Voltar para a página inicial

Em destaque: Medidas band-aid não resolvem situação fiscal, diz economista

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 26 de outubro de 2026 às 21:02
664 visualizações
Em destaque: Medidas band-aid não resolvem situação fiscal, diz economista
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
Compartilhar:WhatsAppX / TwitterFacebook
Espaço Publicitário · topo

Anuncie sua marca e alcance milhares de leitores na região

Consulte formatos e valores disponíveis

Gabriel Leal de Barros, ex-diretor da Instituição Fiscal Independente, afirma que só medidas impopulares podem recuperar credibilidade

> copiar link --> Gabriel Leal de Barros disse que a vulnerabilidade externa do Brasil é maior atualmente do que no período em que Dilma Rousseff era presidente, de 2011 a 2016 Divulgação Paulo Silva Pinto de Brasília 26.out.2026 (segunda-feira) - 18h02 Priorize o Poder no Google Gabriel Leal de Barros, economista-chefe da ARX Investimentos, disse que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) precisará de medidas de grande impacto para recuperar a credibilidade em relação às contas públicas.

“ Medidas band-aid, superficiais, não vão resolver o problema, porque o tamanho do desafio é muito grande ”, afirmou Leal de Barros. Ele foi diretor da IFI (Instituição Fiscal Independente), do Senado, de 2017 a 2019.

Lula venceu no domingo (25.out.2026) o 2º turno da eleição presidencial. Conquistou o 4º mandato, de 2027 a 2031. A reação nos mercados financeiros e de capitais foram negativas nesta 2ª feira (26.out). A Bolsa brasileira caiu 15,71% até 13h27.

A situação das contas públicas piorou desde 2023, início do 3º mandato de Lula. A dívida pública atingiu 82,9% do PIB (Produto Interno Bruto) em agosto de 2026.

Leal de Barros afirmou que a relação entre dívida e PIB no Brasil está 25 pontos percentuais acima do patamar de outros países semelhantes. A perspectiva de dificuldades de pagamento resulta em aumento dos juros futuros no mercado financeiro.

Os gastos públicos afetam os juros por causa do aumento da dívida. Também porque aumentam a demanda na economia e pressionam a inflação. O BC (Banco Central) precisa manter a Selic, taxa básica de juros, em patamar mais elevado do que seria necessário com uma política fiscal mais restritiva.

Leal de Barros disse que só medidas estruturais poderão recuperar a credibilidade do governo quanto ao controle das contas públicas.

Será preciso, por exemplo, cortar aumento real do salário-mínimo ou eliminar a regra de piso de gastos com saúde e educação. São mudanças que contrariariam o que Lula defendeu na campanha para a reeleição. “ Todas seriam um estelionato eleitoral ”, afirmou.

Leal de Barros avaliou que é pequena a chance de o governo tomar as decisões necessárias. Afirmou que isso poderá aumentar o risco para o país por causa do cenário externo adverso.

O economista disse que a vulnerabilidade do Brasil está especialmente alta por causa do cenário geopolítico. “ Se o mundo espirrar, a gente entra em coma. ”

Na avaliação do economista, a situação atual é mais desfavorável ao Brasil do que nos governos de Dilma Rousseff (PT), de 2011 a 2016. O aumento de gastos no 1º mandato de Dilma exigiu medidas de cortes de gastos em 2015. Ela sofreu impeachment em 2016.

Os juros globais são mais elevados do que naquela época. O Brasil precisará de dinheiro de investidores externos, afirmou o economista, porque os fundos de investimentos domésticos já estão direcionados a títulos incentivados, isentos de impostos.

#Política
Espaço Publicitário · meio texto

Anuncie sua marca e alcance milhares de leitores na região

Consulte formatos e valores disponíveis

Matérias Relacionadas