do petista

#Vitória#Política#Governo
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