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Em destaque: Após eleição de Lula, Centrão recalcula rota e admite compor com o governo

Na campanha de segundo turno, quase todos os partidos apoiaram o senador do PL, mas já recalculam rota menos de 24 horas após a abertura das urnas e admitem com

Por Redatores da Empire Cidades 26 de outubro de 2026 às 19:44
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Em destaque: Após eleição de Lula, Centrão recalcula rota e admite compor com o governo
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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O resultado das eleições, com a vitória do presidente Lula (PT) com mais de 4 milhões de votos à frente de Flávio Bolsonaro (PL), surpreendeu a maior parte do Centrão. Na campanha de segundo turno, quase todos os partidos apoiaram o senador do PL, mas já recalculam rota menos de 24 horas após a abertura das urnas e admitem compor com o governo Lula.

O discurso é de que será preciso fazer um governo de coalizão, com a participação de outros partidos além da esquerda na Esplanada.

Como pano de fundo, há também o instinto de sobrevivência desses partidos, que temem perder espaço no Congresso diante do crescimento da bancada do P L. As cúpulas de partidos como Republicanos, MDB e PSD já conversam para tentar unificar a atuação do grupo após a eleição.

“Precisamos encontrar um caminho menos traumático para o país. O novo governo vai ter um cenário de antagonismo, mas eu espero que a gente consiga ir com maturidade”, afirma um senador do Centrão que apoiou Flávio durante a campanha.

Na mesma linha, o deputado Ricardo Barros (PP-PR) diz que Lula terá de negociar com esses partidos para garantir sustentabilidade no Congresso.

“Os partidos de Centro têm um DNA pela governabilidade, pelo compromisso de que o presidente eleito possa cumprir seu plano de governo, que foi aprovado nas urnas. Não vejo surpresa no que vai acontecer, que é a construção de uma maioria para sustentar o governo no nosso presidencialismo de coalizão”, afirma.

O deputado Ricardo Barros (PP-PR) defende que os partidos de centro possuem um 'DNA' da governabilidade — Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

Partidos como União Brasil, Republicanos – que apoiaram Flávio –, MDB e PSD emitiram nota após o resultado das eleições, parabenizando o presidente Lula pelo resultado.

“Reafirmo também nossa disposição de apoiar medidas e ações por um Brasil que cresça, gere empregos e reduza as desigualdades, em benefício de todos os brasileiros”, escreveu Antonio Rueda, presidente do União Brasil.

Em manifestação publicada nas redes sociais, o MDB diz que “é um momento em que a vontade popular se fez soberana”.

“Desejamos que ele tenha serenidade para governar o País em favor de TODOS sem exceção”, finaliza a nota do partido. Apesar de não fechar questão em favor de Flávio Bolsonaro, a maioria dos diretórios do MDB apoiou a reeleição do senador do PL.

Já Gilberto Kassab, presidente do PSD, escreveu em nota de reconhecimento à eleição de Lula ter a certeza de que “nossos parlamentares e governadores eleitos seguirão defendendo os bons projetos e manterão a relação republicana com o Governo Federal, em defesa do objetivo comum a todos nós, que é o desenvolvimento do Brasil e o bem-estar da nossa população”.

Na base de Lula, alguns parlamentares concordam que o governo precisará fazer um mandato menos petista, sinalizando para os outros partidos.

#Vitória#Política#Governo
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