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Entenda: Lula e Flávio Bolsonaro assinam acordo para abrir sigilos, mas divergem sobre entrega dos dados

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 22 de outubro de 2026 às 18:15
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Entenda: Lula e Flávio Bolsonaro assinam acordo para abrir sigilos, mas divergem sobre entrega dos dados
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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Lula e Flávio Bolsonaro assinam acordo para abrir sigilos, mas divergem sobre entrega dos dados Apesar de assinarem a petição, as equipes divergem sobre o momento de apresentar os documentos: Flávio quer conferir primeiro o material de Lula, enquanto os petistas exigem que a entrega seja simultânea (Renato Pizzutto/Band)

Publicado em 22 de outubro de 2026 às 14h30 .

Última atualização em 22 de outubro de 2026 às 14h44 .

Priorizar nos meus resultados Google Tudo sobre Acompanhe tudo sobre Eleições 2026 Saiba mais RESUMO + As campanhas presidenciais de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) afirmaram nesta quinta-feira, 22, ter acertado a abertura dos sigilos dos candidatos e de pessoas e empresas ligadas a eles. As autorizações devem ser apresentadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) até as 23h59, mas Flávio quer conferir primeiro o material de Lula, enquanto os petistas exigem entrega simultânea.

As campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) afirmaram nesta quinta-feira, 22, ter chegado a um acordo para autorizar a abertura dos sigilos dos candidatos , além de pessoas e empresas ligadas a eles. No entanto, as equipes divergem sobre o momento de apresentar os documentos: Flávio quer conferir primeiro o material de Lula, enquanto os petistas exigem que a entrega seja simultânea.

As duas campanhas têm até as 23h59 desta quinta-feira para apresentar as autorizações. Depois, caberá ao ministro André Mendonça, relator da petição no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) , avaliar o pedido e decidir sobre a liberação dos documentos.

Por meio de suas equipes jurídicas, os candidatos assinaram uma petição autorizando o levantamento imediato de seus dados e dos registros de familiares. No caso de Flávio, a autorização abrange todas as contas bancárias no Brasil e no exterior, além da empresa Alcazar Holdings.

A advogada da campanha do senador, Maria Cláudia Bucchianeri, afirmou, Segundo apuração dos redatores da Empire Cidades, que os documentos necessários já estão reunidos, mas que só serão entregues depois de a equipe verificar se Lula apresentou todo o material previsto nas exigências. Segundo ela, a medida busca identificar possíveis inconsistências nas informações do petista.

“Se a gente confirmar que tudo que ele se comprometeu ele trouxe, será imediatamente”, declarou Bucchianeri. A advogada também afirmou que a transparência não pode ser parcial.

A campanha de Lula, por sua vez, não aceita condicionar a entrega dos documentos à análise prévia dos dados do presidente. Os petistas defendem que as informações sejam disponibilizadas ao mesmo tempo e afirmam que não apresentarão o material enquanto Flávio não fizer o mesmo.

O senador Camilo Santana (PT-CE), integrante da coordenação da campanha de Lula, esteve no TSE nesta quinta-feira para protocolar a resposta formal às exigências do adversário. Na véspera, ele havia afirmado que o presidente não tinha objeções aos pedidos apresentados pelo senador do PL.

O impasse teve início no debate da Band, no último domingo, quando Lula desafiou Flávio a divulgar dados bancários e telefônicos para esclarecer suspeitas de corrupção.

Na quarta-feira, o senador apresentou ao TSE uma lista com 19 exigências para aceitar o desafio. Entre os pedidos estão informações bancárias e fiscais de empresas ligadas aos filhos de Lula, registros de encontros do presidente com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, dados sobre a lobista Roberta Luchsinger e despesas do cartão corporativo da Presidência.

Flávio também solicitou informações sobre voos da Força Aérea Brasileira (FAB), visitas aos palácios presidenciais e reuniões de pessoas próximas ao governo com autoridades.

Ainda na quarta-feira, a campanha petista anunciou que aceitaria todas as condições. Camilo Santana, no entanto, classificou os pedidos como uma tentativa de evitar o cumprimento do desafio feito por Lula.

A campanha de Flávio também escalou o ex-procurador da República e senador eleito Deltan Dallagnol (Novo-PR) para acompanhar o caso. Ele esteve ao lado de Bucchianeri no TSE nesta quinta-feira, durante o protocolo de documentos relacionados à disputa.

As equipes jurídicas assinaram uma petição que autoriza o levantamento imediato dos dados dos candidatos e dos registros de familiares. As campanhas, porém, ainda divergem sobre o momento da entrega dos documentos.

Flávio Bolsonaro quer verificar primeiro se Lula entregou todo o material previsto nas exigências. Segundo Maria Cláudia Bucchianeri, advogada da campanha do senador, em declaração ao O Globo, os documentos já estão reunidos e serão entregues após essa conferência.

A autorização de Flávio Bolsonaro abrange todas as contas bancárias do senador no Brasil e no exterior, além dos registros da empresa Alcazar Holdings.

A campanha de Lula exige que as informações dos dois candidatos sejam disponibilizadas ao mesmo tempo. Os petistas afirmam que não apresentarão o material enquanto Flávio Bolsonaro não fizer o mesmo.

O impasse começou no debate da Band do último domingo, quando Lula desafiou Flávio Bolsonaro a divulgar dados bancários e telefônicos para esclarecer suspeitas de corrupção. Na quarta-feira, o senador apresentou ao TSE uma lista com 19 exigências para aceitar o desafio.

O ministro André Mendonça, relator da petição no Tribunal Superior Eleitoral, avaliará o pedido após a apresentação das autorizações. As duas campanhas têm até as 23h59 desta quinta-feira, 22, para entregar os documentos.

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