Panorama: Campanha de Lula pedirá cassação da chapa de Flávio ao TSE devido à 'manipulação' da Meta
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Consulte formatos e valores disponíveisCampanha de Lula pedirá cassação da chapa de Flávio ao TSE devido à 'manipulação' da Meta Pedido ocorre após decisão do ministro Marco Aurélio Bellizze que deu 24h para a big tech garantir que promove isonomia na distribuição de postagens políticas (Meta/Divulgação)
Ivan Martínez-Vargas Repórter especial em Brasília
Publicado em 19 de outubro de 2026 às 19h54 .
Última atualização em 19 de outubro de 2026 às 19h57 .
Priorizar nos meus resultados Google A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai protocolar uma ação junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em que pede a cassação da chapa de Flávio Bolsonaro à Presidência por ter sido beneficiada por "manipulação algorítmica" da Meta.
A ação foi noticiada pela Folha de S.Paulo e confirmada à EXAME por integrantes da campanha de Lula. O argumento central é que a Meta, controladora das redes sociais Facebook e Instagram e do aplicativo de mensagens Whatsapp, e o X operaram suas ferramentas de inteligência artificial e de recomendações de conteúdos e perfis em prol de Flávio e de seus aliados, como o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), e para diminuir o alcance das redes de Lula e aliados.
O pedido ocorre após duas decisões do ministro Marco Aurélio Bellizze proferidas nos últimos dias. A mais recente, desta segunda-feira, dá à Meta 24 horas para comprovar que não limita o alcance de postagens pró-Lula ou pró-Flávio e que cumpre a decisão anterior de adotar medidas que garantam a isonomia na distribuição de postagens políticas.
Pela decisão, a Meta deve abster-se de reduzir a distribuição de publicações, impedir recomendações ou restringir resultados de busca. A multa diária em caso de descumprimento é de R$ 1 milhão.
Entre os episódios que a campanha de Lula cita está a recusa da ferramenta de inteligência artificial da Meta de gerar imagens com o nome de Lula e o número 13 ao mesmo tempo em que permitia a criação de conteúdo relacionado ao candidato Flávio Bolsonaro (PL) e a seu número de candidato, o 22.
Além da falta de isonomia da ferramenta de IA da Meta, a campanha de Lula tem apresentado ao TSE uma série de fatos que considera irregularidades em uma série de petições desde o dia 14 de outubro. Inclui, por exemplo, informações de uma reportagem do jornal Folha de S. Paulo em que funcionários da Meta admitem limitações indevidas à distribuição de conteúdo de Lula.
A campanha cita já citou ao TSE um levantamento da organização CTRL+Z que reuniu 1.121 relatos de perfis favoráveis a Lula removidos, restringidos ou com alcance reduzido.
A campanha também afirma que, entre a noite de 9 de outubro e a manhã de 10 de outubro, o perfil @lulaoficial no Instagram ficou impedido de impulsionar conteúdos no feed, sem explicação. Antes disso, em 23 de setembro, a Meta havia desabilitado a conta de anúncios "Eleições 2026 Luiz Inácio Lula da Silva Presidente". Segundo a petição da campanha ao TSE, a própria empresa posteriormente reconheceu que a medida decorreu de duas restrições anteriores "erroneamente tratadas como graves".
A coligação de Lula aponta ainda tratamento não isonômico na distribuição de conteúdo. Segundo os dados apresentados, o perfil oficial do adversário de Lula, apesar de ter 17,2% menos seguidores, teria registrado, entre 1º e 7 de outubro, média de curtidas e comentários 2,96 vezes maior. Nos reels, a média teria sido de 15,64 milhões de visualizações, ante 5,91 milhões no perfil de Lula, e a taxa de interação, 3,58 vezes maior.
A campanha cita também o que considera como engajamento desproporcional de publicações do deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), cujo perfil, com 22,9 milhões de seguidores, teria média de cerca de 40 milhões de visualizações por vídeo, "patamar equiparável ao de perfis com mais de 300 milhões de seguidores, como o de Kylie Jenner".
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