Em destaque: Política Política | 27 de outubro, 16h36 PF aciona autoridades argentinas após suspeita de saída de Flávio Bolsonaro do Brasil Política | 27 de outubro, 16h36
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Consulte formatos e valores disponíveisA Polícia Federal (PF) acionou autoridades argentinas nesta terça-feira (27) para apurar informações de que o senador Flávio Bolsonaro (PL), derrotado na eleição presidencial, teria cruzado a fronteira com a Argentina e planejado seguir para os Estados Unidos em um avião particular. O governo argentino, no entanto, negou que o parlamentar tenha entrado no país, e não há confirmação de que ele tenha deixado o Brasil.
A suspeita foi divulgada pelo jornal argentino Infobae, que noticiou uma suposta travessia da fronteira com o uso de identidade falsa. Segundo a publicação, Flávio teria seguido para Puerto Iguazú, na província de Misiones, de onde partiria em um voo privado com destino aos Estados Unidos.
Fontes da Polícia Federal confirmaram o acionamento das autoridades argentinas para verificar a informação. Segundo apuração da Jovem Pan, até o momento, não havia registro da passagem do senador por postos regulares de controle migratório brasileiros.
Em declaração à agência Bloomberg nesta terça-feira, o porta-voz da Presidência argentina, Fabián Fernández, afirmou que Flávio Bolsonaro não entrou em território argentino. Ele também negou que um voo com as características divulgadas pela imprensa local tenha decolado em direção aos Estados Unidos.
O Infobae informou que a aeronave partiria de Puerto Iguazú às 2h desta terça-feira, pelo horário local. O veículo identificou o avião como um Gulfstream G400, de matrícula LV-JQW, pertencente à empresa Baires Fly S.A. Segundo o jornal, a companhia havia solicitado procedimentos de alfândega e imigração para quatro passageiros e três tripulantes. As informações, porém, não comprovam que o senador estivesse entre os passageiros nem que o embarque tenha ocorrido.
O senador Rogério Marinho (PL), coordenador da campanha de Flávio, também negou a informação sobre a suposta saída do parlamentar do Brasil.
A suspeita surgiu após Flávio Bolsonaro informar, na segunda-feira (26), que havia sido intimado a entregar seus passaportes à Polícia Federal. A determinação foi feita pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que também proibiu o senador de deixar o Brasil.
A decisão foi tomada na noite de domingo (25), após a derrota de Flávio para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno da eleição presidencial. A ordem estabeleceu prazo de 24 horas para a entrega dos passaportes comum e diplomático. O senador também foi proibido de manter contato com o advogado Willer Tomaz, investigado no mesmo procedimento.
Em vídeo publicado nas redes sociais na segunda-feira, Flávio afirmou que cumpriria a determinação judicial, mas contestaria a decisão. “Eu vou entregar os meus passaportes e vou me defender dessa aberração, que é uma clara tentativa de me intimidar”, declarou.
Na sexta-feira (23), o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, irmão do senador, havia sugerido, durante participação em um podcast norte-americano, que Flávio deixasse o Brasil caso fosse derrotado na eleição.
A declaração passou a ser mencionada no contexto das notícias sobre a suposta saída do parlamentar do país. Até o momento, no entanto, não há confirmação de que Flávio Bolsonaro tenha cruzado a fronteira com a Argentina ou embarcado no avião mencionado nas reportagens.
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