Entenda: Comitê da ONU pede que Meta proteja liberdade de expressão nas eleições brasileiras
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Consulte formatos e valores disponíveisComitê da ONU pede que Meta proteja liberdade de expressão nas eleições brasileiras Após o primeiro turno, a campanha de Lula acusou a dona do Instagram e do WhatsApp de restringir o alcance de suas publicações ( Marcello Casal jr/Agência Brasil)
Publicado em 21 de outubro de 2026 às 18h21 .
Última atualização em 21 de outubro de 2026 às 18h24 .
Priorizar nos meus resultados Google Tudo sobre Acompanhe tudo sobre Eleições 2026 Saiba mais RESUMO + Especialistas independentes em direitos humanos nomeados pela Organização das Nações Unidas (ONU) pediram nesta quarta-feira, 21, que a Meta, dona do Instagram e do WhatsApp, garanta a liberdade de expressão política nas eleições presidenciais do Brasil. O pedido cita possíveis restrições desiguais, enquanto a Meta nega favorecimento e afirma ter cumprido ordem judicial por tratamento igualitário.
Um grupo de especialistas em direitos humanos da ONU (Organização das Nações Unidas) pediu nesta quarta-feira, 21, que a Meta garanta a liberdade de expressão política durante as eleições presidenciais no Brasil. O pedido acontece em meio a acusações de interferência nas campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) por meio das plataformas da empresa.
Após o primeiro turno, a campanha de Lula acusou a Meta, dona do Instagram e do WhatsApp , de restringir o alcance de suas publicações. Também afirmou que uma ferramenta de inteligência artificial da companhia se recusou a gerar conteúdo eleitoral favorável ao petista, mas não fez o mesmo em relação ao adversário
"Perder alcance pode significar perder voz no debate público e a capacidade de mobilizar comunidades. Algoritmos, sistemas de IA e decisões de moderação de conteúdo não devem se tornar árbitros invisíveis da discussão política. Quando a expressão política parecer estar sendo restringida de maneira desproporcional, as plataformas devem explicar o motivo, corrigir impactos desiguais e garantir recursos efetivos", diz um trecho da carta.
A equipe de Lula informou que apresentará ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um recurso por suposta manipulação algorítmica. Na terça-feira, 20, Flávio Bolsonaro também recorreu à Corte, acusando Lula de abuso de poder. O senador alega que ações do governo foram divulgadas em massa durante o período eleitoral por meio de uma conta oficial no WhatsApp.
A Meta afirma ter cumprido uma determinação judicial brasileira para garantir tratamento igualitário às duas campanhas e nega ter adotado medidas para favorecer qualquer um dos lados.
Em comunicado, os especialistas da ONU disseram que relatos de restrições à expressão política legítima nas plataformas da empresa são motivo de preocupação. Segundo eles, milhares de contas e publicações, incluindo as de jornalistas, defensores dos direitos humanos, integrantes da sociedade civil e criadores de conteúdo, foram alvo de suspensões, redução de visibilidade ou restrições de divulgação.
Os especialistas também mencionaram informações, incluindo dados atribuídos a funcionários da Meta, que indicariam restrições desproporcionais a contas ligadas a um dos lados da disputa presidencial. O comunicado, porém, não especifica qual candidatura teria sido mais afetada.
Para os especialistas, a perda de alcance nas redes pode reduzir a participação de pessoas e grupos no debate público e limitar sua capacidade de mobilização. Eles afirmaram que algoritmos, sistemas de inteligência artificial e decisões de moderação não devem atuar como mecanismos invisíveis de julgamento do debate político.
O grupo pediu que a Meta avalie seus sistemas de moderação de conteúdo, recomendação e inteligência artificial para verificar se eles impõem limitações desproporcionais a algum dos lados da disputa. Também defendeu que a empresa explique eventuais restrições, investigue impactos desiguais e ofereça mecanismos efetivos de contestação.
Os especialistas ressaltaram ainda que as plataformas digitais não devem controlar o debate político sem prestar contas, nem ter seus sistemas submetidos a influências indevidas de atores políticos.
Os relatores especiais são especialistas independentes nomeados pelo Conselho de Direitos Humanos da ONU para apresentar suas conclusões e não falam em nome da organização.
Os especialistas disseram que relatos de restrições à expressão política legítima nas plataformas da Meta são motivo de preocupação. Segundo o grupo, milhares de contas e publicações sofreram suspensões, redução de visibilidade ou restrições de divulgação.
A campanha de Luiz Inácio Lula da Silva acusou a Meta de restringir o alcance de suas publicações após o primeiro turno. A equipe também afirmou que uma ferramenta de inteligência artificial recusou conteúdo eleitoral favorável a Lula, mas não adotou a mesma postura em relação a Flávio Bolsonaro.
Flávio Bolsonaro acusou Lula de abuso de poder em recurso apresentado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na terça-feira, 20. Segundo o senador, ações do governo tiveram divulgação em massa durante o período eleitoral por meio de uma conta oficial no WhatsApp.
A Meta negou ter adotado medidas para favorecer qualquer uma das campanhas. A empresa afirmou que cumpriu uma determinação judicial brasileira para garantir tratamento igualitário a Lula e Flávio Bolsonaro.
Os especialistas pediram que a Meta avalie seus sistemas de moderação, recomendação e inteligência artificial para identificar possíveis limitações desproporcionais. O grupo também defendeu explicações sobre eventuais restrições, investigação de impactos desiguais e mecanismos efetivos de contestação.
Não. Os relatores especiais são especialistas independentes nomeados pelo Conselho de Direitos Humanos da ONU para apresentar suas conclusões, mas não falam em nome da organização.
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