Em destaque: Jair Bolsonaro pode sair da prisão no próximo ano com possível redução de pena pelo STF
Atualmente, a condenação de Jair Bolsonaro em regime fechado é de sete anos, e com uma eventual redução, esse período poderia cair para até dois anos e três mes

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Consulte formatos e valores disponíveisAlguns ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) pressionam o ministro Alexandre de Moraes para pautar a ação que reduz a pena do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Atualmente, a condenação de Jair Bolsonaro em regime fechado é de sete anos, e com uma eventual redução, esse período poderia cair para até dois anos e três meses, segundo advogados e jurídicos. Nesse cenário, o ex-mandatário poderia ser liberado da prisão em regime fechado em 4 de novembro de 2027.
Apesar da possibilidade, a análise depende da validação da Lei da Dosimetria pelo STF e da aplicação das novas regras ao caso do ex-presidente. Até o momento, a redução da pena não está garantida.
Após perder as eleições de 2022, Bolsonaro ficou 44 horas em silêncio Em 8 de janeiro de 2023, bolsonaristas invadiram e depredaram os Três Poderes em Brasília após meses pedindo intervenção militar. Segundo a PGR, 284 pessoas já foram condenadas pelo STF Em 9 de janeiro de 2023, Moraes ordenou a desocupação dos acampamentos golpistas nos quartéis. Bolsonaro seguia nos EUA, de onde só voltou em março Réus do núcleo 1 da trama golpista ocorrida durante o governo de Jair Bolsonaro começaram a ser ouvidos no STF em junho de 2025 A Polícia Federal passou a investigar a atuação de Jair Bolsonaro depois que o ex-presidente disse, em maio, ter enviado R$ 2 milhões para o filho permanecer nos Estados Unidos Moraes havia determinado no dia 25 de julho que Bolsonaro cumprisse medidas cautelares por indícios de obstrução no processo em que ele é réu por tentativa de golpe de Estado Desde o dia 18 de julho de 2025 Bolsonaro é obrigado a usar tornozeleira eletrônica; além disso, ele não poderia acessar as redes sociais e estava proibido de falar com o filho Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que está nos Estados Unidos Apesar disso, o senador Flávio Bolsonaro colocou o ex-presidente no viva-voz no telefone durante as manifestações deste domingo (3) Depois do viva a voz, o senador postou um vídeo de Bolsonaro enquanto ele fazia a ligação, com uma mensagem para os apoiadores: “Boa tarde, Copacabana. Boa tarde, meu Brasil. Um abraço a todos. É pela nossa liberdade. Estamos juntos”, disse Jair Bolsonaro
Três magistrados da Suprema Corte, ouvidos pela Folha de S.Paulo, avaliam que tomar uma decisão sobre a Lei da Dosimetria e pautar a redução da pena do ex-presidente pode reduzir o atrito entre o Supremo e o novo Senado. A partir de 2027, a Casa terá uma ampla maioria de parlamentares bolsonaristas, com pelo menos 49 senadores que defendem abertamente o impeachment de ministros da Corte.
Nesse contexto, a aplicação das novas regras estabeleceria uma perspectiva para o encerramento da prisão de Bolsonaro em regime fechado. Ao mesmo tempo, poderia enfraquecer iniciativas de anistia relacionadas aos crimes pelos quais ele foi condenado. Em decisões anteriores, o STF já estabeleceu que c rimes contra a democracia não podem ser perdoados por meio de anistia.
Aprovada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado, em dezembro de 2025, a Lei da Dosimetria (Lei nº 15.402/2026) sofreu vetos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e em abril deste ano, os parlamentares derrubaram os vetos e abriram caminho para a entrada em vigor da norma.
Apesar disso, a legislação ainda não foi aplicada. Em maio, Alexandre de Moraes suspendeu sua utilização e determinou que o plenário do STF analisasse primeiro o mérito das ações que questionam a constitucionalidade da regra. Na prática, os ministros precisam decidir se a lei está de acordo com a Constituição antes que ela possa servir de base para reduzir condenações.
Segundo magistrados ouvidos pela Folha de S.Paulo, a discussão precisa ser resolvida de maneira definitiva. Por isso, integrantes do Supremo devem pressionar Moraes a retirar o caso da “gaveta” e encaminhá-lo para votação dos demais ministros.
A análise também pode diminuir a pressão para que o tribunal avance rapidamente sobre a revisão criminal apresentada pela defesa do ex-presidente. Esse instrumento permite reexaminar uma condenação para verificar possíveis ilegalidades e, em determinadas situações, pode levar à anulação do julgamento.
Por enquanto, a redução da pena não está garantida. A possibilidade de Bolsonaro deixar o regime fechado no fim de 2027 depende da validação da Lei da Dosimetria pelo STF e da aplicação das novas regras ao caso do ex-presidente.
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