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Panorama: Inmet prevê El Niño mais intenso em novembro e lista riscos para a agricultura

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 28 de outubro de 2026 às 17:26
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Panorama: Inmet prevê El Niño mais intenso em novembro e lista riscos para a agricultura
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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As últimas projeções feitas pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) apontam que os efeitos do fenômeno climático El Niño devem se intensificar no mês de novembro. O predomínio será de chuvas acima da média histórica na região Sul e nos estados do Mato Grosso do Sul, São Paulo, e em algumas áreas da região Norte. Enquanto isso, é esperada uma precipitação abaixo do normal em grande parte da porção centro-norte do Brasil.

Para a Região Norte, é esperado predomínio do padrão de irregularidade das chuvas. Acumulados abaixo da média podem ocorrer principalmente nos estados do Pará, Tocantins, e Roraima, porção central do Acre, Leste Rondoniense e, Norte e Sudoeste do Amazonas.

Além disso, são previstos totais de chuva próximos ou acima da média na porção oeste do Acre e do Amazonas, assim como, em Madeira Guaporé (RO) e no Norte do Amapá.

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Em relação à Região Nordeste, o Inmet diz que os volumes de chuva devem permanecer, em sua maioria, abaixo da faixa normal para o mês de novembro. São esperados acumulados próximos à climatologia no Ceará, Rio Grande do Norte e em áreas da Paraíba, Pernambuco, Alagoas e Sergipe.

Por outro lado, entre o litoral da Bahia e o interior do Nordeste, são previstos déficits nos acumulados de chuva, principalmente entre os estados do Maranhão e da Bahia.

Para a Região Centro-Oeste, a previsão indica chuva acima da média histórica no Sudoeste do Mato Grosso do Sul e em parte do Norte do Mato Grosso. As condições de chuva abaixo da média climatológica vão se concentrar no Noroeste do Mato Grosso, no Norte de Goiás e no Distrito Federal.

A previsão para a Região Sudeste é de irregularidade na distribuição das chuvas. Os Estados de Minas Gerais, Espírito Santo e Rio de Janeiro, tendem a apresentar acumulados abaixo da média climatológica.

Em São Paulo, são esperados acumulados de chuva mais expressivos, principalmente entre Assis e Itapetininga. Não se descarta a ocorrência de chuvas irregulares entre o Triângulo Mineiro e a Zona da Mata (MG).

Já na Região Sul, a tendência é de acumulados de chuva acima da média, com anomalias estimadas pelo menos 75 mm. Os maiores excessos são esperados entre o Noroeste e Centro Ocidental do Rio Grande do Sul, onde os acumulados podem superar a média climatológica em 150 mm.

A previsão de temperatura para o mês de novembro indica que os desvios devem ficar acima da média em todas as regiões do país, com os maiores previstos nas regiões Centro-Oeste e Sudeste.

Na Região Norte, a previsão indica o predomínio de temperaturas acima da média climatológica em toda a área, com desvios positivos entre 0,4 °C e 1,5 °C. Os maiores desvios devem ocorrer no sudeste do Pará e na região central do Tocantins, onde as temperaturas podem ficar até 2 °C acima da média.

No Nordeste, as temperaturas podem ficar até 2 °C acima da média, principalmente no sul do Piauí e nas regiões central e oeste da Bahia, onde os desvios devem ser mais acentuados. Nas áreas próximas ao litoral, os desvios positivos devem variar entre 0,4 °C e 1 °C. Já na região central, abrangendo áreas entre os estados de Pernambuco, Ceará e o norte da Bahia, as temperaturas podem ficar até 1,5 °C acima da média.

No Centro-Oeste, o prognóstico aponta temperaturas acima da média, especialmente no noroeste de Mato Grosso e em grande parte de Mato Grosso do Sul, onde os desvios podem chegar a 2 °C. Nos demais estados da região, as temperaturas médias podem ficar até 1,5 °C acima da média.

No Sudeste, as temperaturas podem ficar até 2 °C acima da média em grande parte da região, principalmente na área central de Minas Gerais, nas regiões leste e centro-sul de São Paulo e no norte do Rio de Janeiro, próximo à divisa com o Espírito Santo. Nas demais regiões os desvios também serão elevados, podendo chegar até 1,5 ºC acima da média.

Na Região Sul, as temperaturas podem ficar entre 0,6 °C e 1,5 °C acima da média em grande parte da região. No extremo nordeste do Rio Grande do Sul e no norte do Paraná, os desvios podem chegar a 2 °C acima da média, sendo as regiões com maiores desvios na Região Sul.

Na Região Norte, a previsão indica chuvas abaixo da média e temperaturas acima da climatologia em grande parte das áreas produtoras de grãos, aumentando a demanda evaporativa da atmosfera e os riscos à implantação da safra.

Nas regiões produtoras de soja, principalmente no Pará e em Tocantins, a redução das chuvas e o calor podem intensificar as perdas de água do solo. “Em áreas ainda não semeadas, recomenda-se acompanhar as previsões de curto prazo para reduzir os riscos de emergência irregular e falhas no estande de plantas”, diz o Inmet.

Nas lavouras já semeadas, a limitação hídrica pode retardar o crescimento vegetativo.

A irregularidade das chuvas também aumenta o risco de veranicos durante a estação chuvosa, favorecendo diferenças no desenvolvimento das lavouras entre áreas próximas. Em Rondônia, a expectativa de temperaturas ligeiramente acima da média e de recuperação do armazenamento de água no solo pode favorecer o desenvolvimento das lavouras de soja já semeadas e a rebrota das pastagens.

Na Região Nordeste, a previsão de chuvas abaixo da média e temperaturas acima da climatologia poderá dificultar a implantação das culturas de verão, especialmente da soja, afirma o instituto.

“As maiores reduções de chuva estão previstas para importantes áreas produtoras de grãos, como o oeste da Bahia e o sul do Piauí e do Maranhão, limitando a recuperação da umidade do solo. A irregularidade e a insuficiência das chuvas podem comprometer a emergência e o estabelecimento das lavouras de sequeiro.”

Nas áreas irrigadas, as temperaturas elevadas aumentarão a demanda hídrica das culturas, exigindo maior atenção ao manejo da irrigação. O milho primeira safra, cuja semeadura deve avançar em novembro no oeste da Bahia e no sul do Maranhão, também poderá enfrentar dificuldades de implantação, principalmente em áreas de sequeiro.

No Maranhão, o arroz irrigado deverá apresentar condições favoráveis de desenvolvimento devido à disponibilidade de radiação solar. Entretanto, temperaturas elevadas podem reduzir o crescimento e o perfilhamento, dependendo da intensidade do calor.

No oeste da Bahia, o feijão primeira safra, já em fase vegetativa e cultivado sob irrigação, também exigirá monitoramento frequente da umidade do solo e ajuste da irrigação diante da maior demanda hídrica prevista.

Na Região Centro-Oeste, a previsão indica chuvas acima da média em áreas de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, além de temperaturas acima da climatologia em toda a região, com impactos distintos sobre as culturas de verão.

“Em Mato Grosso do Sul, a continuidade das chuvas poderá favorecer a recuperação da umidade do solo, o desenvolvimento mais homogêneo das lavouras de soja já implantadas e a manutenção das pastagens. Nas áreas mais ao norte da região, a combinação de temperaturas elevadas e chuvas abaixo da média aumenta os riscos de emergência irregular, redução do estande de plantas e crescimento mais lento das lavouras.”

Em Goiás, as condições para o cultivo de soja e milho primeira safra, tendem a ser mais favoráveis no centro-sul do estado, onde os acumulados de chuva devem ficar próximos da média. Apesar da menor demanda hídrica no início do ciclo, as temperaturas elevadas podem aumentar a necessidade de água das culturas, exigindo monitoramento da umidade do solo e ajuste da irrigação nas áreas irrigadas.

Na Região Sudeste, a previsão indica chuvas acima da média em São Paulo e o excesso de umidade pode dificultar o acesso de máquinas e a semeadura da soja. Entretanto, condições de umidade e temperatura elevadas tendem a favorecer o crescimento da cana-de-açúcar, das frutíferas e das pastagens.

“Para as hortaliças, a combinação de calor e umidade exige atenção ao monitoramento e controle de pragas e doenças, aproveitando os períodos de tempo seco para reduzir perdas de qualidade.”

Nas demais áreas, os acumulados devem ficar abaixo da média, aumentando os riscos para a implantação das culturas de verão, diz o Inmet. No norte e noroeste de Minas Gerais, a irregularidade das chuvas pode causar diferenças na implantação das lavouras de sequeiro. As temperaturas elevadas aumentam o risco de falhas na emergência e redução do estande de plantas, exigindo acompanhamento das previsões de curto prazo.

Para o feijão primeira safra, especialmente no noroeste mineiro, o avanço do cultivo dependerá da melhoria da distribuição das chuvas, enquanto as temperaturas elevadas poderão aumentar a demanda hídrica das plantas.

A cultura do café em Minas Gerais e no Espírito Santo poderá sofrer com o déficit hídrico e as temperaturas elevadas em novembro, especialmente durante a florada e o pegamento dos frutos. Essas condições podem favorecer a queda de flores e chumbinhos, comprometendo o potencial produtivo da safra 2027. O risco é maior em lavouras de sequeiro e áreas com baixa disponibilidade de água no solo, sendo recomendado monitorar a umidade e ajustar a irrigação conforme a necessidade da cultura.

Na Região Sul, a previsão indica chuvas acima e temperaturas elevadas em toda a região. “A maior frequência de instabilidades pode prejudicar as culturas de inverno em fase final de ciclo, favorecendo o debulhamento da canola e a germinação de grãos nas espigas de trigo, com perdas de qualidade e rentabilidade.”

O excesso de umidade também pode dificultar o manejo do solo e a entrada de máquinas para a semeadura da soja, causando atrasos e comprometendo a emergência e o estabelecimento das lavouras.

Nas áreas de soja e milho já estabelecidas, as chuvas frequentes e as temperaturas elevadas tendem a favorecer o crescimento das culturas. Entretanto, permanece o risco de tempestades mesmo isoladas com vendavais, granizo e chuvas intensas em curtos períodos, capazes de provocar perdas nas lavouras e danos a outras atividades agropecuárias.

No arroz irrigado, a combinação de elevada umidade e temperaturas altas pode favorecer a ocorrência de doenças fúngicas, exigindo monitoramento e atenção ao manejo fitossanitário. As pastagens, por sua vez, tendem a apresentar crescimento acelerado devido à maior disponibilidade de água no solo e às temperaturas elevadas, favorecendo a oferta de alimento aos animais. “Recomenda-se, contudo, controlar a intensidade do pastejo para evitar o excesso de pisoteio e a degradação dos piquetes.”

#Belém#Brasil#Agronegócio
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