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Região: PL deve lançar Rogério Marinho à presidência do Senado na quarta-feira

A maioria do partido rejeitou uma composição com o atual presidente, Davi Alcolumbre (União-AP), e pretende colocar o senador potiguar em campanha.

Por Redatores da Empire Cidades 2 de novembro de 2026 às 17:21
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Região: PL deve lançar Rogério Marinho à presidência do Senado na quarta-feira
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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Rogério Marinho deve ser anunciado pelo PL como candidato à presidência do Senado para a eleição de fevereiro de 2027. (José Cruz/Agência Brasil) BRASÍLIA – O PL deve anunciar na quarta-feira (4) a candidatura de Rogério Marinho (PL-RN) à presidência do Senado para a eleição de fevereiro de 2027. A maioria do partido rejeitou uma composição com o atual presidente, Davi Alcolumbre (União-AP), e pretende colocar o senador potiguar em campanha.

A legenda terá 28 parlamentares com a chegada dos senadores eleitos em outubro, formando a maior bancada da Casa. Para eleger o presidente, porém, são necessários pelo menos 41 votos, o que exige apoio de outras siglas.

Marinho confirmou na quarta-feira (28) que deverá ser o candidato do partido. O lançamento ocorre enquanto Alcolumbre busca votos entre integrantes da oposição para permanecer no cargo.

A decisão de avançar com Marinho prevaleceu apesar das conversas de Alcolumbre com senadores do PL, do PP e do Republicanos.

Entre os defensores da candidatura está o senador eleito Carlos Jordy, que vê o nome do potiguar como o mais competitivo na disputa.

“A candidatura com mais força e votos hoje é a de Rogério Marinho”, afirmou.

A posição, no entanto, não é unânime dentro do partido. Uma liderança da legenda defendeu aos colegas que uma negociação deveria anteceder o lançamento de uma candidatura contra Alcolumbre.

O receio desse parlamentar é que o PL enfrente o desgaste de uma derrota e termine sem o comando de comissões importantes. Ele citou a eleição de 2023, quando Marinho perdeu a presidência do Senado para Rodrigo Pacheco.

Apesar dessa resistência interna, a maioria da legenda pretende seguir com a candidatura própria.

O lançamento pelo PL não encerra a disputa por apoio entre os partidos de oposição. A senadora Tereza Cristina mantém a intenção de concorrer ao comando da Casa.

“Eu mantenho meu desejo de concorrer, de ser a primeira mulher presidente do Senado. Temos 90 dias até a eleição. Tem muita água pra rolar”, declarou.

Tereza conta com o apoio de Michelle Bolsonaro, eleita senadora pelo Distrito Federal. Alcolumbre pretende conversar com Michelle nas próximas semanas, segundo um interlocutor do presidente do Senado.

A manutenção das duas pré-candidaturas deixa em aberto a possibilidade de a oposição chegar à eleição com mais de um nome.

Marinho também enfrenta avaliações negativas de parlamentares da oposição por sua ligação com Flávio Bolsonaro, cuja campanha presidencial coordenou.

Entre esses senadores, a carta em que Flávio se autodeclarou presidente eleito, depois alterada para líder do Brasil, enfraqueceu a candidatura do potiguar.

A crítica é que Marinho poderia ter sua autonomia comprometida no comando do Senado pela relação com Flávio, que deixou o país e está nos Estados Unidos. Essa é uma avaliação de integrantes da oposição, e não uma posição unificada dos partidos.

Um interlocutor de Alcolumbre considera que o atual presidente já reúne os 41 votos necessários para vencer, inclusive com apoios dentro do PL. A afirmação não veio acompanhada de uma relação pública de senadores comprometidos com sua candidatura.

Nas tentativas de aproximação com a oposição, Alcolumbre tem discutido a possibilidade de pautar um projeto de anistia aos condenados pelo 8 de janeiro, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Uma liderança do PL afirmou, nos bastidores, que a negociação poderia beneficiar os condenados e também evitar uma apuração no Senado sobre a conduta do ministro Alexandre de Moraes, relator dos processos no Supremo Tribunal Federal.

A possibilidade não representa um acordo fechado. Embora tenha apoio de parlamentares como Otto Alencar, a proposta de anistia enfrenta resistência de partidos como o MDB.

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