Atualização: Quanto eu teria hoje se tivesse investido R$ 10 mil em ações do Magazine Luiza há um ano?
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Consulte formatos e valores disponíveisQuanto eu teria hoje se tivesse investido R$ 10 mil em ações do Magazine Luiza há um ano? Expansão do comércio eletrônico impulsionou o Magalu há uma década, ao mesmo tempo que as taxas de juros elevadas em períodos mais recentes pressionaram os papéis Magazine Luiza: entre os principais riscos para o investimento está a capacidade da empresa de recuperar as vendas (Olavo Martins /Divulgação)
Publicado em 17 de outubro de 2026 às 08h00 .
Priorizar nos meus resultados Google RESUMO + Um investimento de R$ 10 mil nas ações da varejista Magazine Luiza (MGLU3) há um ano teria alcançado R$ 12.359 até outubro de 2026, alta de 23,6%. Em cinco anos, porém, o mesmo valor cairia a R$ 784, enquanto aplicações de dez e 15 anos valeriam R$ 32.925 e R$ 32.395. O cálculo da Economatica considera proventos e eventos corporativos.
Se um investidor tivesse aplicado R$ 10 mil em ações do Magazine Luiza (MGLU3) há um ano , teria visto seu dinheiro crescer para R$ 12.359 até outubro de 2026, uma valorização de 23,6% no período.
Só em setembro de 2026, os papéis MGLU3 subiram 55,09%, liderando o Ibovespa e tendo a maior alta mensal desde janeiro de 2023. A parceria com o Mercado Livre, o corte da Selic e o enfraquecimento da Casas Bahia impulsionaram o rali.
O resultado positivo, porém, contrasta com o desempenho dos papéis nos últimos cinco anos . Quem tivesse investido o mesmo valor naquele período teria visto seu patrimônio despencar para apenas R$ 784, uma perda de 92,2%.
O cálculo, feito pela Economatica a pedido da EXAME, considera a valorização acumulada da ação ajustada por proventos entre 29 de abril de 2011 e 15 de outubro de 2026. A conta inclui os efeitos de dividendos, juros sobre capital próprio, desdobramentos e outros eventos corporativos que influenciam o valor dos papéis ao longo do tempo.
Em períodos mais longos, o cenário é bem diferente. Quem investiu R$ 10 mil em ações do Magazine Luiza há dez anos teria acumulado R$ 32.925 , um salto de 229,2% . Já para quem manteve o investimento por 15 anos , o patrimônio chegaria a R$ 32.395 , uma alta de 224% .
Os números mostram como o desempenho da varejista mudou drasticamente conforme o momento de entrada no mercado: enquanto os investimentos de longo prazo ainda refletem um ciclo de forte expansão da empresa, os últimos cinco anos foram marcados por uma expressiva perda de valor das ações.
O desempenho das ações do Magazine Luiza varia significativamente conforme o período analisado. Enquanto os resultados de dez e 15 anos refletem, em parte, o ciclo de expansão do comércio eletrônico e da digitalização da varejista, o intervalo mais recente de cinco anos foi marcado por uma forte desvalorização dos papéis.
Para Gabriel Uarian, analista-chefe da Cultura Capital, a queda está relacionada à combinação de alguns fatores.
"O desempenho de longo prazo captura o ciclo de expansão do comércio eletrônico e da digitalização da varejista até o início desta década. Já o período de cinco anos reflete o impacto da elevação dos juros, da compressão de margens e da intensificação da concorrência após o pico de demanda observado durante a pandemia", afirma o analista.
A alta registrada nos últimos 12 meses, por sua vez, pode indicar o início de uma recuperação. Segundo Uarian, a expectativa de redução dos juros e o ambiente mais favorável às empresas voltadas ao mercado doméstico têm contribuído para a valorização recente dos papéis.
As ações da companhia são particularmente sensíveis às mudanças nas taxas de juros reais, que descontam a inflação. Isso acontece porque a queda dos juros tende a reduzir o custo de financiamento, aliviar as despesas financeiras e melhorar as perspectivas de consumo, fatores importantes para empresas do varejo.
"A Magazine Luiza figura entre as varejistas mais sensíveis à queda das taxas de juros reais. Cada redução relevante nessas taxas tende a elevar de forma significativa o lucro por ação", diz Uarian.
Apesar da melhora recente na cotação, a recuperação operacional continua sendo um ponto de atenção. A receita da companhia permanece próxima de R$ 38 bilhões nos últimos 12 meses , mas a lucratividade segue reduzida, com retorno sobre o patrimônio líquido inferior a 1% e margem líquida baixa.
Esse cenário também ajuda a explicar a avaliação das ações no mercado. De acordo com o analista, os múltiplos de preço sobre lucro permanecem elevados porque o resultado da empresa ainda está comprimido. Já a relação entre o preço da ação e o valor patrimonial apresenta um patamar relativamente mais atrativo.
Entre os principais riscos para o investimento estão a volatilidade dos papéis, a capacidade da empresa de recuperar as vendas e gerar caixa e a dependência da trajetória dos juros e do comportamento do consumidor.
"O cenário atual combina catalisadores macroeconômicos e competitivos que sustentam a tese de reprecificação. A ação, porém, permanece sujeita a oscilações relevantes e exige acompanhamento próximo dos próximos resultados e da trajetória dos juros", afirma Uarian.
O investimento teria alcançado R$ 12.359 até outubro de 2026, uma valorização de 23,6%, segundo cálculo da Economatica a pedido da EXAME.
O valor teria caído para R$ 784, uma perda acumulada de 92,2%, segundo cálculo da Economatica ajustado por proventos e eventos corporativos.
Segundo a Economatica, R$ 10 mil investidos há dez anos teriam se transformado em R$ 32.925, alta de 229,2%. Em 15 anos, o patrimônio chegaria a R$ 32.395, avanço de 224%.
A parceria com o Mercado Livre, o corte da Selic e o enfraquecimento da Casas Bahia impulsionaram as ações MGLU3, que avançaram 55,09% em setembro. Segundo Gabriel Uarian, analista-chefe da Cultura Capital, a expectativa de juros menores e o ambiente mais favorável às empresas domésticas também contribuíram para a valorização.
Juros menores tendem a reduzir o custo de financiamento, aliviar as despesas financeiras e melhorar as perspectivas de consumo no varejo. Gabriel Uarian afirma que cada redução relevante das taxas de juros reais pode elevar de forma significativa o lucro por ação do Magazine Luiza.
Os principais riscos são a volatilidade das ações, a capacidade do Magazine Luiza de recuperar vendas e gerar caixa e a dependência da trajetória dos juros e do consumo. Segundo Gabriel Uarian, a ação permanece sujeita a oscilações relevantes e exige acompanhamento dos resultados da varejista.
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