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é mudar a forma como a empresa trabalha — Ser AI Driven não é apenas usar IA

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 31 de outubro de 2026 às 19:55
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é mudar a forma como a empresa trabalha — Ser AI Driven não é apenas usar IA
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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Ser AI Driven não é apenas usar IA: é mudar a forma como a empresa trabalha Reconhecido pelo Innovation Leader Award Brasil 2026, compartilho como estamos transformando a Exame com inteligência artificial e o que aprendemos nessa jornada Reconhecido com o Innovation Leader Award Brasil 2026, em São Paulo, executivo da Exame destaca o papel da inteligência artificial na transformação dos processos, da cultura e das operações da empresa

Última atualização em 31 de outubro de 2026 às 16h14.

Priorizar nos meus resultados Google Na noite de 29 de outubro, em São Paulo, recebi o Innovation Leader Award Brasil 2026, um reconhecimento pela minha atuação na transformação da Exame em uma empresa AI Driven e pelo trabalho desenvolvido com inteligência artificial.

Receber esse prêmio foi motivo de muito orgulho, especialmente por ser um reconhecimento de uma comunidade formada por profissionais de tecnologia que enfrentam diariamente desafios semelhantes aos nossos.

Mas pensei principalmente nas pessoas que estão comigo nessa jornada desde dezembro de 2024. Afinal, estamos falando de transformar uma organização que reúne uma redação jornalística e uma escola de negócios, com processos, culturas e necessidades bastante diferentes.

O reconhecimento é individual, mas o trabalho que nos trouxe até aqui é coletivo.

O Innovation Leader Award Brasil é uma iniciativa ligada ao Innovation Meeting Brasil, realizado pela Optimize Group e liderado por André Navarrete, que há mais de duas décadas trabalha para conectar profissionais e lideranças de tecnologia de diferentes regiões do país.

A edição nacional de 2026 aconteceu entre 30 de julho e 2 de agosto, no Enotel Resort, em Porto de Galinhas, Pernambuco, reunindo mais de 250 participantes, entre executivos de tecnologia e representantes de empresas, em quatro dias de palestras, debates e troca de experiências.

O tema escolhido para este ano foi "O Fator Humano na Era da IA", bastante alinhado com o que estamos vivendo na Exame, onde a adoção da inteligência artificial exige mudanças nos processos, na cultura e na maneira como as pessoas trabalham.

O André, que foi reconhecido como Executivo de TI do Ano em 2009, conhece bem os desafios dessa profissão. Por isso, ser reconhecido por uma comunidade de profissionais que vivem experiências semelhantes às nossas valoriza ainda mais esse prêmio.

Nos últimos anos, muitas empresas passaram a utilizar inteligência artificial. Algumas disponibilizaram ferramentas como o ChatGPT para seus funcionários, outras começaram a desenvolver agentes e automatizar atividades.

Tudo isso é importante, mas não significa necessariamente que essas empresas sejam AI Driven.

Ser AI Driven significa incorporar a inteligência artificial aos processos da organização, desde a forma como as pessoas trabalham até a maneira como a empresa toma decisões, desenvolve produtos e atende seus clientes.

Na Exame, entendemos desde o início que essa transformação precisava ser, antes de tudo, cultural. Não adiantaria desenvolver soluções se as pessoas não estivessem preparadas para utilizá-las ou não participassem da identificação das oportunidades.

Por isso, incentivamos o uso da tecnologia em todas as áreas, com treinamentos, ferramentas corporativas e governança.

Hoje temos projetos em diferentes estágios. Alguns agentes já estão em produção, enquanto outros continuam em testes. Nem toda ideia se transforma em uma solução viável, e nem toda solução que funciona tecnicamente apresenta resultados relevantes para o negócio.

Na operação de conteúdo, temos agentes que identificam tendências e oportunidades de pautas, encaminhando sugestões para as editorias correspondentes. Eles apoiam os jornalistas, mas não substituem a responsabilidade editorial.

Na área comercial, um agente já conduz a venda de cursos de extensão, desde o atendimento inicial até o encaminhamento para a compra. Na cobrança, outro agente executa aproximadamente 80% das atividades, direcionando para o atendimento humano os casos que exigem análise ou negociação específica.

A mudança também chegou à nossa área de Tecnologia e Produtos.

Na engenharia de software, incorporamos ferramentas como Cursor e Claude ao desenvolvimento, apoiando atividades de análise, implementação, testes e documentação.

Na gestão de produtos, utilizamos IA no discovery e na elaboração de documentações. Já a equipe de UX/UI consegue explorar alternativas de interface, desenvolver protótipos e validar propostas antes de encaminhá-las para desenvolvimento, reduzindo o tempo entre a identificação de uma necessidade e a entrega da solução.

Para ampliar o acesso à IA sem perder o controle, disponibilizamos o ADA, nossa plataforma corporativa, que reúne diferentes modelos de inteligência artificial em um único ambiente.

Quando uma área precisa de outra ferramenta, a solicitação passa pela equipe de Tecnologia e pelo Comitê de IA, que avalia segurança, privacidade, integração, custos e benefícios.

Esse processo é fundamental para evitar o chamado Shadow AI, quando ferramentas são utilizadas sem o conhecimento ou a aprovação da organização.

Quando falamos de inteligência artificial nas empresas, a primeira preocupação costuma ser medir ganhos de produtividade e redução de custos.

Esses indicadores são importantes, mas também precisamos observar a qualidade dos processos, o desenvolvimento de novos produtos e a adoção da tecnologia pelas pessoas.

Na Exame, acompanhamos ainda as mudanças na maneira como as pessoas encontram e consomem informações.

Segundo levantamento da Ranqia, a Exame aparece como o segundo veículo de notícias com maior autoridade no ChatGPT, considerando a metodologia utilizada no ranking.

Outro indicador relevante é que nosso conteúdo recebe mais de 1,2 milhão de acessos diários realizados por bots de inteligência artificial. São sistemas automatizados que acessam e leem nossas páginas, mostrando como a IA está mudando a maneira como as informações publicadas na internet são acessadas e processadas.

Isso não significa que cada acesso se transforme em uma citação ou visita de um leitor, mas demonstra que a distribuição e o consumo de conteúdo estão mudando.

Existe, porém, uma transformação que considero ainda mais importante.

No início, havia pessoas que tinham receio de utilizar IA. Hoje, a adoção cresceu tanto que precisamos acompanhar de perto o uso das ferramentas para garantir o cumprimento das políticas de governança e evitar o Shadow AI.

Essa mudança de comportamento é um dos resultados mais relevantes do nosso trabalho.

1. A resistência precisa ser compreendida, não ignorada.

No início, houve resistência em algumas áreas, principalmente na redação. Isso era esperado, pois o jornalismo depende de credibilidade, apuração e responsabilidade pelo conteúdo publicado.

Envolver os profissionais e editores desde a concepção das soluções, entender suas preocupações e estabelecer os limites da IA foi fundamental para construir confiança.

2. Governança não pode vir depois da tecnologia.

Um dos maiores desafios não foi desenvolver os agentes, mas garantir que funcionassem dentro dos limites definidos.

Isso envolve reduzir o risco de respostas incorretas, proteger informações, controlar acessos e determinar quando uma atividade precisa de intervenção humana.

A governança precisa acompanhar todo o desenvolvimento, desde a escolha do modelo até o monitoramento em produção.

3. Não existe um único modelo de IA que seja o melhor para todas as atividades.

Trabalhamos com diferentes modelos, incluindo soluções da OpenAI e da Anthropic, responsável pelo Claude.

Cada atividade possui requisitos específicos de qualidade, velocidade, custo e segurança. Utilizar sempre o modelo mais avançado não significa necessariamente obter o melhor resultado econômico.

Quando pensamos em milhares ou milhões de interações, pequenas diferenças no custo de processamento podem representar valores significativos.

4. A transformação precisa ser apoiada pela liderança do negócio.

Desde o início, o projeto contou com aprovação da diretoria e do conselho, além do envolvimento das lideranças das áreas de negócio.

Isso fez diferença porque a transformação não poderia ser uma iniciativa exclusiva da Tecnologia.

As áreas precisam participar das decisões, assumir responsabilidades e acompanhar os resultados. A tecnologia desenvolve as soluções, mas o valor precisa aparecer na operação e nos resultados da empresa.

5. Implementar IA é mais trabalhoso do que parece nas demonstrações.

Construir uma demonstração de um agente executando determinada atividade pode ser relativamente simples.

O desafio começa quando precisamos colocar a solução em produção, conectá-la aos sistemas corporativos, tratar exceções, garantir segurança e acompanhar seus resultados.

Por isso, trabalhamos com pilotos, testes, ajustes e monitoramento antes de ampliar a utilização. Algumas iniciativas avançam rapidamente, outras precisam de mais tempo e algumas são descartadas.

Agradeço ao André Navarrete e à Optimize Group pelo reconhecimento e pelo trabalho de conectar profissionais de tecnologia de diferentes empresas e regiões do Brasil.

Agradeço também ao Lucas Moura, COO da Exame, pelo incentivo e apoio às iniciativas que estamos desenvolvendo.

E, principalmente, a toda a equipe de Tech & Products e aos profissionais das diferentes áreas da Exame que participaram dessa transformação. São essas pessoas que identificam oportunidades, desenvolvem soluções, enfrentam dificuldades e fazem a tecnologia funcionar no dia a dia.

Ainda temos muito trabalho pela frente. Novos modelos e ferramentas surgem constantemente, e precisamos continuar aprendendo, testando e ajustando nossos processos.

Essa experiência reforça minha convicção de que a inteligência artificial pode transformar profundamente as empresas, mas isso depende de pessoas preparadas, processos bem definidos, governança e liderança.

É dessa forma que estamos construindo uma Exame cada vez mais AI Driven, mantendo um princípio que considero fundamental nessa transformação: AI First, Human Always.

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