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como a busca pelo elixir da imortalidade na China criou o composto explosivo no século IX — Origem da pólvora

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por CNN Brasil 18 de outubro de 2026 às 19:16
Via CNN Brasil
como a busca pelo elixir da imortalidade na China criou o composto explosivo no século IX — Origem da pólvora
Foto: Foto: CNN Brasil
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Durante a Dinastia Han , cerca de dois séculos antes de Cristo, alquimistas taoístas iniciaram experimentos com enxofre e salitre. O objetivo original era audacioso: encontrar o lendário elixir da imortalidade .

As primeiras tentativas geravam reações tão violentas que o alerta foi registrado no tratado "O livro da ligação dos três" . A obra trazia avisos explícitos sobre os perigos de manipular a mistura altamente inflamável, cuja reação frequentemente incendiava a casa dos próprios praticantes.

No século IX, já durante a Dinastia Tang , a adição de carvão em proporções precisas deu origem ao que os chineses chamaram de "huo yao" ou remédio de fogo. O elixir da eternidade falhou completamente, mas acabava de nascer a pólvora .

Zelensky diz que é "doloroso" quando Trump escolhe outro lado na guerra Ataque russo mata seis pessoas na Ucrânia, dizem autoridades Putin convoca autoridades russas para discutir cibersegurança Dos rituais sagrados aos campos de batalha Por ser mais controlável que outros compostos da época, o invento serviu inicialmente para espantar maus espíritos em rituais religiosos, além de encantar o público em fogos de artifício e sinalizadores festivos.

Entre os séculos X e XIII, sob a Dinastia Song , a aplicação militar ganhou enorme força. A substância passou a integrar granadas, catapultas e protótipos de armas de fogo , como tubos de bambu que disparavam pedras, foguetes e canhões primitivos.

Essas primeiras engenhocas bélicas frequentemente utilizavam misturas venenosas compostas por arsênico e mercúrio . A China iniciava uma verdadeira revolução armamentista que em breve alcançaria outras regiões do globo.

O conhecimento cruzou fronteiras quando os mongóis , após sofrerem repetidos ataques chineses, dominaram e aprimoraram a tecnologia. O povo nômade utilizou a novidade em suas conquistas pela Pérsia e Índia , espalhando o segredo pelo continente.

Em 1254, o embaixador William de Rubruck introduziu a fórmula na Europa. O desembarque no continente acelerou a criação de rifles e canhões refinados , transformando definitivamente a engenharia militar do mundo.

A pólvora clássica baseia-se na combinação proporcional de 75% de salitre (nitrato de potássio), 15% de carvão e 10% de enxofre . O salitre garante o alto grau de combustão , liberando energia de forma extremamente rápida.

Atualmente, o composto é classificado em três tipos principais de acordo com sua aplicação. A pólvora clássica ou explosiva possui alto rendimento exotérmico e queima em velocidade média a alta, sendo a principal escolha para munições e artifícios .

Por outro lado, a pólvora sem fumaça é fabricada com nitrocelulose e nitroglicerina , oferecendo taxa de combustão constante e mantendo a visibilidade no uso militar. Já a pólvora negra apresenta baixo custo , queima lenta e gera fumaça densa, servindo para bombinhas e armas de chumbinho .

Nas produções e animações, é frequente ver uma trilha de pólvora queimando continuamente até atingir um barril. Essa linha queima sem explodir ao longo do caminho porque, em ambiente aberto, a energia e os gases expansivos dissipam-se livremente no ar.

A explosão real só acontece quando o material é aceso dentro de um espaço confinado . Sem um meio de evasão rápida para os gases gerados pela queima, a pressão interna se eleva de forma devastadora até romper o recipiente.

Esse exato princípio físico e químico é o que garante o funcionamento controlado dos fogos de artifício e a propulsão dos armamentos modernos desenvolvidos pela humanidade.

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