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Por Redatores da Empire Cidades 22 de outubro de 2026 às 01:20
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Queens Of The Stone Age lança disco novo no próximo dia 30 Imagem: Andreas Neumann/Divulgação Esta é a newsletter Shows e Festivais . Inscreva-se gratuitamente para receber no seu email toda quarta

Terceira edição da newsletter do TOCA assinada por mim. Nesta semana: dois shows brasileiros e dois latinos que quero ver até o fim do ano, o disco novo do Queens of the Stone Age e a nova onda grunge que tá batendo nas paradas lá de cima. Será que dura?

Los Thuthanaka unem guitarras saturadas, músicas andina e eletrônica em um som único Imagem: Divulgação Quatro datas, de Fortaleza a Interlagos e de volta ao Memorial. Em ordem de calendário.

Belchior Alucina, com Vannick Belchior, Cor dos Olhos e Mateus Fazeno Rock

21/11, Festival Zepelim, Marina Park, Fortaleza

O Zepelim é um festival bacana, com line-up redondo e clima de beira-mar, mas um motivo extra desta viagem é este show. São os 80 anos de nascimento de Belchior e os 50 de 'Alucinação', um dos discos mais importantes da música brasileira, celebrados na terra dele. Quem puxa é a Vannick, filha caçula do Bel, ao lado de duas presenças conhecidas do festival: a Cor dos Olhos, trio formado por Rafael Martins, Caio Evangelista e Nicholas Magalhães, ex-integrantes da formação original do Selvagens à Procura de Lei, e Mateus Fazeno Rock, um dos nomes de Fortaleza que mais me interessam hoje. O encontro foi criado só para esta edição. Cena cearense sempre em alta:

5/12, Primavera Sound, Autódromo de Interlagos, São Paulo

Os irmãos Chuquimamani-Condori e Joshua Chuquimia Crampton, de raiz aimará boliviana, misturam guitarra saturada, músicas eletrônica e andina num barulho que não se parece com nada. O disco deles foi dos mais comentados do ano passado lá fora, eleito o melhor de 2025 pela Pitchfork, inclusive. Estou ligado que os caras são meio malas: chegaram a confirmar e depois desconfirmaram o Novas Frequências e o Bananada, antes de serem anunciados (tô nos bastidores, né turma?). Ainda assim, tô muito curioso pelo show, anunciado como exclusivo no Brasil, no dia dos Strokes. Vale sair da grade principal para ver:

6/12, Primavera Sound, Autódromo de Interlagos, São Paulo

A argentina é um ícone da música alternativa na América do Sul: faz folk experimental com loops, vozes sobrepostas e eletrônica. Foi atriz e humorista na TV argentina e virou uma das artistas mais singulares da América Latina. Ao vivo, constrói as músicas camada por camada na frente da gente. Vi um show dela em Santiago há alguns anos, e 'Cosoco' nunca mais saiu da minha playlist de favoritas. Show exclusivo no Brasil, no domingo dos Gorillaz. Se liga:

11/12, Coala Apresenta, Memorial da América Latina, São Paulo

Primeira vez do japonês no Brasil, em show único. Sakamoto liderou o Yura Yura Teikoku, banda cultuada do rock psicodélico japonês, e faz carreira solo entre psicodelia, pop e funk. Ele já gravou com O Terno, a banda do Tim, e com Devendra Banhart a faixa 'Volta e Meia', do disco 'atrás/além' (2019). Encontro bonito, daqueles que não se repetem. E o Tim segue sendo o artista brasileiro com mais moral entre os gringos hoje. Veja o clipe de 'Volta e Meia', que é lindo:

Untitiled, ícones da nova onda grunge Imagem: Sam Cones/Divulgação Tem guitarra suja e camisa de flanela de novo nas paradas da América do Norte. E não é só nostalgia de tiozão: 'Man in the Box' , do Alice in Chains, voltou a uma parada da Billboard em agosto; uma banda de garotos de Los Angeles chamada Untitled foi coroada "o novo Nirvana" com um único single (que, pra mim, soa mais como Weezer e Nada Surf do que Nirvana); e até a Violet Grohl , filha do Dave, lançou disco com o pé nos anos 90 e está escalada no Lolla Brasil 2027. Ouça o Untitled:

A estética já chegou na TV e no Top 40, com banda nova de som e visual noventista tocando em talk show e subindo nas paradas. O Dexter and The Moonrocks soa como clichê pós-grunge, mas não deixa de ser interessante:

E tem quem já ficou grande nessa linha, caso do Return to Dust . Os texanos radicados em LA bebem direto no Alice in Chains e no Soundgarden, estouraram com 'Bored' e já fazem turnê em lugares grandes:

Mas a bandinha mais legal que ouvi nessa onda não está no Top 40 nem na TV. É o Visitor Coach , de Seattle, e bate na hora: Nirvana e Mudhoney, guitarra suja, refrão torto, zero verniz. Os caras ainda rodam o circuito pequeno da cidade e vêm soltando single atrás de single desde 2025. O mais recente é 'Bullet in the Sun', de julho. Grunge feito por moleque de Seattle, em Seattle, tocando em bar de Seattle. Ouça aqui:

E veja ao vivo, que é onde eles fazem sentido:

Minha aposta: o som é bom e a garotada que nunca viu isso ao vivo está descobrindo agora, o que é ótimo. Dura enquanto tiver canção por trás da distorção. Quando virar só figurino, passa" Fabrício Nobre, editor-chefe do TOCA UOL, sobre a nova onde grunge

Fabrício Nobre é editor-chefe do TOCA UOL, goiano com um pé lá e outro cá em SP, fundador do festival Bananada e sócio do Cine Joia

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Redatores da Empire Cidadeshá 38 minutos