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veja 10 músicas de funk que podem ajudar na redação — Enem 2026

Com letras que retratam o cotidiano das periferias e questionam problemas da sociedade, o gênero oferece referências para discutir temas como desigualdade, raci

Por Redatores da Empire Cidades 27 de outubro de 2026 às 16:25
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veja 10 músicas de funk que podem ajudar na redação — Enem 2026
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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Divulgação O funk brasileiro vai além das pistas de dança e também pode ser uma fonte de repertório sociocultural para estudantes que estão se preparando para a redação do Enem 2026. Com letras que retratam o cotidiano das periferias e questionam problemas da sociedade, o gênero oferece referências para discutir temas como desigualdade, racismo, violência, educação e direitos sociais.

Músicas como “Não Foi Cabral”, de MC Carol, e “Favela Pede Paz”, de MC Hariel com MC Neguinho do Kaxeta e MC Lelê JP, mostram como o funk pode abordar questões históricas e sociais. Há também canções que discutem o machismo, a discriminação racial e a valorização de manifestações culturais que enfrentam preconceito.

Pensando nisso, o Jornal da Paraíba reuniu dez músicas de funk que podem ser utilizadas como repertório sociocultural na redação. As referências podem ajudar a introduzir uma discussão, exemplificar um problema ou fortalecer um argumento, desde que sejam relacionadas ao tema proposto.

No Enem, a Competência II avalia a compreensão da proposta, o desenvolvimento do tema e o uso produtivo de conhecimentos de diferentes áreas. Por isso, não basta citar uma música: é necessário explicar a mensagem da letra e mostrar como ela contribui para a argumentação.

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A canção pode ser relacionada a temas como desigualdade social, direito à cidade, segurança pública, segregação urbana e estigmatização das periferias. Em uma proposta sobre os desafios para garantir a segurança e a qualidade de vida nas cidades brasileiras, o estudante pode utilizar a música para discutir o direito de todos os cidadãos de viver em espaços seguros, independentemente de sua condição social ou local de moradia.

A referência também permite questionar a associação automática entre favela e criminalidade. Para desenvolver o argumento, o candidato pode destacar a importância de políticas públicas que ampliem o acesso à educação, à cultura, ao lazer, ao saneamento básico e à segurança, considerando as necessidades dos moradores dessas comunidades.

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A música pode ser relacionada a temas como violência urbana, desigualdade social, direito ao lazer e vulnerabilidade das populações periféricas. O exemplo de Silva permite discutir como a violência limita o acesso à segurança e a atividades de convivência e entretenimento. Na redação do Enem, o candidato pode usar a obra para contextualizar o problema e, em seguida, desenvolver argumentos com dados, fatos ou referências complementares.

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A canção pode ser relacionada a temas como racismo, preconceito cultural, desigualdade de acesso à cultura e criminalização de manifestações artísticas periféricas. O estudante pode argumentar que o reconhecimento de uma expressão cultural não deveria depender da origem social de seus criadores ou do território em que surgiu.

A referência também ajuda a discutir como estereótipos podem influenciar a maneira como determinados grupos e suas produções são tratados pela sociedade.

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A canção pode contribuir para temas como violência de gênero, machismo, autonomia feminina, desigualdade no mercado de trabalho e educação para a igualdade. Em uma proposta sobre os desafios para combater a violência contra a mulher, o estudante pode relacionar a música à importância de ações educativas, redes de acolhimento e mecanismos de proteção.

A referência ganha força quando o candidato explica como padrões culturais podem contribuir para a reprodução da desigualdade e por que o enfrentamento do problema exige ações coletivas.

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Pode ser relacionada a temas como racismo estrutural, violência contra mulheres negras, representatividade política, direitos humanos e liberdade de expressão. A música permite discutir as barreiras enfrentadas por grupos historicamente excluídos dos espaços de poder.

Em uma redação sobre a desigualdade na representação política, por exemplo, o estudante pode usar a referência para introduzir o debate sobre a importância de ampliar a participação de diferentes grupos nas instituições democráticas.

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A canção pode ser utilizada em temas sobre violência urbana, juventude, desigualdade de oportunidades, segurança pública e acesso à cultura. O estudante pode argumentar que o enfrentamento da violência exige mais do que medidas repressivas: também envolve educação, formação profissional, lazer e políticas de inclusão social.

A referência ajuda a mostrar como a realidade das periferias pode ser retratada por quem vive ou conhece de perto esses territórios. Para desenvolver o argumento, é importante relacionar a letra a fatores sociais concretos, sem reduzir a violência a uma única causa.

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A referência pode ser relacionada a temas como educação, valorização do conhecimento, influência da mídia e consumo de conteúdo nas redes sociais. Em uma proposta sobre os desafios para promover a educação crítica, o estudante pode discutir como a circulação de informações e os critérios de visibilidade nas plataformas influenciam o debate público.

É importante não usar o trecho para desqualificar manifestações culturais ou artísticas. O argumento deve se concentrar na crítica apresentada pela música e explicar de que maneira ela se conecta ao problema discutido.

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Pode ser relacionada a temas como juventude, projetos de vida, saúde emocional, religiosidade e superação de dificuldades. Em uma proposta sobre os desafios enfrentados por jovens em contextos de vulnerabilidade, o estudante pode discutir o papel das redes de apoio, dos vínculos comunitários e das oportunidades educacionais.

A referência deve ser utilizada com cuidado para não atribuir exclusivamente ao esforço individual a responsabilidade por superar problemas sociais. A persistência pode ser importante, mas precisa ser analisada junto às condições concretas de vida e às oportunidades disponíveis.

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A música pode contribuir para temas como preconceito territorial, direito à cidade, identidade cultural e combate aos estereótipos sociais. O estudante pode argumentar que a representação das periferias precisa considerar tanto os desafios estruturais quanto as formas de organização, criatividade e produção cultural de seus moradores.

A referência também permite discutir a importância de políticas públicas que garantam acesso a serviços, infraestrutura, lazer e cultura sem discriminação pelo local de moradia.

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A canção pode ser relacionada a temas como educação, ensino de História, valorização dos povos indígenas, racismo e preservação da memória histórica. Em uma proposta sobre os desafios para reconhecer a diversidade cultural brasileira, o estudante pode argumentar que o ensino de História precisa contemplar diferentes perspectivas e dar visibilidade aos grupos que foram marginalizados ao longo do tempo.

A música também pode servir como ponto de partida para discutir a importância de revisar narrativas históricas sem substituir a análise dos fatos por simplificações.

As músicas podem ajudar a introduzir um tema, exemplificar uma situação ou reforçar um argumento. Para que a referência seja produtiva, porém, é necessário mostrar que ela contribui para a discussão proposta.

As dez canções mostram que o funk pode abordar diferentes dimensões da realidade brasileira, da desigualdade nas cidades ao racismo, da violência de gênero à valorização da cultura periférica.

Na redação do Enem, o mais importante é utilizar a referência de forma contextualizada. Quando o estudante explica a relação entre a música e o tema, demonstra capacidade de mobilizar conhecimentos culturais para construir uma argumentação consistente.

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