Panorama: Supervulcão no Japão volta a acumular magma após 7.300 anos — há risco de erupção?
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Consulte formatos e valores disponíveisSupervulcão no Japão volta a acumular magma após 7.300 anos — há risco de erupção? Descoberta na caldeira de Kikai ajuda cientistas a entender como grandes sistemas vulcânicos recompõem seus reservatórios ao longo de milhares de anos Supervulcão: cientistas identificaram um grande reservatório de magma sob a caldeira de Kikai, no Japão (Stephan Hoerold/Getty Images)
Priorizar nos meus resultados Google Tudo sobre Acompanhe tudo sobre Vulcões Saiba mais Um supervulcão no Japão está acumulando magma novo em seu reservatório subterrâneo, cerca de 7.300 anos após uma das maiores erupções vulcânicas da história geológica recente da Terra. A descoberta foi feita por pesquisadores da Universidade de Kobe, que investigaram a caldeira de Kikai, localizada em grande parte sob o oceano.
O estudo, publicados na revista científica Communications Earth & Environment, identificou uma extensa região com elevada concentração de magma abaixo do local da antiga erupção. As análises indicam que o material foi introduzido no sistema vulcânico ao longo dos últimos milhares de anos.
Os resultados podem ajudar a compreender como grandes reservatórios de magma se formam novamente após erupções de grande magnitude.
Pesquisadores identificaram um grande reservatório de magma sob a caldeira de Kikai, estrutura vulcânica formada após a erupção ocorrida há aproximadamente 7.300 anos. Para investigar o subsolo, os pesquisadores trabalharam em parceria com a Agência Japonesa de Ciência e Tecnologia Marinha-Terrestre (JAMSTEC).
O levantamento utilizou pulsos sísmicos gerados por equipamentos subaquáticos. As ondas atravessaram a crosta terrestre e foram registradas por sismógrafos instalados no fundo do oceano.
Como as ondas se propagam de maneira diferente em rochas sólidas e regiões com material fundido, foi possível estimar a localização e a extensão do reservatório.
Conforme apuração dos redatores da Empire Cidadesofísico Nobukazu Seama, da Universidade de Kobe, as características identificadas indicam que o magma ocupa o mesmo sistema de armazenamento associado à antiga erupção.
Os pesquisadores encontraram evidências de que o magma atualmente presente sob Kikai não é apenas material remanescente da erupção de 7.300 anos atrás. Estudos anteriores identificaram a formação de uma nova cúpula de lava, desenvolvida perto do centro da caldeira há aproximadamente 3.900 anos.
As análises químicas mostraram que o material dessa estrutura apresenta composição diferente da lava expelida durante a antiga erupção. Essa diferença sugere que o reservatório recebeu novas injeções de magma provenientes de regiões mais profundas da Terra.
De acordo com a Universidade de Kobe, a combinação dos dados sísmicos e químicos permitiu aos pesquisadores desenvolver um modelo para explicar como grandes sistemas vulcânicos recuperam suas reservas subterrâneas.
A presença de magma novo não indica uma erupção iminente. Embora os cientistas saibam que grandes caldeiras vulcânicas podem apresentar novas erupções, ainda existem dúvidas sobre como os enormes volumes de magma necessários para esses eventos se acumulam.
O processo identificado em Kikai ocorreu ao longo de milhares de anos, e o estudo não estabelece uma data ou previsão para uma futura erupção.
Os pesquisadores destacam que compreender a reposição de magma é importante para aperfeiçoar o monitoramento de sistemas vulcânicos e identificar possíveis sinais de atividade.
O modelo desenvolvido pelos pesquisadores também pode contribuir para o estudo de outros supervulcões, como Yellowstone, nos Estados Unidos, e Toba, na Indonésia. Esses sistemas possuem grandes reservatórios de magma relativamente próximos da superfície terrestre.
Segundo Seama, os resultados observados em Kikai são compatíveis com a hipótese de que reservatórios subterrâneos podem ser reabastecidos gradualmente após erupções gigantes.
A equipe pretende aprimorar as técnicas de investigação sísmica para compreender melhor a movimentação e o armazenamento de magma. O objetivo é identificar processos que possam contribuir para o monitoramento de grandes caldeiras vulcânicas e, futuramente, melhorar a capacidade de reconhecer sinais associados a novas erupções.
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