Atualização: França em chamas, Brasil em alerta
No último sábado, meio milhão de pessoas foram às ruas contra o custo de vida e a falta de professores.

Anuncie sua marca e alcance milhares de leitores na região
Consulte formatos e valores disponíveisNey Lopes Advogado e jornalista ([email protected])
E-mail: nl@neylopes.com.br
A França pegou fogo. No último sábado, meio milhão de pessoas foram às ruas contra o custo de vida e a falta de professores. Houve saques, carros e prédios depredados, mais de 2.300 presos e quase mil policiais feridos. Prédios históricos foram incendiados. Paris, a Cidade Luz, decretou toque de recolher. A radicalização política, à esquerda e à direita, alimenta esse ambiente de instabilidade e desconfiança.
Adversário vira inimigo “Gato escaldado tem medo de água fria”, diz o ditado. Na política, a moderação não é fraqueza; é prudência para impedir que divergências legítimas se transformem em confrontos destrutivos. O Brasil deve permanecer atento, diante de uma lição que atravessa fronteiras: quando a política passa a ser dominada pela intransigência, o debate desaparece, o adversário vira inimigo e os problemas reais da população ficam sem solução.
Esquerda e direita: irmãos gêmeos É preciso entender que a esquerda e a direita radicais parecem inimigas, mas se comportam como irmãs gêmeas. Mudam a bandeira, o vocabulário e o culpado da vez. Prometem o paraíso para os seus e o inferno para os outros. Nenhum aceita ceder um milímetro.
A esquerda radical trata o Estado como uma entidade quase onisciente e onipotente, capaz de corrigir sozinha todas as falhas da sociedade. A direita radical trata o mercado como uma força quase mágica, capaz de resolver todos os problemas econômicos e sociais, dispensando regras, instituições e proteção social. Ambas transformam ferramentas em dogmas. Os países crescem com o equilíbrio entre Estado eficiente e mercado dinâmico. Um lado, ao buscar aniquilar o outro, costuma provocar paralisia política, instituições enfraquecidas e ruas inflamadas.
A vacina é o voto No domingo, a vacina estará nas mãos de cada cidadão: o voto. Na segunda-feira, o país terá um presidente diante de um diagnóstico preocupante: a polarização passou a dominar o cenário nacional. O espaço para o diálogo encolheu. A tensão com o Supremo é explícita. Planos de embate institucional estão em discussão. Seja quem for o vencedor, terá de governar para 100% da população, e não apenas para os que o elegeram.
O Brasil adotou o lema do francês Augusto Comte em sua bandeira: “Ordem e Progresso”. Não pode importar justamente o oposto: a desordem, o ressentimento e a intolerância que hoje se espalham pelas ruas francesas. A França tornou-se um alerta para as democracias. A resposta brasileira não está em substituir um radicalismo por outro, mas em reconstruir o espaço, no qual as diferenças possam ser debatidas e os conflitos resolvidos dentro das instituições democráticas, sem que o país se parta ao meio. Que prevaleçam a serenidade, a responsabilidade e o bom senso.
Frase “Me levanto às 4:30 não por gostar, mas por ser a primeira vitória do dia”. (Arthur Brooks)
Esclarecimento O artigo principal desta coluna, ontem (21), merece um esclarecimento. A coordenadora econômica da campanha de Flávio Bolsonaro deixou claro, em nota, que o Bolsa Família já tem prazo de 1 ano pós entrada no mercado formal de trabalho e que a sua proposta é aumentar esse prazo para dois anos, preservando o programa. Para o beneficiário, um prazo maior, tende a ser realmente melhor.
Classe que decide eleição Enquanto a política se perde em guerras ideológicas, a eleição costuma ser decidida por quem está longe das bolhas. Segundo Renato Meirelles, presidente do Instituto Locomotiva, a classe C reúne mais de 100 milhões de pessoas e corresponde a cerca de 53% da população. No Brasil, presidente não é eleito pelos extremos, mas sim pela maioria silenciosa.
Transporte coletivo Lula envia ao Congresso Nacional proposta de emenda à Constituição (PEC) que prevê a gratuidade do transporte público aos fins de semana (sábados e domingos).
Aumenta indecisos A pesquisa Quaest de ontem (21), mostra que o total de indecisos na simulação espontânea de segundo turno entre Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) passou de 7% para 14%.
Desmentido O TSE desmentiu mudanças nas normas que disciplinam a atuação de canais de comunicação durante o pleito.
Restaurantes na lista dos melhores Dois restaurantes de São Paulo representam o Brasil na lista do “The 50 Best Restaurantes 2026”. O Nelita, da chef Tássia Magalhães, e o Evvai, comandado por Luiz Filipe Souza.
Quebra de sigilos O senador Flávio Bolsonaro somente aceitará o desafio do presidente Lula (PT) de abrir os seus sigilos telefônico, bancário e fiscal, se quebrado o sigilo telefônico de Marcola, ex-chefe de Gabinete do petista.
Os artigos publicados com assinatura não traduzem, necessariamente, a opinião da TRIBUNA DO NORTE, sendo de responsabilidade total do autor.
Anuncie sua marca e alcance milhares de leitores na região
Consulte formatos e valores disponíveisMatérias Relacionadas
Atualização: CCJ da Alerj classifica CV e PCC como grupos terroristas
Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.
Região: Sem título
Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.
Atualização: Willer Tomaz tinha sala secreta com contador de dinheiro no Aeroporto de Brasília, diz PF
Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.



