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Panorama: Debate na Globo não terá checagem ao vivo na TV e limitará circulação de candidatos em três blocos

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 22 de outubro de 2026 às 18:25
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Panorama: Debate na Globo não terá checagem ao vivo na TV e limitará circulação de candidatos em três blocos
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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Debate na Globo não terá checagem ao vivo na TV e limitará circulação de candidatos em três blocos Verificação das declarações de Lula e Flávio Bolsonaro em tempo real será feita por sites jornalísticos Senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) atrás do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em debate no último domingo, na TV Bandeirantes (Renato Pizzutto/Band)

Ivan Martínez-Vargas Repórter especial em Brasília

Publicado em 22 de outubro de 2026 às 15h16 .

Última atualização em 22 de outubro de 2026 às 15h19 .

Priorizar nos meus resultados Google O debate presidencial a ser realizado na sexta-feira, 23, pela TV Globo não terá a checagem ao vivo, durante a transmissão televisiva, das declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A demanda foi formalmente apresentada pela campanha de Lula, que quer expor eventuais falas inverídicas do rival após o primeiro debate dos candidatos, no último domingo, ser marcado pela baixaria e troca de acusações.

A emissora, no entanto, anunciou que realizará a verificação das falas dos candidatos em tempo real, por meio do portal G1.

Outra definição da emissora diz respeito à circulação dos candidatos pelo cenário. Nos três primeiros blocos, de um total de quatro, apenas o presidenciável que estiver com a palavra poderá se movimentar livremente, enquanto o adversário deverá permanecer em seu púlpito. No quarto e último bloco, ambos poderão circular, mas restritos aos seus respectivos lados do cenário.

A nova regra também atendeu a uma exigência da campanha de Lula, que se incomodou com a estratégia de Flávio Bolsonaro no debate da TV Bandeirantes de se posicionar atrás do petista no enquadramento das câmeras, fazendo gestos de reprovação durante suas falas.

As regras foram divulgadas pela Globo nesta quinta-feira, 22, um dia antes do confronto entre os dois candidatos, que será realizado nos Estúdios Globo, no Rio de Janeiro, com mediação do jornalista César Tralli.

Segundo a emissora, o portal g1 começará a verificar as declarações dos presidenciáveis ainda durante o debate, com a publicação das checagens na página Fato ou Fake. O trabalho continuará ao longo da madrugada, em parceria com os sites de outros veículo do Grupo Globo.

Dessa forma, os espectadores precisarão acompanhar as plataformas digitais para consultar as checagens enquanto os candidatos estiverem debatendo.

A campanha de Lula havia defendido a adoção de um mecanismo de checagem ao vivo após o debate da TV Bandeirantes, realizado no último domingo, 18, que foi marcado por acusações de corrupção, ataques pessoais e informações contestadas por agências de verificação.

O ministro da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira, criticou a postura do senador e afirmou na quarta-feira que a estratégia não se repetiria no debate da Globo por exigência da campanha petista.

O encontro terá quatro blocos de perguntas e respostas, sendo três de temas determinados e um de tema livre, além das considerações finais. A ordem das perguntas será definida por sorteios realizados ao vivo pelo mediador.

No primeiro bloco, serão realizadas seis rodadas sobre assuntos relacionados às diferentes regiões do país e a um tema prioritário nacional. Cada candidato terá três minutos por rodada, divididos entre pergunta e réplica ou resposta e tréplica.

No segundo e no terceiro blocos, os candidatos poderão escolher assuntos apresentados em um telão para formular suas perguntas, mantendo a mesma dinâmica de tempo.

No quarto bloco, de tema livre, Lula e Flávio terão oito minutos de fala cada um, sem limite de intervenções.

O debate será transmitido logo após o Jornal Nacional pela TV Globo. Após o encerramento, os candidatos poderão conceder entrevistas coletivas de até dez minutos cada um. Lula será o primeiro, seguido de Flávio Bolsonaro, seguindo um sorteio realizado na presença dos representantes das campanhas.

Apesar de assinarem a petição, as equipes divergem sobre o momento de apresentar os documentos: Flávio quer conferir primeiro o material de Lula, enquanto os petistas exigem que a entrega seja simultânea

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