Entenda: Sem título
Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Anuncie sua marca e alcance milhares de leitores na região
Consulte formatos e valores disponíveisArquivo pessoal Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Há 22 anos, o pesquisador paranaense Marcos Ofenbock investiga uma história extraordinária: a de que um pirata de verdade teria vivido e morrido em Curitiba, após ter participado de um dos maiores saques da história da América do Sul, o ataque a um barco espanhol que transportava riquezas extraídas do Peru — o chamado "Tesouro de Lima" —, em 1821.
No Brasil, o tal pirata, que se chamava Francis Holder, teria adotado o nome João Francisco Inglez, sob o qual foi enterrado em um cemitério de Curitiba, em 1889 — bem como o apelido "Zulmiro" —, e se tornado amigo de outro inglês, a quem teria confiado informações sobre o tal tesouro — que, mais tarde, após a morte de Zulmiro, ele teria feito chegar até a Inglaterra.
Arquivo pessoal "Se eu não tivesse encontrado o registro do sepultamento do pirata Zulmiro em um cemitério de Curitiba, eu também duvidaria disso tudo", diz o pesquisador Marcos Ofenbock, que recentemente fez outra descoberta surpreendente sobre esta história: a de que teria sido aquele improvável pirata curitibano também o inspirador do mais famoso corsário da história dos desenhos animados, o icônico Capitão Gancho, arqui-inimigo de Peter Pan, ambos criados pelo escritor inglês J. M. Barrie, em 1904 — poucos anos após a morte do pirata curitibano e a chegada de informações sobre ele à Inglaterra.
O Capitão Gancho no cinema, no filme 'Peter Pan', de 2003 Imagem: Reprodução Histórias coincidem "Tudo bate", diz o pesquisador.
"Em Peter Pan, o autor diz que o Capitão Gancho 'aprendeu seu golpe favorito de espada no Rio de Janeiro', que não usava o seu nome verdadeiro — como Zulmiro também fazia —, que tinha um tesouro escondido 'na selva' brasileira, e que, antes de virar pirata, havia estudado na mais famosa escola da Inglaterra, o Eton College, criado pelo Rei Henrique VI, em 1440, mesma instituição na qual Zulmiro afirmara ao seu amigo inglês que tinha estudado".
Reprodução Assinaturas parecidas Em 1927, J. M. Barrie deu uma palestra no Eton College, na qual apresentou o seu personagem fictício como sendo 'um ex-aluno' daquela escola. Tanto que no final da peça teatral sobre Peter Pan, o Capitão Gancho brada o slogan do Eton College, o mesmo onde o herdeiro do trono britânico, Príncipe George, está estudando atualmente Marcos Ofenbock
"Quase 100 anos depois, eu fui lá apresentar evidências de que, muito possivelmente, o Capitão Gancho foi inspirado no pirata Zulmiro, já que o autor de Peter Pan tinha conhecimento da existência dele, através das informações que aquele amigo inglês havia feito chegar à Inglaterra", diz o pesquisador, que também aproveitou a oportunidade para comprovar ainda mais a sua tese de que o pirata curitibano existiu de fato, por meio da comparação das assinaturas de João Francisco Inglez (nome adotado pelo pirata no Brasil) e Francis Holder (seu nome verdadeiro), como está registrado no livro de ex-alunos da turma de 1811, do Eton College.
Por defender incansavelmente a tese de que um pirata real viveu no Brasil, e aqui escondeu um tesouro, Marcos Ofenbock já se habituou a não ser levado muito a sério, embora todos os seus argumentos tenham documentos comprovatórios.
Arquivo pessoal "Já me acostumei a ser chamado de maluco, especialmente no que diz respeito ao tesouro, mas não ligo. Há 22 anos essa história me fascina", diz o pesquisador.
A história do esconderijo brasileiro do lendário Tesouro de Lima já atiçou a imaginação — e a ação — de outros aventureiros.
Paul Thiry Imagem: Reprodução Um deles, talvez o mais perseverante de todos, foi o belga radicado no Brasil Paul Thiry, que passou 40 anos vasculhando uma área primitiva de Ilhabela, no litoral do São Paulo, em busca do tal tesouro, mas morreu sem encontrar nada — exceto intrigantes marcos entalhados em pedras, cuja história pode ser conferida clicando aqui.
"O Thiry estava certo sobre o tesouro, mas procurou na ilha errada", garante Marcos Ofenbock. "Ele não acreditou na existência do Zulmiro, e isso comprometeu suas pesquisas", diz o incansável pesquisador paranaense de uma história que fica cada vez mais extraordinária.
Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.
O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL.
Anuncie sua marca e alcance milhares de leitores na região
Consulte formatos e valores disponíveisMatérias Relacionadas
Entenda: Moro diz que saída de Flávio Bolsonaro do Brasil é “compreensível”
Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.
Dia Mundial do AVC é celebrado nesta quinta — Áudio
Para informar a comunidade sobre os sintomas e formas de prevenção ao AVC, a Organização Mundial da Saúde (OMS) instituiu o Dia Mundial do AVC, celebrado nesta
Fique por dentro: Argentina confirma fuga de Flávio e diz que senador embarcou para o Equador
Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

