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Fique por dentro: Janones diz que não será ministro de Lula e continuará na Câmara

Reeleito para o terceiro mandato, o parlamentar descartou a possibilidade em entrevista ao Fantástico.

Por Redatores da Empire Cidades 2 de novembro de 2026 às 17:21
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Fique por dentro: Janones diz que não será ministro de Lula e continuará na Câmara
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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André Janones afirmou que não assumirá um ministério no governo Lula e permanecerá na Câmara dos Deputados. (Arquivo) BRASIL – O deputado federal André Janones (Rede-MG) afirmou que não assumirá um ministério no próximo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e continuará na Câmara dos Deputados. Reeleito para o terceiro mandato, o parlamentar descartou a possibilidade em entrevista ao Fantástico.

“Eu não vou aceitar nenhum ministério. Está cravado. Não vou ser ministro do governo Lula. Vou continuar na Câmara dos Deputados representando o povo”, declarou.

Janones também disse que permanecerá filiado à Rede Sustentabilidade. A declaração ocorre após sua atuação na campanha digital de Lula, reeleito para o quarto mandato à frente da Presidência.

O deputado criou e administra pelo celular o canal de mensagens chamado “Exército do Lula”, que reuniu mais de 10 milhões de pessoas nas três semanas anteriores ao segundo turno.

Janones afirmou que já conversou com o presidente sobre quem deve ficar responsável pelo espaço de comunicação com os eleitores.

“Eu disse, olhando nos olhos dele: ‘O canal é do senhor, o exército é do Lula, tudo foi construído com o nome do senhor’”, relatou.

Após a eleição, o deputado deixou de publicar os vídeos com as chamadas “missões” destinadas aos participantes. Ele reconheceu que o funcionamento do canal concentrava decisões em sua figura e defendeu que esse modelo seja temporário.

“É um modelo transitório, necessário para a gente vencer uma eleição, necessário para a gente poder dar governabilidade ao presidente a partir de agora. Mas é um modelo que deve servir como transição”, afirmou.

O parlamentar disse que esse não é o formato de democracia que deseja para o país e relacionou a discussão ao papel das grandes plataformas digitais.

“A democracia que eu quero viver é onde você posta o que você quiser na sua rede”, declarou.

Dois dias antes do segundo turno, o Tribunal Superior Eleitoral cobrou das plataformas reforço nas equipes e tratamento igualitário às campanhas. Meta, Google e X informaram ao tribunal que não encontraram irregularidades no canal de apoiadores de Lula.

Depois do segundo turno, Janones recebeu uma ligação de Lula enquanto estava no Rio de Janeiro. O presidente o convidou para participar de uma transmissão ao vivo e almoçar em Brasília no dia seguinte.

O deputado mudou os planos de descanso e seguiu para a capital federal na quinta-feira. No Palácio da Alvorada, participou de um almoço com Lula e a primeira-dama Janja que durou cerca de três horas.

Ao deixar a residência oficial, contou que o presidente ainda enfrentava problemas na garganta.

A atuação digital na campanha também levou Janones a conceder entrevistas a veículos estrangeiros, entre eles o francês Le Monde e o britânico The Guardian.

“A repercussão internacional é a única coisa que não estava no meu radar”, afirmou.

Ao comentar sua relação com políticos de outros campos ideológicos, Janones elogiou o governador eleito de Minas Gerais, Cleitinho, que apoiou Flávio Bolsonaro na disputa presidencial.

“Ele é um amigo, um amigo mesmo. É um cara que está se propondo a fazer algo que o país precisa muito, que é pacificar, que é superar essa questão ideológica, essa polarização que tem feito tão mal para o povo brasileiro”, disse.

O deputado também afirmou acreditar que Cleitinho fará um bom governo em Minas Gerais.

Janones foi questionado sobre a medida protetiva solicitada por uma ex-companheira diante de uma acusação de violência psicológica. Disse que não poderia comentar o caso por tramitar em segredo de Justiça e afirmou não ter sido condenado.

Sobre a suspeita de rachadinha, a Procuradoria-Geral da República apontou que ele utilizou um cartão de crédito de um assessor para pagar despesas pessoais entre 2019 e 2020. O deputado negou ter desviado salários de funcionários.

Janones fez um acordo para encerrar o processo sem condenação e afirmou ter devolvido R$ 131.511.

O parlamentar também comentou os confrontos com opositores que levaram à suspensão de seu mandato por três meses. Disse não se arrepender das atitudes e atribuiu influência política a decisões desse tipo.

Questionado sobre um vídeo em que mencionou possíveis cortes em programas sociais caso Flávio Bolsonaro fosse eleito, Janones negou ter divulgado informação falsa. O adversário de Lula contestou o conteúdo na Justiça e pediu a retirada da publicação.

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