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Panorama: Sem título

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 22 de outubro de 2026 às 02:20
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Panorama: Sem título
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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Uma semana depois de demitir mais de mil funcionários de uma vez, a Netflix precisou encarar seus acionistas na tradicional reunião trimestral na qual divulga os balanços da empresa. Ao falar sobre a foice afiada, que derrubou até executivos importantes como Bela Bajaria e Dan Lin, os co-CEOs Ted Sarandos e Greg Peters reconheceram que a plataforma tem um problema: as produções feitas nos Estados Unidos não engajam mais como antes.

Questionados sobre o que mudará na empresa com a substituição de Bela por por Peter Rice na chefia de conteúdo, Sarandos minimizou as alterações que o ex-Disney poderá promover. "Veja bem, nosso negócio e nossa dinâmica de crescimento estão funcionando. Não há necessidade de uma mudança fundamental na estratégia", começou o presidente.

"Precisamos, sim, de uma execução melhor nos Estados Unidos; nosso conteúdo ao redor do mundo tem funcionado muito bem. Títulos na América Latina, na Emea [Europa, Oriente Médio e África] e na Apac [Ásia-Pacífico] estão impulsionando o engajamento, o crescimento da base de assinantes, a receita e o lucro", observou Sarandos.

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"Nos EUA, o cenário também é positivo, mas o crescimento não está ocorrendo tão rapidamente quanto poderia --ou o quanto gostaríamos. Tivemos alguns sucessos expressivos este ano, mas os outros territórios esperam que esses produtos sejam sucessos estrondosos. Então, estamos focados em aprimorar a execução deles", continuou o chefão.

"Quando falamos de sucesso na Apac, a Índia é um excelente exemplo, mas o êxito das produções de lá também se estende à Coreia do Sul e ao Japão, por exemplo. Na Emea, destacamos os países nórdicos --um mercado bastante maduro para nós--, onde nosso conteúdo tem tido um desempenho ótimo. Isso prova que, ao manter o foco correto, fazer as escolhas certas e entregar um trabalho criativo de qualidade, conseguimos gerar um impacto significativo em nossos negócios ao redor do mundo", justificou Sarandos.

"O Peter [Rice] traz uma vasta experiência que une arte e comércio, televisão e cinema. E é exatamente esse equilíbrio que nos ajudará a conduzir o nosso próximo capítulo. Há muitos motivos para estarmos entusiasmados com o nosso catálogo para o quarto trimestre e, também, com o que planejamos para 2027. Acredito que o Peter conseguirá, inclusive a curto prazo, influenciar os projetos que já estão em andamento. Estamos muito animados", elogiou.

Já sobre o alto número de funcionários demitidos, apesar de a Netflix passar longe de dar prejuízo --só entre julho e setembro, ela teve lucro líquido de US$ 3,36 bilhões (R$ 16,89 bilhões, na cotação atual)--, Peters afirmou que foi uma decisão difícil, porém necessária para continuar o crescimento.

"Vale lembrar que temos uma missão grande e ambiciosa: queremos entreter o mundo inteiro. Para concretizar essa missão, precisamos ser extremamente disciplinados quanto ao nosso foco, aos nossos investimentos, à forma como nossas equipes trabalham e à alocação de nossos recursos", apontou.

"Quando se registra um crescimento expressivo na receita --como fizemos nos últimos anos-- e se atua em um mercado altamente dinâmico e em constante transformação, é natural que surjam áreas onde houve um investimento excessivo, ou que surjam oportunidades para ajustar nossa operação, visando impulsionar o negócio na próxima etapa de seu crescimento", seguiu o co-CEO.

"Preferimos realizar esses ajustes de maneira orgânica e gradual; acreditamos que essa é a melhor abordagem. Nossa missão, essencialmente, envolve um esforço contínuo de refinamento e ajuste. Contudo, às vezes, a equipe precisa de um catalisador --um direcionamento claro que leve toda a organização a enfrentar questões complexas: onde podemos ser mais eficientes? Onde precisamos tomar decisões difíceis sobre cortes ou redirecionamento de investimentos?", provocou Peters.

"Não tomamos essas decisões com facilidade; mas entendemos que temos a responsabilidade de fazer escolhas difíceis em prol de nossos membros, parceiros, colaboradores, investidores e, em última análise, do nosso crescimento a longo prazo. Esse foi o raciocínio fundamental por trás das mudanças recentes", cravou o executivo.

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