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a conta a pagar (por Ricardo Guedes) — Lula IV

Lula tem duas contas a pagar: a financeira, do ajuste fiscal; e a política, no desenvolvimento econômico e social

Por Redatores da Empire Cidades 30 de outubro de 2026 às 13:04
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a conta a pagar (por Ricardo Guedes) — Lula IV
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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KEBEC NOGUEIRA /METRÓPOLES @kebecfotografo A primeira conta, a do equilíbrio fiscal, somente poderá ser feita com o ajuste fiscal, ou através da emissão de moeda com sérias consequências políticas e futuras para Lula e para o PT. Portanto, o ajuste fiscal será feito, para sair da armadilha em que o próprio governo se colocou. Lula deverá fazer o ajuste fiscal logo no início de seu governo, doa a quem doer. Como diz Maquiavel, positivamente, “que se faça o mal de uma só vez, e o bem paulatinamente”. Em sendo feito o ajuste fiscal, poderá então ser tentado algo na política econômica para os próximos anos.

A segunda conta, a do desenvolvimento econômico e social, será outra tarefa árdua para o governo. O Brasil não cresce desde 2010, com o PIB estancado na casa dos US$ 2,2 trilhões em dólares correntes, enquanto o mundo foi de US$ 67 trilhões para US$ 118 trilhões, Estados Unidos de US$ 15 trilhões para US$ 31 trilhões, União Europeia de US$ 15 trilhões para US$ 21 trilhões, China de US$ 6 trilhões para US$ 20 trilhões.

1. Governar com o centro político e econômico do país. Lula deve compor um governo amplo com o centro político e econômico do país. Não de cargos figurativos em Ministérios “para inglês ver”, mas na participação efetiva da condução da política econômica. Todas as lideranças políticas da direita já isolaram Flávio Bolsonaro e a sua família, em uma perspectiva autônoma de seus próprios interesses. Afinal, diz regra protocolar, o “Comandante de um navio que está afundando deve ser sempre o último a sair”, e não o primeiro a fugir, como fez Flávio Bolsonaro. O país tem que dar certo, na preservação de todos, de Lula, de seu governo, e também do PT, e demais partidos, para o bem geral.

Área Econômica do novo governo. O Ministério da Fazenda e a Área Econômica do governo devem ser compostos por pessoas competentes, não necessariamente partidárias, com visão de Brasil e de futuro. Lula tem que entender que o apoio que recebeu no 2º turno não foi um voto de apoio irrestrito, mas de rejeição à Flávio Bolsonaro e família em sua grande maioria. Pela primeira vez na história eleitoral do país, o incumbente foi eleito com avaliação negativa de seu governo. Lula tem que se mover para o centro e ter uma política econômica para todos.

3. Política econômica com uma nova demanda a uma nova oferta. Todos os países do mundo que experimentaram crescimento significativo da economia, uniram uma nova oferta com uma nova demanda. Assim foram nos Estados Unidos, após a Revolução Americana, na doação de glebas de terra e liberação das forças de mercado; no Brasil, com Juscelino Kubitschek. com a substituição das importações, processo de urbanização e formação de mercado; na China, recentemente, com a política de desenvolvimento tecnológico, reformas econômicas e processo de urbanização. No Lula I e II, Meirelles e Palocci uniram a nova demanda dos programas sociais sendo implementados com o credito subsidiado para as indústrias então ociosas devido à crise de 1998/99, levando o país de PIB de US$ 0,5 trilhão em 2002 para US$ 2,2 trilhões em 2010. No Lula III, a Área Econômica falhou. E o novo programa de governo tem que ser muito bem planejado e executado. Para uma média mundial de taxa de reinvestimento do PIB na economia de 26%, o Brasil reinveste hoje somente 17% de seu PIB. Itens, por exemplo, que podem e devem ser contemplados são a IA, indispensável para a sobrevivência tecnológica do país; e a Defesa Nacional, indispensável para o futuro próximo devido à nova configuração geopolítica dos países e escassez de recursos e de bens naturais, com a geração de novas redes de produção e de mercado.

Adicionalmente, segurança pública é também uma área de prioridade. Dados da ONU para 2021 mostram que o Brasil apresenta um índice de homicídios-ano por 100 mil habitantes de 32%, para média mundial de 6%.

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