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Panorama: Rubio nega ajuda dos EUA na fuga de Flávio, mas confirma aval de Trump à entrada

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 31 de outubro de 2026 às 19:26
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Panorama: Rubio nega ajuda dos EUA na fuga de Flávio, mas confirma aval de Trump à entrada
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou neste sábado (31) que o país não facilitou a fuga do senador e candidato derrotado nas eleições presidenciais brasileiras, Flávio Bolsonaro (PL).

Rubio disse, porém, que o presidente norte-americano, Donald Trump, decidiu permitir a entrada de Flávio nos Estados Unidos.

“Não facilitamos nada. Soubemos que ele chegou aos EUA, ele já tinha um visto garantido e o presidente tomou a decisão de permitir que ele entrasse, mas não estávamos envolvidos em nenhum dos arranjos para ele sair do País”, afirmou Rubio durante entrevista coletiva em Atlanta, onde participou de reunião de chanceleres do G20.

O secretário também afirmou que o governo dos EUA não esteve envolvido diretamente “em qualquer um dos movimentos” feitos por Flávio.

Segundo Rubio, Trump havia deixado claro que, caso o senador chegasse a um ponto oficial de entrada nos Estados Unidos, receberia um parole — autorização temporária para entrar no país.

Flávio chegou aos Estados Unidos nesta semana, após deixar o Brasil depois de ser derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno da eleição presidencial.

Nesta sexta-feira (30), o senador falou pela primeira vez dos Estados Unidos e afirmou que poderia voltar a disputar a Presidência antes de 2030.

O senador deixou o Brasil depois que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que entregasse seus passaportes e não deixasse o país no âmbito de uma investigação. Flávio nega irregularidades e afirmou que deixou o Brasil por considerar-se vítima de perseguição.

As declarações de Rubio ocorrem em um momento de tensão recente nas relações entre Brasil e Estados Unidos após a eleição brasileira e a ida de Flávio para território norte-americano.

Rubio e o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, conversaram brevemente durante a reunião de chanceleres do G20 em Atlanta e concordaram em voltar a se encontrar nas próximas semanas, antes da cúpula de líderes do grupo, prevista para dezembro, em Miami.

O encontro previsto entre os dois chanceleres ocorre após divergências envolvendo a relação bilateral e a decisão norte-americana de permitir a entrada de Flávio.

Uma autoridade brasileira afirmou à Reuters que o governo não pretende politizar o episódio. Rubio e Mauro Vieira devem se reunir novamente antes da cúpula do G20.

Rubio também afirmou neste sábado que Trump ainda não tomou uma decisão sobre a retomada das ações militares contra o Irã.

O secretário de Estado disse a jornalistas que não sabe se há um prazo específico para as negociações lideradas pelo Catar, que buscam uma solução para as hostilidades entre Estados Unidos e Irã.

“Há várias conversas. Na verdade, as conversas nunca pararam”, afirmou Rubio.

Segundo ele, Trump prefere uma solução diplomática, embora os Estados Unidos estejam preparados para agir militarmente caso o presidente considere necessário.

Negociadores iranianos se reuniram neste sábado com mediadores do Catar em Doha para discutir possíveis caminhos para encerrar a guerra no Golfo e evitar uma nova escalada militar.

As conversas na capital catariana ocorreram após mais de 12 horas de negociações entre representantes do Irã e do Catar em Teerã na sexta-feira. Segundo uma fonte ouvida pela Reuters, os contatos vêm sendo coordenados regularmente com Washington.

Rubio afirmou que não sabe se existe um prazo específico para a conclusão das negociações.

Trump suspendeu novos ataques ao Irã nas últimas semanas, enquanto os republicanos se preparam para as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos.

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