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Entenda: Mercado nacional terá mais de 100 modelos chineses à venda em 2027

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 28 de outubro de 2026 às 10:20
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Entenda: Mercado nacional terá mais de 100 modelos chineses à venda em 2027
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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Mercado nacional terá mais de 100 modelos chineses à venda em 2027 Especialistas preveem mais 40 ofertas inéditas no próximo ano; IM, marca de luxo da MG, acaba de chegar com elétrico de 752 cv Carros chineses: em 2027, mais de 100 marcas estarão disponíveis no Brasil

Priorizar nos meus resultados Google O mercado brasileiro de automóveis de passeio caminha para romper a marca de 100 modelos chineses à venda – o que, considerando-se o ritmo de lançamentos, deve ocorrer nos próximos meses.

“A oferta já é bastante significativa e continua crescendo rapidamente. Temos a previsão de chegada de pelo menos 40 novos modelos de marcas chinesas ao longo de 2027, considerando tanto os fabricantes que estão ingressando no País quanto aqueles que já atuam aqui e pretendem ampliar seus portfólios”, avalia Murilo Briganti, COO da Bright Consulting.

“Neste contexto, entendo que, no primeiro trimestre de 2027, isso já acontecerá”, prevê Milad Kalume Neto, da K.Lume Consultoria.

A última marca a desembarcar no Brasil foi a IM, divisão de luxo da MG Motor, que estreia com o SUV elétrico IM6 em duas versões: Signature, de R$ 368.990, e Performance, de R$ 439.990. A primeira é equipada com motor traseiro de 295 cavalos e 45,9 kgfm de torque, enquanto a segunda tem tração integral, 752 cavalos de potência e 81,8 kgfm de torque.

Um dos diferenciais do MG IM6 em ambas as versões é o sistema de esterçamento nas quatro rodas. Em manobras de baixa velocidade ou balizas, as rodas traseiras giram no sentido oposto às dianteiras, reduzindo o diâmetro de giro ao nível de um carro compacto. O sistema traz ainda a função de deslocamento diagonal (modo caranguejo), facilitando manobras em vagas apertadas; em altas velocidades, as quatro rodas esterçam no mesmo sentido.

A estreia do IM6 ocorre apenas alguns dias depois de outros dois chineses chegarem: GWM Haval H7 e Jetour S08, ambos utilitários esportivos híbridos do tipo plug-in (PHEV).

Intermédio entre o H6 e o H9, o H7 custa R$ 261 mil e combina dois motores elétricos (um em cada eixo) a um 1.5 turbo flex, que juntos somam 370 cavalos de potência e 77 kgfm de torque combinados.

Sua bateria de lítio-ferro-fosfato (LFP) de 27,5 kWh garante até 92 quilômetros de autonomia e, espetada em um equipamento de corrente contínua (DC), sua capacidade de recarga chega a 41 kW, enquanto em corrente alternada (AC) são 6,6 kW. De acordo com o Inmetro, o Haval H7 pode fazer até 32 km/l com gasolina na

Cidade, número que cai para 20,6 km/l com etanol; na estrada são respectivamente 24,3 km/l e de 16,7 km/l.

A pegada do Jetour S08 é outra: por R$ 259.900, trata-se de um SUV com toques de requinte e sete lugares. O motor 1.5 turbo gera 135 cv e 20,4 kgfm de torque, enquanto o elétrico que vai no eixo dianteiro rende 204 cv e 31,6 kgfm – a marca, no entanto, mantém em sigilo a potência combinada. Já o câmbio é do tipo DHT (Dedicated Hybrid Transmission), com uma marcha mecânica e múltiplas variações simuladas.

A bateria tem 18,4 kWh de capacidade, e pode ir de 20% a 80% em apenas 18 minutos em um aparelho de corrente contínua (DC). A autonomia elétrica é de 62 km, segundo o Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV).

Ambos têm dimensões similares. O H7 tem 4,80 metros de comprimento, 1,95 m de largura, 1,84 m de altura e entre-eixos de 2,73 m. O porta-malas tem capacidade para carregar até 586 litros de capacidade, volume que sobe para 1.404 litros com os bancos traseiros rebatidos.

O S08 tem 4,81 metros de comprimento, 1,93 m de largura, 1,71 m de altura e 2,82 m de distância entre-eixos, com porta-malas de 94 litros com os sete lugares em uso e 658 litros configuração padrão. Todos os bancos têm comandos elétricos, e os dianteiros ainda paparicam os ocupantes com aquecimento, ventilação, memória e massagem.

Para Briganti, “estamos vivendo uma primeira fase de expansão acelerada da oferta, impulsionada pela chegada de novos fabricantes e pelos bons resultados obtidos por algumas dessas empresas. A próxima etapa, que deverá se tornar mais evidente a partir de 2027, será a consolidação do mercado, com uma concorrência cada vez maior entre as próprias marcas chinesas”.

De acordo com o consultor, a perspectiva para 2027 é uma disputa cada vez mais intensa por participação de mercado, volume de vendas e, principalmente, preço.

“Nesse contexto, acredito que o setor ainda passará por um processo importante de acomodação nos próximos anos. Não necessariamente todas as marcas que estão chegando conseguirão permanecer no Brasil com a estrutura e a presença que possuem ou planejam estabelecer. Algumas deverão se consolidar, enquanto outras poderão reduzir suas operações ou até deixar o mercado”, reflete.

Foi o caso de marcas como Neta e Seres, que se foram logo depois de iniciarem suas operações.

“É importante lembrar que várias dessas marcas pertencem a grandes grupos automotivos chineses. Portanto, um eventual processo de acomodação não significa necessariamente a saída desses grupos do Brasil. Pode representar uma decisão estratégica de concentrar investimentos e operações em determinadas marcas, deixando de priorizar aquelas que apresentarem menor rentabilidade ou potencial de crescimento”, conclui Briganti.

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