Panorama: Quem é Christiane Amanpour, âncora internacional há mais de 40 anos na CNN?
Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Anuncie sua marca e alcance milhares de leitores na região
Consulte formatos e valores disponíveisChristiane Amanpour deixará a CNN em junho de 2027, após 43 anos na emissora. A jornalista, uma das principais referências da cobertura internacional do canal, anunciou a decisão nesta segunda-feira (19).
Isso encerrará uma trajetória iniciada em 1983, quando ela ingressou na empresa como assistente na mesa de pautas internacionais, em Atlanta, nos Estados Unidos.
Ao longo das décadas, Amanpour passou de uma função nos bastidores à posição de principal âncora internacional da CNN . A carreira foi marcada pela cobertura de conflitos, crises humanitárias e acontecimentos que transformaram a política internacional, além de entrevistas com algumas das principais lideranças mundiais.
A saída não será imediata, e está prevista para junho do próximo ano. Até lá, a jornalista continuará trabalhando como repórter e viajando pelo mundo a serviço da emissora, enquanto sua presença na programação será reduzida gradualmente.
Programa da ONU corta ajuda a 500 mil pessoas em Gaza por falta de recursos Âncora da CNN Internacional detalha vivências de viagens pelo mundo Com Ted Turner, CNN foi pioneira em transmissão de guerra Quem é Christiane Amanpour? Christiane Amanpour nasceu em Londres, na Inglaterra, em 12 de janeiro de 1958.
De acordo com a "Encyclopaedia Britannica", é filha de pai iraniano e mãe britânica e passou parte da infância em Teerã, no Irã. Mais tarde, mudou-se para os Estados Unidos, onde se formou em Jornalismo pela Universidade de Rhode Island, com distinção acadêmica.
A trajetória na CNN começou em 1983, quando Amanpour ingressou na sede da emissora, em Atlanta, como assistente na mesa de pautas internacionais. Depois, passou pela sucursal de Nova York e se tornou correspondente, até assumir o posto de principal âncora internacional do canal.
Entre os episódios que a jornalista cobriu estão a Guerra do Golfo, em 1991, a Guerra da Bósnia, o genocídio em Ruanda e a invasão do Iraque liderada pelos Estados Unidos, em 2003.
Em Sarajevo, Amanpour acompanhou o cerco à cidade e relatou a violência contra a população civil.
No Iraque, esteve presente em diferentes momentos do conflito e, em 2004, fez uma reportagem exclusiva no tribunal durante o julgamento de Saddam Hussein , ex-presidente do país condenado à morte por crimes contra a humanidade.
A cobertura de crises humanitárias também faz parte de sua trajetória. Amanpour esteve no sul da Ásia após o tsunami de 2004, acompanhou os efeitos do furacão Katrina, em 2005, e cobriu o terremoto no Haiti, em 2010, e o tsunami no Japão, em 2011.
Seu trabalho internacional inclui ainda acontecimentos relacionados à Ucrânia e ao Irã.
As entrevistas com líderes políticos e outras figuras de influência mundial se tornaram outra marca de sua carreira.
Após os ataques de 11 de setembro de 2001, foi a primeira correspondente internacional a entrevistar o então primeiro-ministro britânico Tony Blair , o presidente paquistanês Pervez Musharraf e o presidente afegão Hamid Karzai .
Durante a Primavera Árabe, entrevistou o então líder líbio Muammar Kadafi e o presidente egípcio Hosni Mubarak pouco antes de sua deposição.
Também conversou com o então presidente iraniano Hassan Rouhani após sua eleição. Em 2014, foi a primeira jornalista a entrevistar a então presidente brasileira Dilma Rousseff depois da derrota do Brasil para a Alemanha na semifinal da Copa do Mundo.
Naquele mesmo ano, Amanpour revelou a existência de um dossiê com depoimentos e fotografias que alegavam documentar a tortura sistemática de prisioneiros pelas forças do governo sírio.
Posteriormente, questionou o então primeiro-ministro russo Dmitri Medvedev sobre o apoio de seu governo ao regime de Bashar al-Assad .
Em 2009, a jornalista passou a apresentar o programa Amanpour, da CNN International , dedicado a entrevistas e à análise de assuntos globais.
A atração reúne líderes, autoridades e personalidades envolvidas em decisões que afetam diferentes países.
Ela também apresenta o The Amanpour Hour , programa semanal de entrevistas da CNN International , e o Amanpour & Company , exibido pela rede pública americana "PBS".
Fora das telas, Amanpour atua na defesa da liberdade de imprensa e dos direitos humanos. Integra os conselhos do Comitê para a Proteção dos Jornalistas, do Centro para a Integridade Pública e da Fundação Internacional de Mídia para Mulheres.
Também é embaixadora da boa vontade da Unesco para a liberdade de imprensa e a segurança dos jornalistas.
O trabalho rendeu à jornalista alguns dos principais prêmios do jornalismo televisivo.
Segundo o perfil oficial da CNN International , ela recebeu 16 prêmios Emmy de Notícias e Documentários, quatro prêmios Peabody, dois prêmios George Polk e três prêmios duPont-Columbia, além do prêmio “Coragem no Jornalismo”, em tradução livre, concedido pela Fundação Internacional de Mídia para Mulheres.
Em 2023, recebeu o prêmio de Jornalismo de Columbia e o prêmio do presidente do Clube de Imprensa Internacional.
No ano seguinte, uma entrevista com Siamak Namazi , cidadão americano de origem iraniana que estava preso no Irã, foi reconhecida pela Sociedade Real de Televisão com o prêmio de Entrevista do Ano em Jornalismo Televisivo, em tradução livre.
Amanpour também recebeu nove títulos honorários, foi nomeada Comandante da Ordem do Império Britânico e entrou para o Hall da Fama da Televisão a Cabo, em tradução livre.
É ainda cidadã honorária de Sarajevo, cidade cuja história está ligada a uma das coberturas mais marcantes de sua carreira.
Fora da CNN , Christiane Amanpour mantém projetos em outras plataformas.
O programa Amanpour & Company , exibido pela rede pública americana "PBS", chegará ao fim em dezembro de 2026. A jornalista também pretende continuar com o podcast "The Ex Files", produzido pela Global em parceria com seu ex-marido, Jamie Rubin .
No comunicado em que anunciou a saída, ela indicou ainda que espera desenvolver novos projetos, mas não detalhou quais serão.
A decisão de deixar a CNN veio após meses de reflexão. Ao anunciar a saída, Amanpour agradeceu aos colegas com quem trabalhou ao longo de 43 anos e destacou a importância das equipes de produção e reportagem em campo.
“Após muitos meses de reflexão e algumas noites sem dormir, decidi me separar da CNN, minha parceira ao longo de 43 anos fantásticos!”, disse.
O presidente da CNN , Mark Thompson , comunicou a decisão aos funcionários da empresa por meio de um memorando. Ele afirmou que vinha conversando com Amanpour sobre o assunto havia alguns meses e lamentou sua saída, embora reconhecesse que o momento era adequado para ela, tanto pessoal quanto profissionalmente.
Thompson descreveu a jornalista como “uma das mais confiáveis e queridas profissionais da área” . Ele também destacou a contribuição da jornalista ao longo de sua trajetória na emissora e declarou que a CNN terá tempo para homenageá-la antes de sua saída, em 2027.
Amanpour, por sua vez, disse que continuará torcendo pela emissora e pela manutenção de sua tradição de jornalismo independente. Ao recordar o trabalho realizado durante mais de quatro décadas, ressaltou a importância da busca pelos fatos e da atuação jornalística sem medo ou favorecimentos .
Anuncie sua marca e alcance milhares de leitores na região
Consulte formatos e valores disponíveisMatérias Relacionadas
Atualização: Em áudio | Qual é o melhor horário para jantar e por que comer a mesma coisa tem efeitos diferentes dependendo da hora do dia?
Nosso relógio biológico também influencia a forma como nosso corpo metaboliza alimentos.
Panorama: Ovos de papagaios escondidos em roupa levam PF a tráfico internacional
Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.
Região: EUA e Cuba trocam acusações na ONU antes de votação sobre sanções
Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.



