Entenda: Pulverização de atos pró-Lula causa divisão e temor de embate com bolsonaristas
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17.out.2026 às 4h00 Diminuir fonte Aumentar fonte Arthur Guimarães de Oliveira Clayton Castelani Victor Lacombe São Paulo A organização de atos de apoio a Lula (PT) no próximo domingo (18) enfrentou mudanças de local, provocou divisão entre militantes e virou motivo de temor de embate com bolsonaristas.
Uma das principais manifestações convocadas, inicialmente prevista para o Vale do Anhangabaú, foi transferida para o Largo da Batata e, depois, cancelada. A decisão gerou revolta entre militantes e motivou a articulação para manter o ato.
Nas redes, o PT de São Paulo e movimentos como a UNE (União Nacional dos Estudantes) convocam apoiadores para atos na periferia da capital paulista: no Grajaú (zona sul), na Vila Nova Cachoeirinha (zona norte) e em Itaquera (zona leste).
Um levantamento da Folha mostra que, no domingo, também estão previstos eventos na Praça Marechal Deodoro (região central da cidade) e no Largo da Banana, na Barra Funda (zona oeste).
O presidente do PT paulista, deputado federal Kiko Celeguim, disse que a realização de atos descentralizados visa otimizar a capacidade de mobilização.
"A gente precisa é que esse militante envolva-se com atos no seu próprio território para convencer o eleitor a não se abster no dia do voto, para convencer, para fazer uma virada de voto, seja numa feira livre, numa missa, num culto, num ato na própria região", afirmou ele.
Celeguim também disse que a estratégia estava combinada desde o primeiro dia do segundo turno e que o PT apenas orientou a militância, neste fim de semana, a aproveitar a oportunidade para conversar com pessoas nos próprios territórios.
"Esse ato convocado para o Largo da Batata, na Faria Lima, não é ato de iniciativa do PT nem da campanha, é um ato espontâneo de alguns companheiros e companheiras. E não tem nenhum problema de nossa parte que isso aconteça", diz. "Muito pelo contrário, estamos todos no mesmo objetivo, que é eleger o presidente Lula."
O Movimento Revoluciona Brasil, que tem chamado para atos pró-Lula pelo país e divulgou este do Largo da Batata, informou sobre o cancelamento nas redes, citando "questões relacionadas à segurança dos participantes e a entraves burocráticos que iriam comprometer a organização e a realização adequada do ato".
A mudança de local teria ocorrido por receio de possíveis confrontos entre apoiadores do petista e do senador Flávio Bolsonaro (PL).
Flávio tem uma manifestação marcada para domingo na avenida Paulista. Como um dos acessos ao local é pela Linha 4-Amarela do Metrô, que também dá acesso ao Largo da Batata, havia temor de que os grupos se encontrassem e se envolvessem em conflitos.
Mas já havia uma mobilização em torno desse ato, diz uma militante engajada na campanha do presidente e integrante de grupos de esquerda. Ela conta que, apesar de não se opor e achar importantes as manifestações na periferia, ficou chateada com a descentralização.
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"Isso já estava reverberando em muitos lugares, não tinha como dar para trás", diz Brizola à Folha . Segundo ela, a questão de tomar a frente tem como objetivo tentar organizar o ato, fazer com que ele seja pacífico e ter um controle da situação.
Ela também afirmou que entrou em contato com a Subprefeitura de Pinheiros e com a Polícia Militar para garantir a segurança e a regularidade do ato na região.
Em nota, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo afirmou que a Polícia Militar planeja uma operação especial para garantir a ordem no próximo domingo e menciona tanto o ato da Paulista quanto o do Largo da Batata.
De acordo com a pasta, foram realizadas duas reuniões com representantes do Metrô, da CET, da GCM, das Subprefeituras, das Ouvidorias das Polícias Civil e Militar e líderes dos grupos organizadores para estabelecer normas de consenso, horários de cada ato e estimativa de participantes.
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