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Entenda: Alguns planetas podem ser mais habitáveis que a Terra — e agora cientistas querem encontrá-los

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 20 de outubro de 2026 às 17:15
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Entenda: Alguns planetas podem ser mais habitáveis que a Terra — e agora cientistas querem encontrá-los
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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Alguns planetas podem ser mais habitáveis que a Terra — e agora cientistas querem encontrá-los Cientistas investigam super-Terras ao redor de estrelas mais frias que o Sol, onde condições mais estáveis poderiam favorecer formas complexas de vida Exoplanetas: cientistas acreditam que alguns mundos podem reunir condições ainda mais favoráveis à vida que a Terra (NASA/Divulgação)

Publicado em 20 de outubro de 2026 às 14h01 .

Priorizar nos meus resultados Google Tudo sobre Acompanhe tudo sobre Planeta Terra Saiba mais A Terra pode não ser o planeta mais favorável à vida no Universo. Cientistas investigam a possibilidade de existirem mundos fora do Sistema Solar com condições ainda melhores para o desenvolvimento de organismos vivos.

Conhecidos como planetas super-habitáveis , esses corpos celestes poderiam apresentar temperaturas mais estáveis, maior disponibilidade de água líquida e ambientes capazes de sustentar uma biodiversidade superior à terrestre.

Segundo um estudo publicado na revista científica Astrobiology , uma das principais hipóteses envolve as chamadas super-Terras , planetas maiores e mais massivos que o terrestre, que orbitam estrelas menores e mais frias que o Sol. Essas estrelas, classificadas como anãs do tipo K , emitem uma luz alaranjada e podem permanecer estáveis por dezenas de bilhões de anos.

A combinação de um planeta com características favoráveis e uma estrela de longa duração poderia oferecer mais tempo para o surgimento e a evolução de formas complexas de vida. Por enquanto, porém, a existência de mundos efetivamente mais habitáveis que a Terra continua sendo uma hipótese científica.

O conceito de super-habitabilidade foi apresentado em 2014 pelos pesquisadores René Heller, atualmente ligado ao Instituto Max Planck de Pesquisa do Sistema Solar, na Alemanha, e John Armstrong, professor da Universidade Estadual Weber, nos Estados Unidos.

A proposta surgiu do questionamento sobre a busca por planetas semelhantes à Terra . Para os cientistas, mundos com características diferentes poderiam oferecer condições ainda mais favoráveis à vida.

No modelo desenvolvido pelos pesquisadores, um planeta super-habitável poderia ter um diâmetro 20% a 30% maior que o da Terra e aproximadamente o dobro de sua massa .

Essas dimensões poderiam favorecer a retenção de uma atmosfera mais espessa , contribuindo para temperaturas relativamente estáveis. Um núcleo de ferro maior também poderia gerar um campo magnético mais intenso, oferecendo proteção adicional contra a radiação espacial .

Na superfície, a gravidade mais forte poderia influenciar o relevo e a distribuição da água, favorecendo a formação de mares rasos, lagos e arquipélagos.

Na Terra, esses ambientes estão entre os mais ricos em biodiversidade . Em outros mundos, a presença de águas pouco profundas poderia permitir que a luz alcançasse o fundo dos oceanos, favorecendo a fotossíntese e o desenvolvimento de ecossistemas complexos.

Uma das principais vantagens estaria nas estrelas ao redor das quais esses mundos orbitariam. As anãs do tipo K consomem seu combustível nuclear mais lentamente que o Sol e podem permanecer relativamente estáveis por dezenas de bilhões de anos. Esse período prolongado poderia oferecer mais tempo para o surgimento e a evolução de organismos.

Na Terra, por outro lado, o aumento gradual da luminosidade solar deverá tornar o planeta inadequado para muitas formas complexas de vida em aproximadamente 500 milhões de anos, segundo estimativas citadas pelos pesquisadores.

A cientista planetária Johanna Teske, da Carnegie Institution for Science, nos Estados Unidos, considera as anãs do tipo K particularmente promissoras para a busca por vida extraterrestre .

Além da longevidade, planetas situados na zona habitável dessas estrelas ficam relativamente próximos delas, o que pode facilitar sua observação por telescópios.

A possibilidade de organismos utilizarem a luz de estrelas alaranjadas ganhou apoio experimental em uma pesquisa conduzida pela astrobióloga Iva Vilović, atualmente vinculada ao Instituto Leibniz de Astrofísica de Potsdam, na Alemanha. Em um laboratório de Berlim, a cientista cultivou agrião sob uma iluminação artificial projetada para reproduzir a luz de uma anã do tipo K.

O resultado surpreendeu, uma vez que as plantas cresceram mais rapidamente e atingiram maior altura do que aquelas expostas à luz que simulava a radiação solar .

A descoberta sugere que a fotossíntese , processo responsável por sustentar grande parte das cadeias alimentares terrestres, também poderia ocorrer em planetas iluminados por essas estrelas. Segundo Vilović, os resultados indicam que a luz das anãs do tipo K merece atenção especial nas pesquisas sobre vida extraterrestre .

O experimento não comprova a existência de organismos fora da Terra, mas demonstra que a iluminação dessas estrelas pode sustentar o crescimento de plantas terrestres em condições controladas.

A busca por esses mundos depende da identificação de exoplanetas , planetas localizados fora do Sistema Solar, sobretudo aqueles situados na chamada zona habitável , onde as condições podem permitir água líquida na superfície.

Uma das próximas iniciativas será a missão Plato , da Agência Espacial Europeia (ESA) , com lançamento previsto para 2027. O telescópio espacial terá como objetivo identificar planetas potencialmente habitáveis , incluindo super-Terras que orbitam anãs do tipo K.

René Heller, que participa da missão, estima que o observatório possa encontrar alguns candidatos, possivelmente cerca de uma dúzia.

A investigação de suas atmosferas dependerá de outros instrumentos, como o Telescópio Espacial James Webb e o Extremely Large Telescope (ELT) , em construção no Chile, que terá um espelho principal de 39 metros.

Para a década de 2040, a Nasa também planeja o Habitable Worlds Observatory , destinado a ampliar a busca por planetas habitáveis e possíveis sinais químicos de vida.

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