Entenda: Compras de alimentos em supermercados crescem 6,5% após proibição das bets, diz Abras
Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Anuncie sua marca e alcance milhares de leitores na região
Consulte formatos e valores disponíveisCompras de alimentos em supermercados crescem 6,5% após proibição das bets, diz Abras Alta ocorreu em todos os canais do varejo alimentar de todas as regiões do país, e foi observada especialmente na cesta de produtos essenciais, como arroz, óleo, macarrão e café ABRAS: entidade associa o movimento à proibição das apostas com crescimento do setor
Priorizar nos meus resultados Google RESUMO + O consumo de alimentos nos lares brasileiros cresceu após a proibição das bets, segundo estudo da Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS) divulgado nesta quarta-feira, 28. O varejo alimentar registrou altas de 6,5% e 6,3% nas duas primeiras semanas completas de outubro, na comparação anual, com avanço nas vendas de produtos essenciais. A entidade associa o resultado à restrição das apostas e cita uma redução nas transações via Pix. Um estudo anterior da USP estimou que as bets retiraram até R$ 141 bilhões da atividade econômica brasileira em 2025.
O consumo de alimentos aumentou nos lares brasileiros após a proibição das bets no país, segundo o novo estudo da Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS) divulgado nesta quarta-feira, 28. Na semana de 5 a 11 de outubro, o setor de varejo alimentar registrou alta de 6,5% no Brasil em relação ao mesmo período do ano anterior. Na semana seguinte, de 12 a 18 de outubro, o avanço foi de 6,3%.
Segundo a entidade, a alta ocorreu em todos os canais do varejo alimentar, incluindo supermercados, atacarejos e mercearias, e foi observada especialmente na cesta de produtos essenciais, como arroz, óleo, macarrão e café.
A ABRAS relaciona o movimento à proibição das apostas, estabelecida pela Medida Provisória 1.394/2026, publicada em 25 de setembro. A entidade também cita os dados públicos do Banco Central, que indicam redução imediata de 10% no número de transações via Pix no país após a medida. Atualmente, a queda é de 7%, segundo os dados citados pela associação.
Na semana de 5 a 11 de outubro, a região Sul e a região que engloba leste de Minas Gerais, Espírito Santo e o interior do Rio de Janeiro registraram as maiores altas do varejo alimentar, ambas de 10,6% na comparação anual.
O Nordeste teve crescimento de 6,5%, seguido pelo interior de São Paulo, com 5,6%. A Região Metropolitana do Rio de Janeiro registrou avanço de 4%, enquanto o Centro-Oeste teve alta de 3,6%. A Grande São Paulo apresentou o menor crescimento entre as regiões listadas, de 1,2%.
Na semana seguinte, de 12 a 18 de outubro, o Sul manteve a liderança, com alta de 9%. A região com Minas Gerais, Espírito Santo e interior do Rio de Janeiro registrou crescimento de 7,1%, seguida pela Grande Rio de Janeiro, com 6%.
No interior de São Paulo, o avanço foi de 5,6%, enquanto a Grande São Paulo registrou alta de 5,5%. O Nordeste teve crescimento de 4,5%, e o Centro-Oeste, de 3,5%.
Uma pesquisa anterior do Centro de Pesquisa em Macroeconomia das Desigualdades (Made), da Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Atuária da Universidade de São Paulo (FEA-USP), estimou que as apostas retiraram entre R$ 120 bilhões e R$ 141 bilhões da atividade econômica brasileira em 2025, o equivalente a 0,9% a 1,1% do Produto Interno Bruto (PIB).
Segundo o estudo, a perda estimada correspondia entre 40% e 50% do crescimento da economia brasileira em 2025. Os pesquisadores também calcularam que a redução da atividade econômica poderia resultar em uma perda de arrecadação entre R$ 31,1 bilhões e R$ 54,8 bilhões.
Mesmo descontando cerca de R$ 9 bilhões arrecadados diretamente com as plataformas de apostas, o efeito líquido sobre as contas públicas seria negativo em pelo menos R$ 22 bilhões, podendo chegar a R$ 46 bilhões, de acordo com a pesquisa.
O levantamento também apontou possíveis efeitos das bets sobre o endividamento das famílias e a distribuição de renda. Para os pesquisadores, ao transferir recursos das famílias para as plataformas de apostas, o setor pode reduzir o consumo, ampliar a desigualdade e afetar a atividade econômica.
Sim. Segundo levantamento da Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS), o varejo alimentar brasileiro registrou crescimento de 6,5% na semana de 5 a 11 de outubro de 2026 e de 6,3% na semana de 12 a 18 de outubro, em comparação com os mesmos períodos do ano anterior. A entidade associa o aumento à proibição das apostas, mas os dados apresentados não comprovam, isoladamente, uma relação de causa e efeito.
A ABRAS relaciona o crescimento do consumo à redução dos gastos com apostas. A hipótese é que recursos antes destinados às plataformas de jogos possam ser direcionados à compra de alimentos e outros produtos essenciais. O levantamento identificou aumento nas vendas de itens como arroz, óleo, macarrão e café, mas não quantificou diretamente quanto desse crescimento decorreu da medida.
Segundo o levantamento apresentado, a proibição das apostas foi estabelecida pela Medida Provisória nº 1.394/2026, publicada em 25 de setembro de 2026. A ABRAS utiliza essa data como referência para analisar as mudanças no consumo de alimentos e no volume de transações financeiras registradas nas semanas seguintes.
Na semana de 5 a 11 de outubro, a região Sul e a área que reúne o leste de Minas Gerais, Espírito Santo e interior do Rio de Janeiro registraram as maiores altas, ambas de 10,6%. Na semana seguinte, o Sul manteve o maior crescimento, com 9%, seguido pela região que engloba Minas Gerais, Espírito Santo e interior fluminense, com 7,1%, segundo a ABRAS.
Segundo a ABRAS, dados públicos do Banco Central indicaram uma redução inicial de 10% no número de transações via Pix após a medida que proibiu as apostas. Posteriormente, a queda passou a ser de 7%, conforme os números citados pela associação. O levantamento não demonstra que toda a redução esteja diretamente relacionada às plataformas de apostas.
Um estudo do Centro de Pesquisa em Macroeconomia das Desigualdades (Made), da FEA-USP, estimou que as apostas retiraram entre R$ 120 bilhões e R$ 141 bilhões da atividade econômica brasileira em 2025. O impacto estimado corresponde a 0,9% a 1,1% do Produto Interno Bruto (PIB), segundo os pesquisadores.
Segundo estudo do Made-USP, a redução da atividade econômica associada às apostas pode ter provocado uma perda de arrecadação entre R$ 31,1 bilhões e R$ 54,8 bilhões em 2025. Mesmo considerando cerca de R$ 9 bilhões arrecadados diretamente com as plataformas, o impacto líquido estimado sobre as contas públicas seria negativo entre R$ 22 bilhões e R$ 46 bilhões.
De acordo com os pesquisadores do Made-USP, os gastos com apostas podem reduzir os recursos disponíveis para o consumo das famílias, contribuindo para o endividamento e para a desigualdade de renda. O estudo aponta que a transferência de dinheiro dos consumidores para as plataformas pode diminuir a demanda por bens e serviços e afetar a atividade econômica.
Todas as dez cidades do ranking ficam localizadas no interior das regiões Norte e Nordeste, sobretudo nos estados do Amazonas, Amapá e Maranhão
Anuncie sua marca e alcance milhares de leitores na região
Consulte formatos e valores disponíveisMatérias Relacionadas
Fique por dentro: Flávio Bolsonaro usou passaporte italiano para sair do Brasil após proibição do STF; cidadania foi reconhecida em 2023
Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.
veja antes e depois dos participantes — Casa dos Artistas completa 25 anos
Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.
Panorama: Consumo de alimentos cresce após proibição das bets no país, diz Abras
Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.


