“última vez foi parar na cadeia” — Deltan alfineta Lula ao assumir análise de documentos
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Consulte formatos e valores disponíveisO ex-procurador da República Deltan Dallagnol (Novo-PR), que ganhou projeção nacional com a Operação Lava Jato, voltou a fazer referência à prisão de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao comentar sua nova missão na campanha de Flávio Bolsonaro (PL). Escolhido para examinar documentos financeiros do presidente e de pessoas ligadas a ele, Dallagnol afirmou nesta quinta-feira (22) que a última vez em que realizou uma análise semelhante terminou com o petista atrás das grades.
“A última vez que eu fiz isso, Lula foi parar na cadeia”, disse o ex-procurador durante entrevista a jornalistas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A declaração ocorreu após a campanha de Lula aceitar as 19 exigências apresentadas por Flávio Bolsonaro para a abertura de sigilos bancários, fiscais e telefônicos. Apesar da concordância, Dallagnol afirmou que os documentos necessários para a verificação ainda não haviam sido entregues. Para ele, aceitar as condições não é o mesmo que fornecer os dados para análise.
A equipe do candidato do PL defende que a análise alcance quase toda a trajetória de Lula na Presidência, incluindo o período iniciado em 2003, quando o petista assumiu seu primeiro mandato. A exigência já constava da petição protocolada pela campanha na quarta-feira (21), portanto não foi apresentada como novidade nesta quinta.
Dallagnol argumentou que a verificação deve permitir esclarecer se houve enriquecimento relacionado ao exercício de funções públicas.
“O desafio foi lançado e o desafio foi aceito. Eu acho que o que o povo brasileiro quer saber é se os candidatos que se colocam nessa reta final da campanha, se eles em algum momento se enriqueceram com a máquina pública”, afirmou.
O ex-procurador também questionou a possibilidade de limitar o levantamento aos oito anos correspondentes ao período de Flávio Bolsonaro no Senado. Na avaliação dele, o recorte seria insuficiente para examinar o histórico de Lula.
“Por isso que nós pedimos que o sigilo não seja de oito anos. Oito anos é o mandato de senador do candidato Flávio Bolsonaro. Nós precisamos dar um passo um pouco além, porque afinal de contas o Lula está no poder há quase 20 anos”, declarou.
A referência feita pelo ex-procurador remete à sua participação na força-tarefa da Lava Jato em Curitiba. As investigações resultaram na condenação de Lula, que ficou preso por 580 dias, entre abril de 2018 e novembro de 2019.
Em 2021, porém, o Supremo Tribunal Federal (STF) anulou as condenações relacionadas aos processos da Lava Jato em Curitiba por entender que a 13ª Vara Federal de Curitiba não tinha competência para julgá-los. A Corte também reconheceu a parcialidade do então juiz Sergio Moro no processo do tríplex do Guarujá (SP).
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