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Panorama: Com Lula, esquerda tem 54,6% do PIB e 56,2% da população sul-americana

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 26 de outubro de 2026 às 20:48
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Panorama: Com Lula, esquerda tem 54,6% do PIB e 56,2% da população sul-americana
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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> copiar link --> Infográfico demonstra cenário político do continente depois da reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) João Lucas Casanova de São Paulo 26.out.2026 (segunda-feira) - 17h48 Priorize o Poder no Google Com a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições brasileiras, o avanço da direita na América do Sul, visto nos últimos pleitos realizados no continente, foi contido. Ao todo, serão 6 países governados pela esquerda ou centro-esquerda em 2027. A direita ou centro-direita governará em 7.

Com base nos índices fechados de 2025, do FMI (Fundo Monetário Internacional), chefes de governo de esquerda governam os países responsáveis por 54,6% do PIB (Produto Interno Bruto) do continente, somando US$ 2,4 trilhões. Só o Brasil é responsável por US$ 2,28 trilhões desse montante.

Os governos de direita, por sua vez, administram os países que somam US$ 2,2 trilhões, o que equivale a 45,4% do PIB continental.

Para se ter ideia do impacto da reeleição no cenário político do continente, caso Flávio Bolsonaro (PL) fosse eleito, mais de 95% do PIB da América do Sul adviria de países governados pela direita.

Em termos populacionais, o grupo à esquerda também lidera, com 246,4 milhões de pessoas (56,24% do total). O número é composto principalmente pela população brasileira, que compreende 48,6% de todos os sul-americanos (ou 212,8 milhões de pessoas).

Os países governados pela direita, somados, têm 191,7 milhões de habitantes.

A América do Sul vivia um momento de alinhamento à influência do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), até a noite de domingo (25.out.2026). O Brasil, maior país da porção sul do continente, reelegeu Lula, histórica figura da esquerda, que fez campanha com discurso de defesa da soberania e anti-interferência norte-americana.

Antes disso, porém, vitórias de Keiko Fujimori (Fuerza Popular), no Peru, Abelardo de la Espriella (Defensores de la Patria), na Colômbia, ambas em 2026, juntaram-se a um crescimento do grupo político à direita no continente.

Até setembro de 2025, só Argentina, Paraguai e Equador tinham governos de direita. A relação começou a mudar com os pleitos realizados a partir do fim do ano, sendo o Paraguai a única exceção recente à mudança de espectro político, permanecendo sob gestões de direita de 2015 a 2025.

O movimento representou uma inversão do panorama de 11 anos atrás, quando os partidos de esquerda e centro-esquerda comandavam 8 países sul-americanos. As legendas de direita e centro-direita estavam no poder em outros 4.

Em 2026, a relação se inverteu. Mesmo com a reeleição de Lula, a direita ainda é maioria quando se observa os governantes dos países do continente.

Esta reportagem foi produzida pelo estagiário em jornalismo João Lucas Casanova sob supervisão da editora-assistente Giovanna Pacheco.

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