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Em destaque: Meta fatura acima do esperado no 3º tri e cria ação sem voto para bancar corrida da IA

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 21 de outubro de 2026 às 21:50
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Em destaque: Meta fatura acima do esperado no 3º tri e cria ação sem voto para bancar corrida da IA
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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Meta fatura acima do esperado no 3º tri e cria ação sem voto para bancar corrida da IA Acordo de US$ 9,9 bi com estados americanos abala lucro e caixa termina no vermelho Meta: dona do Facebook, Instagram e Whatsapp divulgou balanço nesta quarta-feira (21) (Thomas Fuller/SOPA Images/LightRocket /Getty Images)

Publicado em 21 de outubro de 2026 às 17h56 .

Priorizar nos meus resultados Google A Meta faturou US$ 64,6 bilhões no 3º trimestre, alta de 26% e acima do teto da faixa projetada pela própria empresa O lucro por ação foi de US$ 3,83 , acima dos US$ 3,56 do consenso, mesmo com uma despesa de US$ 9,9 bilhões ligada ao acordo com estados americanos Os investimentos somaram US$ 34,9 bilhões , e o fluxo de caixa livre ficou negativo em US$ 2,1 bilhões A empresa vai criar uma nova classe de ações sem direito a voto , que poderá ser usada para captar recursos e fazer aquisições Para 2027, a Meta não divulgou uma projeção de investimentos e disse apenas que seguirá investindo de forma agressiva A Meta abriu a temporada de balanços das big techs com uma receita acima do que ela mesma havia projetado. A dona de Facebook, Instagram e WhatsApp faturou US$ 64,6 bilhões no 3º trimestre de 2026, alta de 26% em um ano, segundo números divulgados nesta quarta-feira, 21, após o fechamento do mercado em Nova York. O valor superou o teto do guidance (a faixa de projeção que a empresa divulga ao mercado), de US$ 61 bilhões a US$ 64 bilhões, e os US$ 63,3 bilhões esperados pelo consenso da Bloomberg.

Do lado de baixo do balanço, os números contam outra parte da história. Um acordo judicial bilionário cortou o lucro operacional pela metade, e o investimento em inteligência artificial consumiu todo o caixa gerado no trimestre.

A base de usuários também aumentou. Em média, 3,64 bilhões de pessoas acessaram diariamente ao menos um aplicativo do grupo em setembro, alta de 3%. Cada uma delas gerou, em média, US$ 17,72 em receita no trimestre, 23% mais que um ano antes. A linha de outras receitas dos aplicativos, que inclui mensagens pagas no WhatsApp e assinaturas, subiu 59%, para US$ 1,1 bilhão.

O Reality Labs, divisão de óculos e dispositivos de realidade virtual e aumentada, faturou US$ 443 milhões, queda de 6%, e teve prejuízo operacional de US$ 4,1 bilhões, 7% menor que um ano antes.

Os custos e despesas totais subiram 68% , para US$ 51,6 bilhões. Nessa conta está uma despesa de US$ 9,89 bilhões com o acordo fechado em agosto com 52 procuradores-gerais estaduais americanos para encerrar processos sobre saúde mental de adolescentes nas redes sociais. O acordo prevê pagamentos de até US$ 18,59 bilhões, e uma parte deles depende de YouTube e TikTok adotarem regras semelhantes.

Com isso, o lucro operacional caiu 37% , para US$ 13 bilhões, e a margem operacional encolheu de 40% para 20%. Sem a despesa do acordo, o lucro operacional teria sido de US$ 22,9 bilhões, alta de 11%.

Os gastos da operação também cresceram sem o efeito do acordo. As despesas com pesquisa e desenvolvimento subiram 32%, para US$ 20,1 bilhões. O custo da receita, que inclui servidores e data centers, avançou 45%, para US$ 13,4 bilhões. A depreciação e amortização (o custo dos equipamentos e prédios distribuído ao longo de sua vida útil) somou US$ 7,2 bilhões, alta de 44%. O número de funcionários caiu 15%, para 66.775.

O lucro líquido foi de US$ 9,86 bilhões , quase quatro vezes o de um ano antes. A comparação é distorcida porque, no 3º trimestre de 2025, a Meta registrou uma despesa contábil de US$ 15,9 bilhões em impostos ligada à reforma tributária americana. Sem esse efeito, o lucro daquele trimestre teria sido de US$ 18,6 bilhões.

Por ação, o lucro ficou em US$ 3,83 , acima dos US$ 3,56 projetados pela Bloomberg e dos US$ 3,79 do Bank of America. Sem a despesa com o acordo, seria de US$ 7,40, alta de 2% sobre os US$ 7,25 ajustados de um ano antes. A alíquota efetiva (a fatia do lucro que de fato vira imposto) foi de 24%, ou 17% sem o acordo.

O capex (investimento em bens como data centers, servidores e equipamentos) somou US$ 34,9 bilhões no trimestre, alta de 80% em um ano, mas abaixo dos US$ 41,7 bilhões projetados pela Visible Alpha. No ano, já são US$ 85,8 bilhões, 71% a mais que nos nove primeiros meses de 2025.

A geração de caixa das operações cresceu 9%, para US$ 32,8 bilhões, e não foi suficiente para cobrir o investimento. O fluxo de caixa livre (o que sobra do dinheiro gerado pelas operações depois dos investimentos) ficou negativo em US$ 2,1 bilhões , ante US$ 10,6 bilhões positivos um ano antes e US$ 784 milhões no 2º trimestre. É o único trimestre no vermelho entre os nove apresentados pela empresa.

A Meta terminou setembro com US$ 82,5 bilhões em caixa e aplicações financeiras e US$ 80,9 bilhões em dívida de longo prazo, ante US$ 58,7 bilhões em dezembro. No ano, captou US$ 24,9 bilhões com emissão de dívida. No trimestre, pagou US$ 1,4 bilhão em dividendos e não recomprou ações, ante US$ 3,3 bilhões em recompras um ano antes.

Junto com o balanço, a Meta anunciou a criação de uma classe C de ações , negociada em bolsa, mas sem direito a voto. Segundo a empresa, os papéis poderão ser usados para captar recursos, remunerar funcionários e fazer aquisições, diante da escala de investimento exigida pela disputa em IA.

Cada acionista receberá uma ação classe C para cada ação classe A ou B que possuir, a partir de janeiro de 2027. Depois da distribuição, a empresa espera que o preço da ação classe A reflita o efeito de um desdobramento de dois para um (quando cada ação vira duas e o preço se divide). A mudança não altera o poder de voto de nenhum acionista, e a empresa justifica a medida também como forma de manter Mark Zuckerberg no comando.

Para o 4º trimestre, a Meta projeta receita entre US$ 73 bilhões e US$ 76 bilhões , o que representa alta de 22% a 27% sobre o mesmo período de 2025. A projeção de despesas totais em 2026 subiu de US$ 165 bilhões a US$ 169 bilhões para US$ 175 bilhões a US$ 179 bilhões , para incorporar o custo do acordo.

A faixa de capex para 2026 foi estreitada de US$ 130 bilhões a US$ 145 bilhões para US$ 135 bilhões a US$ 145 bilhões . A projeção de investimentos para 2027, número mais aguardado pelo mercado, não veio. O consenso apontava cerca de US$ 193 bilhões. A empresa disse que ainda prepara o orçamento do próximo ano e que espera seguir investindo de forma agressiva no negócio principal e em IA. Para o Reality Labs, a Meta prevê prejuízo de US$ 18 bilhões a US$ 19 bilhões em 2026 e de cerca de US$ 15 bilhões em 2027.

Zuckerberg destacou o lançamento do Muse e do Muse Wonder, primeiros modelos de fronteira da empresa, e afirmou que os investimentos estão dando retorno. O balanço não traz números de receita ou assinantes do agente.

A ação da empresa sobe mais de 5% no after hours.

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