Panorama: Por que os astronautas que deram a volta na Lua não devem voltar ao espaço?
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Consulte formatos e valores disponíveisPor que os astronautas que deram a volta na Lua não devem voltar ao espaço? Tripulação da Artemis II fez história ao realizar a primeira missão tripulada ao redor da Lua em mais de 50 anos Christina Koch: astronauta da Nasa deixará de ser elegível para futuras missões espaciais ao assumir nova função na agência (Nasa/Glenn Benson)
Publicado em 18 de outubro de 2026 às 16h49 .
Priorizar nos meus resultados Google Tudo sobre Acompanhe tudo sobre Espaço Saiba mais Os quatro astronautas que participaram da Artemis II , missão que levou seres humanos ao redor da Lua pela primeira vez em mais de 50 anos, não deverão voltar ao espaço . Após a viagem realizada em abril de 2026, todos foram transferidos para funções que os afastam de futuras missões espaciais .
A última mudança foi anunciada pela Nasa na última terça-feira, 13. A astronauta Christina Koch foi nomeada engenheira-chefe adjunta interina da agência espacial americana, cargo que assumirá em 1º de novembro.
Com a nomeação, Koch passará à categoria de astronauta de gestão, deixando de ser elegível para novos voos espaciais. Os outros três integrantes da Artemis II — Reid Wiseman, Victor Glover e Jeremy Hansen — também foram direcionados a novas atividades após a missão.
As mudanças não significam que os astronautas tenham sido impedidos de viajar ao espaço por causa da missão lunar . Elas estão relacionadas às funções profissionais assumidas depois do voo.
A Nasa mantém diferentes categorias de astronautas, incluindo profissionais que continuam disponíveis para missões e aqueles que passam a exercer funções administrativas, técnicas ou de orientação.
No caso de Christina Koch, a nova posição envolve responsabilidades na área de engenharia da agência, como supervisão técnica, preparação de missões e acompanhamento de projetos espaciais. A astronauta substituirá Katherine Van Hooser, que se aposentará em 21 de outubro, após mais de 35 anos de trabalho na Nasa.
Antes de integrar a Artemis II, Koch já havia acumulado experiência em engenharia e exploração espacial. Ela trabalhou no desenvolvimento de instrumentos científicos no Centro de Voos Espaciais Goddard e foi selecionada como astronauta em 2013.
Também passou 328 dias consecutivos na Estação Espacial Internacional (ISS) , estabelecendo o recorde de voo espacial individual mais longo realizado por uma mulher , e participou das primeiras caminhadas espaciais inteiramente femininas.
A experiência técnica e operacional foi apontada pela Nasa como um dos motivos para sua escolha para o novo cargo.
A mudança de Christina Koch completa uma sequência de transições profissionais envolvendo os quatro integrantes da missão lunar .
Reid Wiseman , comandante da Artemis II, e Victor Glover , piloto da missão, passaram à condição de astronautas eméritos, categoria destinada a profissionais que deixam de participar de voos espaciais e podem continuar contribuindo com sua experiência para a agência.
O canadense Jeremy Hansen , especialista de missão e integrante da Agência Espacial Canadense (CSA), também deixou as atividades de voo após assumir novas responsabilidades profissionais.
As mudanças representam uma nova etapa de suas carreiras, mas não foram apresentadas como consequência de problemas de saúde ou de riscos específicos enfrentados durante a viagem à Lua .
Realizada em abril de 2026, a Artemis II marcou o primeiro voo tripulado ao redor da Lua desde o encerramento do programa Apollo , em 1972. A missão levou quatro astronautas a bordo da espaçonave Orion , lançada pelo foguete Space Launch System (SLS) , desenvolvido pela Nasa.
A tripulação foi formada por Reid Wiseman, Victor Glover e Christina Koch, da Nasa, além de Jeremy Hansen, da Agência Espacial Canadense.
Diferentemente das futuras missões do programa Artemis, a Artemis II não realizou um pouso na superfície lunar. Seu objetivo foi levar astronautas ao espaço profundo e testar sistemas necessários para as próximas etapas da exploração da Lua .
A viagem integrou os preparativos da agência internacional para retomar missões tripuladas à superfície lunar e desenvolver capacidades para futuras expedições a Marte .
Como engenheira-chefe adjunta interina, Koch ajudará a coordenar a comunidade de engenharia da Nasa, com atuação na supervisão técnica e na preparação de programas e projetos da agência.
A nomeação ocorre após a aposentadoria de Katherine Van Hooser , que iniciou sua carreira na Nasa em 1991 e participou de projetos ligados aos motores dos ônibus espaciais e ao desenvolvimento do foguete SLS .
Ao anunciar a mudança, o administrador da Nasa, Jared Isaacman , destacou a experiência de Koch tanto no desenvolvimento de sistemas espaciais quanto na utilização desses equipamentos durante missões.
A astronauta assumirá oficialmente a nova função em 1º de novembro de 2026, encerrando sua disponibilidade para futuras viagens espaciais e passando a contribuir com os projetos da agência em uma posição de liderança técnica.
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