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Região: Autoridades dos EUA visitam vila após ataques de colonos a diplomatas

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por CNN Brasil 18 de outubro de 2026 às 18:02
Via CNN Brasil
Região: Autoridades dos EUA visitam vila após ataques de colonos a diplomatas
Foto: Foto: CNN Brasil
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Diplomatas dos EUA visitaram, neste domingo (18), uma vila cristã palestina na Cisjordânia — território sob ocupação israelense — após ataques cometidos por colonos israelenses militantes contra diplomatas europeus e uma fotojornalista americana nos dois dias anteriores.

Riley Barnes, secretária-adjunta de Estado para Democracia, Direitos Humanos e Trabalho; Brian Burch, embaixador dos EUA junto à Santa Sé; e outros diplomatas visitaram a igreja do Convento Latino e tinham um encontro previsto com membros da comunidade cristã em Taybeh.

No sábado (17), diplomatas da Bélgica, França e Polônia — acompanhados por um prefeito francês e civis palestinos — foram atacados perto de Taybeh por colonos israelenses mascarados.

Família palestina é expulsa de casa pela segunda vez por colonos de Israel Netanyahu ordena desmantelar postos avançados de colonos, dizem fontes Colonos israelenses incendeiam mesquitas na Cisjordânia após confronto No dia anterior, a fotojornalista do Washington Post , Heidi Levine, foi levada ao hospital após ser agredida enquanto cobria a colheita de azeitonas palestina, nas proximidades de outra vila na Cisjordânia.

A visita dos diplomatas coincidiu com o apoio manifestado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, ao seu aliado, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, para as eleições parlamentares de Israel, marcadas para 27 de outubro.

Paralelamente, o embaixador dos EUA em Israel, Mike Huckabee, participou, no domingo, de uma conferência de colonos na Cisjordânia.

Huckabee — cristão evangélico e apoiador de longa data de Israel — escreveu anteriormente na rede social X, defendendo que "aqueles que atacaram" a fotojornalista do Washington Post , que é cidadã americana, sejam presos.

Embora Trump tenha expressado oposição à anexação da Cisjordânia por Israel, sua administração exerceu pouca pressão sobre o governo de direita de Netanyahu — que apoia os assentamentos — para que alterasse sua política.

Órgãos da ONU e a maioria dos países consideram os assentamentos ilegais perante o direito internacional; Israel, contudo, rejeita essa interpretação, classificando o território como "disputado", e não "ocupado".

Enquanto o ministro das Relações Exteriores, Gideon Saar, e as forças militares israelenses atribuíram o ataque aos diplomatas a "manifestantes israelenses", Netanyahu — cuja coalizão corre o risco de perder a maioria no governo — adotou uma postura mais cautelosa.

Ele afirmou que os diplomatas entraram em uma "área sensível, com histórico de confrontos, sem coordenação prévia" com as forças militares israelenses, e acrescentou que os fatos referentes ao ataque contra Levine ainda não estão "claros". A França instou as autoridades israelenses a prenderem os autores dos ataques ocorridos no sábado e a porem fim à violência criminosa na Cisjordânia; contudo, até domingo, não houve, por parte das autoridades israelenses, qualquer anúncio de prisões relacionadas a nenhum dos dois incidentes mais recentes.

A Cisjordânia abriga cerca de 500 mil colonos e pelo menos 3 milhões de palestinos.

Os ataques de colonos contra palestinos estão em ascensão, com pelo menos 170 registros desde 27 de setembro, segundo a Yesh Din, uma organização israelense de direitos humanos. Jornalistas, ativistas e observadores estrangeiros também têm sido alvo dessas ações.

No entanto, processos judiciais contra colonos israelenses são raros.

No domingo, a Reuters presenciou um grupo de pelo menos 10 colonos, mascarados e vestidos de preto, arremessando pedras contra palestinos e ativistas que realizavam a colheita de azeitonas perto da cidade palestina de Salfit, na Cisjordânia, o que forçou os agricultores a fugir do local.

A polícia de fronteira de Israel estava na região e disparou bombas de gás lacrimogêneo em direção às colinas.

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