o que disse o candidato à presidência José Amarante sobre futebol, finanças, gestão e SAF — Eleições no Inter
A entrevista teve duração de uma hora e meia.
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Consulte formatos e valores disponíveisBelém — De acordo com informações recentes, grupo RBS promove sabatina com José Amarante, candidato à presidência do Inter Candidato à presidência do Inter, José Amarante foi sabatinado por jornalistas do Grupo RBS na noite desta quarta-feira.
O caso chamou atenção recentemente no município de Belém e região. A entrevista teve duração de uma hora e meia. Foram abordados temas relevantes para o clube como futebol (masculino e feminino), categorias de base, finanças, gestão, governança, infraestrutura e SAF, entre outros. 🔍 Adicione o ge nas suas fontes favoritas do Google José Amarante, candidato à presidência do Inter Jonathan Heckler / Grupo RBS + O ge está no WhatsApp! Siga o canal ge Inter Participaram da entrevista os comunicadores Eduardo Gabardo, Maurício Saraiva, Leonardo Oliveira, Nani Chemello, Tomás Hammes e Rafael Diverio. Nesta quinta-feira, será a vez de Leonardo Aquino participar da sabatina. Na sexta, falará Roberto Melo. O primeiro turno da votação, no Conselho Deliberativo, está marcado para o dia 9 de novembro. Em caso de necessidade, a eleição no pátio, com participação dos sócios, será em 12 de dezembro. Confira as respostas de José Amarante por tema Finanças Eleições do Inter: José Amarante responde sobre finanças Qual é a fórmula que o senhor tem para resolver a vida financeira do Inter ou tentar, pelo menos, melhorar um pouco a situação se o senhor for eleito? – O maior problema que o Inter tem é o endividamento dele. Por esses dias, foi divulgada a lista dos clubes mais endividados do Brasil e o Inter é o sétimo no endividamento. Então tem mais seis clubes na frente dele, mas isso, em hipótese alguma, ameniza a situação que o Inter passa. O que você precisa fazer para enfrentar o endividamento? Primeiro, você tem que fazer a consolidação dessas dívidas. Você tem que entender cada parte dessa dívida e como que ela foi constituída. Segundo, precisa enfrentar. E a forma de enfrentar não é com novo dinheiro. A forma de enfrentar é ter uma gestão muito ríspida, no sentido de fazer cortes e no sentido de reduzir drasticamente a dívida do clube. Não adianta falar em enfrentar o endividamento e manter as despesas do Inter no patamar que está hoje. O Inter tem um orçamento de 600 milhões de reais. O dinheiro que efetivamente entra é 400 milhões. Tem aí nessa diferença de valores, vendas de atletas de 204 milhões. Por si só, esses dados já dão a dimensão. É possível montar e ter um time competitivo sem correr o risco que o Inter está correndo agora? – O Inter investe mal. O Inter contrata mal. E não é de hoje, é de sempre. Nós, em 2016, fomos para a segunda divisão. No ano passado, nós quase fomos para a segunda divisão. Estamos de novo agora na mesma situação. O que foi feito de concreto nesses três períodos? Quais foram as medidas tomadas? O sistema de contratação de atletas foi o mesmo. Foi buscar jogador para buscar um objetivo, quando na realidade você tem que pensar de uma forma diferente. Tem que montar um time com base na tua categoria de base, tem que ter um scout positivo que busque jogadores médios, mais valorosos, mas tem a terceira forma que é o dinheiro, que essa nós não temos. Então, se nós não temos isso, nós vamos ter que ser, vamos dizer assim, extremamente profissionais em aproveitamento da nossa base e na busca de jogadores entre 18 e 23 anos que possam, vamos dizer assim, para permitir um ganho futuro nesses atletas. Qual é a sua perspectiva de política de contratação de jogadores? – Tem que pensar tecnicamente como se faz isso. Quando se contrata um atleta, não basta analisar ele tecnicamente, a quantidade de passes. Tem que ver o emocional dele, tem que ver a relação que ele tem com o grupo, como que ele está psicologicamente, como que ele entra e como vai ser feita essa relação. Você tem que ver a questão primordial, que é a questão do financeiro. Nós vamos ter um valor de finanças. Se o valor do atleta que vier já está fora do valor financeiro, ele não vai ser nem examinado. E o que eu digo assim sempre, e que eu falo quando tenho essa oportunidade, é no sentido de dizer assim, tecnicamente significa você ter no mínimo dez critérios. E aí vai o critério emocional, vai o critério financeiro, vai o critério de lesões, de idade, de comportamento, de maturação de base. Todos esses critérios. Vai ter números definidos para isso. Quando você contrata alguém, você tem que contratar alguém que você possa demitir. Então você não pode contratar amigo. Você não pode ter nenhum dó em relação ao que você está contratando. Nós temos uma obrigação de responsabilidade com o sócio do Inter. E aí o que nós temos que fazer? Não deu certo, sai. Não tem que alongar. Não existe o alongamento. E se a pessoa que está lá convocada para fazer o trabalho não segue o critério automaticamente está pedindo desligamento. Futebol é uma sequência de erros. O que que nós precisamos fazer diminuir a incidência de erros, constantemente. É uma luta constante. Toda a comissão técnica do Inter terá que ficar de olho constantemente na busca do resultado positivo. O senhor fala em corte de gastos. Por quanto tempo? Um triênio é suficiente para ajeitar as finanças do Inter? Para o Inter voltar a investir no futebol? – O diagnóstico da dívida e o ajuste da dívida eu te digo que é perfeitamente normal. Eu acredito que nos cinco primeiros meses de gestão já vai poder dizer, taxar uma data de quando vai estar equilibrado. E aí quando se faz isso, e se mostra os números, tu chama o teu credor e mostra para ele, diz, olha, nós vamos fazer assim. Então nós vamos trocar isso adiante. Porque você não tem como não fazer isso junto com o credor. Eles têm que saber, porque de alguma forma eles têm um dinheiro para receber do Inter. E o Inter, sendo devedor, tem de dividir isso. Ele tem que mostrar como ele vai sair. E no primeiro ano, você já tem condições totais de saber como isso vai acontecer. Mas como o senhor pretende fazer isso? Principalmente caso o Inter caia, porque aí o corte das receitas é muito grande. – Lamentavelmente, eu não gostaria de responder essa pergunta, em função do meu coloradismo. Hipoteticamente, acontecendo isso, o Inter perde em torno de 120 milhões de reais. Dificulta muito, mas muito, a relação do Inter com os seus credores. Mas tens que ter, vamos dizer assim, os mesmos argumentos para fazer a mudança estando na primeira divisão. Por que você tem um patrimônio que é o patrimônio do sócio. Nós temos uma arrecadação mensal de 8 milhões de reais. Ela pode chegar a 14, 15, 16. E como se cria isso? Dando visibilidade para o seu clube. Nós estamos engatinhando em várias áreas dentro do clube em busca de recursos. Nós temos a questão do patrocínio master. Nós temos uma série de coisas que se pode fazer para minimizar isso em um curto espaço de tempo. Agora, a segunda divisão, realmente, ela é extremamente difícil. Ela torna a coisa mais difícil. Gestão e Governança Eleições do Inter: José Amarante responde sobre gestão e governança O CEO do Inter é muito cobrado pelo trabalho. O senhor já tem este profissional escolhido para ser contratado em caso de vitória na eleição? – Nós temos uma pessoa que está conversando conosco. Está trabalhando. Está nos ajudando em vários segmentos em relação ao gerenciamento do clube. Porque assim, quando tu fala em CEO, tu pensa que é alguém que vai gerir o clube inteiro. Não, ele tem a obrigação de fazer a relação entre todas as áreas. E isso que é o mais importante. Quando tu perde essa relação entre as áreas, cada área faz como quer, vira uma bagunça. Qual é o papel do dirigente profissional na sua gestão e qual é o papel do dirigente amador? – A gestão e a execução serão feitas por profissionais. Em todas as áreas. Os profissionais não poderão, dizer assim, ir contra o planejamento. Tanto é que a gente tem no Estatuto do Inter a previsão da criação de comitês. Cada área do Inter vai ter comitê. E esse comitê tem essa função de acompanhar o planejamento. E o dirigente, o executivo tem a função da execução. A execução é dele. A cobrança do resultado é do comitê. E ele vai ter que fazer o resultado. Não existe não fazer resultado. Ele precisa fazer o resultado. O Conselho de Gestão ele vai estar focado em acompanhar todas as áreas através de relatórios dos comitês e dos relatórios dos executivos. E aí você vai poder fazer a comparação dos dados. As reuniões, elas não podem ser uma reunião a cada 90 dias. As reuniões são mensais. Futebol Masculino e Base Eleições do Inter: José Amarante responde sobre futebol masculino e de base Fabinho Soldado. O senhor já tem uma definição se esse profissional ficará ou não no clube em caso de vitória na eleição? – Não ficará conosco. Independente se cair ou se ficar. Não ficará conosco. Vale o mesmo para o técnico? O técnico é o seguinte. Eu vou te dizer uma coisa assim, o melhor aproveitamento de técnico que nós tivemos, vemos até agora que foi com ele. Ele teve três jogos, uma vitória, um empate e uma derrota. Se nós mantivermos isso, a gente tem chance de escapar. Então, eu não vou falar sobre um treinador que está lá fazendo um sacrifício. Por que ele foi colocado em um sacrifício. Obviamente ele vai ser muito valorizado se mantiver o Inter na primeira divisão. Não estou dizendo que ele será o nosso treinador. Estou dizendo que ele vai ser respeitado, será ouvido e será analisado. O Abel é um cara que permanece como coordenador técnico. Como é que o senhor pensa o seu departamento de futebol? – O Abel é um patrimônio do Inter. Em primeiro lugar, eu não quero mexer no Abel. Segundo, o Abel é aquela pessoa que vai ter, vamos dizer assim, a relação íntima com o Conselho de Gestão. Nós vamos ter no Abel a relação do futebol com o Conselho de Gestão. É aquela pessoa que vai conversar, vai almoçar, vai jantar com a gente, vamos conversar sobre isso. Em hipótese alguma, tu verás eu conversando, ou alguém do Conselho de Gestão nosso, conversando isoladamente com algum da comissão técnica. O único será o Abel. Para nós ele é mais um consultor do que qualquer outra coisa. É alguém que vai ser o algodão entre cristais. Quem será o seu executivo? – Nós temos o nome trabalhado, mas eu não caio mais nessa (de revelar o nome). O nome do vice-presidente de futebol, dos integrantes do departamento de futebol, o senhor pode confirmar já? – Não, mas já temos. Estamos conversando com ótimos gestores. Todos eles têm uma características. São ótimos gestores, tanto o vice de futebol, quanto executivo. O perfil do treinador é de um gestor. Precisa gerir gente. Estar acostumado a gerir pessoas. Futebol Feminino Eleições do Inter: José Amarante responde sobre futebol feminino SAF Eleições do Inter: José Amarante responde sobre SAF 🎧 Ouça o podcast ge Inter 🎧 + Assista: tudo sobre o Inter no ge e na TV
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Meu irmão, sim, no assento do motorista ao meu lado, o carro na frente de casa.



