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Panorama: Lula aceita condições de Flávio para abrir sigilos, mas cobra dados de empresa ligada a Willer Tomaz

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 21 de outubro de 2026 às 21:50
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Panorama: Lula aceita condições de Flávio para abrir sigilos, mas cobra dados de empresa ligada a Willer Tomaz
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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Lula aceita condições de Flávio para abrir sigilos, mas cobra dados de empresa ligada a Willer Tomaz Campanha petista cita documentos que mostram que candidato do PL teve acesso bancário à Alcazar Holdings, na Ilha da Madeira Flávio Bolsonaro e Lula durante debate na TV Bandeirantes, no domingo, 18 de outubro (Renato Pizzutto/Band/Divulgação)

Ivan Martínez-Vargas Repórter especial em Brasília

Publicado em 21 de outubro de 2026 às 18h12 .

Última atualização em 21 de outubro de 2026 às 18h17 .

Priorizar nos meus resultados Google A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quarta-feira, 21, que o presidente aceita as condições do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para a abertura dos sigilos bancário, telefônico e fiscal dos candidatos, de seus familiares e de assessores próximos, desde que o rival disponibilize também dados da movimentação bancária da Alcazar Holdings, empresa sediada na Ilha da Madeira, em Portugal, e controlada pelo advogado Willer Tomaz, amigo de Flávio.

A exigência ocorre porque o senador foi identificado em reportagens e documentos em poder da Polícia Federal (PF) como um "usuário master", espécie de administrador, de uma conta dessa empresa no Santander. A PF investiga a relação do senador com o advogado.

O senador Camilo Santana (PT-CE), coordenador da campanha de Lula, deu a Flávio Bolsonaro prazo até as 11h desta quinta-feira, 22, para aceitar as condições e enviar os dados ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Camilo chamou as condições de Flávio de "tentativa de manobra" da campanha do PL.

"O presidente colocou um desafio muito objetivo para mostrar claramente quem é o ladrão e quem não é neste país. Todas as condicionantes que ele (Flávio)colocou, o presidente tem é dizer que não se opõe a absolutamente nada. Contanto que ele também cumpra e abra tudo o que pedimos no que o presidente protocolou no TSE. Estranhamos que (na resposta que deu ao TSE, Flávio) tirou uma empresa Alcazar Holdings, exatamente a empresa que ele tem, de que é usuário master, com o William Tomás, que está sendo investigado pelo desvio dos dinheiros aposentados do INSS", afirmou Santana.

A resposta ocorre horas depois de o senador ter protocolado no TSE um documento em que aceita o desafio feito pelo presidente Lula no debate da TV Bandeirantes, realizado no último domingo.

Em sua petição ao TSE, a campanha de Flávio aceitou abrir os sigilos do candidato e de seus familiares, mas excluiu a Alcazar Holdings do documento. O candidato do PL à Presidência também colocou como condição para enviar os documentos a quebra dos sigilos do Instituto Lula; de Paulo Okamoto, que presidiu a instituição; e do ex-chefe de gabinete da Presidência Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola.

Flávio também quer acesso à agenda da primeira-dama Rosângela Lula da Silva, a Janja, e aos registros de entrada do banqueiro Daniel Vorcaro e de seus intermediários, entre eles o ex-ministro Guido Mantega, no Palácio do Planalto e no Palácio da Alvorada. A campanha de Lula afirmou que concorda com todos os termos.

O bolsonarista também pediu dados relativos ao sigilo de Fábio Luís da Silva, o Lulinha, um dos filhos do presidente, investigado pela PF por suspeitas de tráfico de influência, o que o filho do petista nega. A campanha de Lula já havia se comprometido com a abertura dos sigilos de todos os filhos de Lula e da primeira-dama Rosângela Lula da Silva.

Lula protocolou no TSE, na terça-feira, o compromisso de divulgar esses dados bancários, fiscais e telefônicos relativos aos últimos oito anos. Flávio Bolsonaro (PL), por seu lado, teria de disponibilizar seus dados, os de sua esposa Fernanda Bolsonaro, os do ex-presidente Jair Bolsonaro, de sua mãe, Rogéria Bolsonaro, do senador eleito Carlos Bolsonaro (PL-SC), do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e do deputado eleito Jair Renan Bolsonaro.

Também há a exigência de que Flávio libere os dados das empresas em que tem participação societária. A campanha de Lula cita no documento: Flávio Bolsonaro Sociedade Individual de Advocacia, All in One Corretora de Seguros Ltda, Bravo Grafeno Tecnologia e Inovação Ltda, Bolsonaro Digital Ltda e Alcazar Holdings.

A Alcazar Holdings, empresa offshore registrada na Ilha da Madeira, tem como controlador o advogado Willer Tomaz, amigo de Flávio. Reportagens recentes publicadas pelo portal UOL e pelo jornal O Globo afirmam que a Polícia Federal encontrou e-mail da secretária de Willer Tomaz em que pede para um banco "desassociar" Flávio Bolsonaro da conta da empresa, que também é cotista do jato que foi de Daniel Vorcaro e transportou o senador. Willer Tomaz e Flávio têm negado qualquer sociedade.

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No cenário de votos totais, Flávio pontua com 49,7%, enquanto Lula tem 48,2%. Brancos e nulos representam 1,4% da amostra, e os eleitores indecisos somam apenas 0,7%

#Belém
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