URGENTE
Voltar para a página inicial

Em destaque: Aprendeu a ler os outros antes de ler a si mesmo? As 6 lições de infância por trás da autoconfiança

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 28 de outubro de 2026 às 17:35
86.986 visualizações
Em destaque: Aprendeu a ler os outros antes de ler a si mesmo? As 6 lições de infância por trás da autoconfiança
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
Compartilhar:WhatsAppX / TwitterFacebook
Espaço Publicitário · topo

Anuncie sua marca e alcance milhares de leitores na região

Consulte formatos e valores disponíveis

Aprendeu a ler os outros antes de ler a si mesmo? As 6 lições de infância por trás da autoconfiança Coach que atendeu mais de 200 famílias diz que a reação dos pais ao erro reaparece na relação com chefes e amigos (Freepik)

Priorizar nos meus resultados Google Uma criança que aprende que ser “boa” é agradar aos outros corre o risco de ler o ambiente antes de aprender a ler a si mesma. A observação é da coach de parentalidade Reem Raouda, que diz ter trabalhado com mais de 200 famílias.

Em artigo publicado na CNBC Make It, ela lista seis lições que os pais de crianças confiantes e resilientes ensinam desde cedo, e nenhuma delas tem a ver com conquistas.

Segundo Raouda, essas mensagens não vêm em conversas solenes. São absorvidas no dia a dia, na forma como os adultos reagem quando a criança erra, discorda, decepciona ou se torna alguém diferente do que eles imaginavam. E não ficam na infância: a coach diz que elas pesam mais tarde na relação com amigos, parceiros e chefes.

A primeira lição é que o fracasso não altera quem a criança é para os pais. Os filhos observam o rosto dos adultos na hora da nota e percebem se eles ficam mais orgulhosos depois da vitória e mais distantes depois da derrota.

Quando um resultado ruim não muda esse olhar, a criança não precisa ter tanto medo de errar. O erro vira algo com que aprender, e não algo a esconder.

A segunda lição é que decepcionar alguém nem sempre significa ter feito algo errado. Se ser bom é agradar, a decepção dos outros passa a funcionar como prova de culpa.

Raouda sugere uma frase para os pais: “Alguém pode ficar decepcionado com a sua escolha, e ela ainda pode ser a escolha certa para você”. A confiança em si mesmo diante da discordância, segundo ela, faz diferença com amigos, parceiros e chefes.

Até rótulos positivos pesam. “Você é tão inteligente”, “você é o atleta”, “você é o responsável”. A criança pode entender que precisa continuar sendo aquilo. Uma nota mediana deixa de ser só uma nota, e ter dificuldade passa a parecer a perda de um pedaço de si.

A saída, para a coach, é olhar para o que sustentou a conquista, como a persistência diante da dificuldade. Separar o que alguém realiza de quem esse alguém é abre espaço para que ele seja mais do que aquilo em que é bom hoje.

A quarta lição é que dá para discordar, ou ficar com raiva, e continuar sendo amado. Os pais seguem decidindo e podem manter um limite sem se desconectar do filho.

Para Raouda, a criança não deveria ter de escolher entre ter voz e se sentir próxima. Quem aprende em casa que precisa abrir mão da própria opinião para manter a relação tende a ter mais dificuldade de dizer não em qualquer outro lugar.

O instinto dos pais é consertar, tranquilizar ou distrair. Às vezes, a criança precisa só ouvir: “Isso é difícil. Estou aqui”.

A quinta lição é que sentir-se mal não significa que algo está errado. Dá para sentir vergonha e seguir em frente, ficar nervoso e ainda assim entrar na sala. Atravessar o desconforto com alguém ao lado é como a criança descobre que dá conta.

A última lição responde a um mundo que mede tudo: notas, rankings e curtidas, e depois processos seletivos, ofertas de emprego e avaliações de desempenho. Lá fora, a pergunta será sempre o que a pessoa é capaz de fazer. Em casa, diz Raouda, a criança precisa saber que importa mesmo quando não há nada para celebrar.

As conquistas devem somar à vida, segundo a coach, e nunca ser o único motivo para alguém se sentir valioso.

A lista foi escrita para pais, mas também serve de espelho para adultos. Medir o próprio valor pelo último resultado, evitar discordar do gestor, tratar qualquer frustração como fracasso: são padrões que costumam ter origem antiga. Reconhecê-los é o primeiro passo para mudá-los.

O curso Autoconhecimento, do Na Prática, é 100% online e gratuito, com 5 horas de videoaulas curtas e atividades práticas. As aulas ajudam a identificar padrões de comportamento, revisitar a própria história, reconhecer pontos fortes e oportunidades de desenvolvimento e montar um plano inicial de desenvolvimento pessoal. O curso é conduzido por Stephanie Crispino, mentora e cofundadora do CHAMA Coletivo, e oferece certificado ao final.

Muitas das regras que guiam um adulto foram aprendidas antes que ele soubesse questioná-las.

Gabriella Montini mochilou pela Europa, fez MBA Executivo de Finanças na Saint Paul e hoje lidera na FCamara um time com colaboradora digital

Estudo revela desconhecimento de métricas básicas por executivos e reforça a necessidade de aperfeiçoamento contínuo no ambiente de negócios

#Brasil
Espaço Publicitário · meio texto

Anuncie sua marca e alcance milhares de leitores na região

Consulte formatos e valores disponíveis

Matérias Relacionadas