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Fique por dentro: Engajamento e seguidores influenciam o sucesso dos creators

Dados do Sebrae, da HypeAuditor e de pesquisas do setor indicam, porém, que autenticidade e engajamento real do criador vêm ganhando mais peso do que o número b

Por Redatores da Empire Cidades 26 de outubro de 2026 às 21:05
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Fique por dentro: Engajamento e seguidores influenciam o sucesso dos creators
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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Corporativas O comportamento do consumidor brasileiro nas redes sociais tem sido cada vez mais influenciado por sinais de credibilidade digital, como número de seguidores, engajamento e avaliações públicas, antes mesmo da análise direta de um produto ou serviço.

Segundo a pesquisa CX Trends 2026, conduzida pela Octadesk em parceria com o Opinion Box, 94% dos brasileiros acessam redes sociais todos os dias. O Instagram lidera a preferência entre as plataformas, citado por 87% dos entrevistados.

Esse comportamento tem base em um conceito estudado pela psicologia social há décadas: a prova social, descrita pelo pesquisador norte-americano Robert Cialdini na obra "Influência: a Psicologia da Persuasão".

Segundo a teoria, indivíduos tendem a considerar uma escolha mais confiável quando percebem que outras pessoas já validaram aquela mesma escolha anteriormente. Nas redes sociais, esse mecanismo se manifesta de forma direta: perfis com mais seguidores e engajamento tendem a ser percebidos como mais relevantes, independentemente da qualidade do conteúdo publicado.

O funcionamento dos próprios algoritmos de distribuição de conteúdo contribui para aprofundar esse efeito. Segundo explicações públicas de Adam Mosseri, chefe do Instagram na Meta, cada nova publicação é testada inicialmente com uma pequena parcela dos seguidores de uma conta.

Caso esse grupo reaja positivamente, o sistema amplia a entrega para um público maior. Esse mecanismo faz com que perfis com base de seguidores menor ou baixo engajamento tenham, por consequência, menor alcance orgânico.

Levantamentos do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) sobre a presença digital de micro e pequenas empresas apontam que 94% das empresas brasileiras presentes em alguma rede social já mantêm perfil no Instagram, ante 25% registrados em 2018.

Para especialistas do setor, a credibilidade do perfil nas redes tem se tornado um fator cada vez mais determinante na decisão de compra, especialmente em negócios locais, onde a primeira impressão digital frequentemente antecede o contato direto com o produto ou serviço.

O crescimento da importância atribuída a métricas de redes sociais também trouxe à tona um problema associado a esse tipo de indicador: a presença de seguidores e interações fraudulentas em parte significativa dos perfis analisados no país.

Levantamento da HypeAuditor, divulgado pelo Meio & Mensagem, identificou que 56,24% dos influenciadores digitais brasileiros são impactados por algum tipo de fraude em seus números, índice superior à média identificada nos Estados Unidos, de 33,89%. O cenário reforça, entre especialistas, a necessidade de analisar engajamento de forma combinada ao volume de seguidores, e não isoladamente.

Um levantamento conduzido pela FollowTurbo, empresa que atua no setor de métricas e desempenho de perfis no Instagram, identificou que perfis com maior volume de interações apresentam desempenho mais consistente na distribuição de conteúdo pelo algoritmo, em comparação a perfis com volume de seguidores elevado, mas baixo índice de interação. A análise reforça a tese de que o número de seguidores isolado tem perdido peso como métrica de relevância, cedendo espaço a indicadores de engajamento real.

Esse crescimento não tem sido acompanhado pela mesma evolução na mensuração de resultados. Pesquisa "ROI & Influência 2025" aponta que 53% das empresas do setor enfrentam dificuldade para quantificar resultados de campanhas com influenciadores, e 48% relatam dificuldade para comprovar a efetividade do criador contratado. Ainda assim, 57% das empresas planejam aumentar o investimento no setor, o que amplia a pressão por ferramentas capazes de organizar essa operação em escala.

Nesse contexto, ganham espaço plataformas de tecnologia voltadas à gestão desse tipo de operação, como a Flikta, startup brasileira que possui o ecossistema completo para marcas administrarem seus creators e afiliados, fazerem tracking de publicações no Instagram e TikTok (reels, stories etc), efetuar pagamentos, ver dados de ROI, vendas e cupons de forma eficiente, substituindo o controle manual por planilhas que ainda predomina em boa parte do mercado.

"A tendência não é que as métricas de engajamento, sozinhas, ganhem ainda mais peso, mas sim que a capacidade do criador de produzir conteúdo original, com naturalidade suficiente para furar bolhas e sustentar um trabalho de longo prazo, passe a valer mais do que o número de seguidores em si", avalia Flávio Babos, especialista em marketing de influência e redes sociais.

Para pesquisadores da área, a tendência deve se intensificar nos próximos anos, sugerindo uma transição gradual de um modelo de avaliação baseado em volume de seguidores para um modelo baseado em autenticidade e capacidade de conexão genuína com a audiência.

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