Região: Um governo diferente (por Mirian Guaraciaba)
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Consulte formatos e valores disponíveisRicardo Stuckert Luíz Inácio Lula da Silva, o maior líder político da história do Brasil, 82 anos, completados nessa terça, 27, à frente de seu quarto mandato na Presidência da República, mereceu cada grito, cada bandeira, cada aceno, cada súplica, na fantástica campanha de rua e digital desse segundo turno. Não houve nada parecido no mundo nas últimas décadas.
O Brasil decente e justo, que elegeu Lula com seus 64.256.232 votos, merece Lula. Humanista. Luminar. Sábio. O Brasil honrado merece seu brilho e sua sabedoria. Não, certamente, nem todos que seguiram a seita bolsonarista são dignos de repulsa. Podem ter sido enganados. E a hora é de diálogo.
Com certeza, à esta altura de sua história extraordinária, Lula não precisaria encarar um adversário mequetrefe, como ele mesmo diz. Vê-lo submetido a debates com um sujeito desqualificado, mentiroso, embusteiro, farsante, dissimulado, doeu na alma. Juro. Fez chorar.
Esse adversário moleque, craque em ataques abaixo da linha da cintura, não ficou pra ver. Picou a mula, covarde. Deu uma banana no melhor estilo “Vale Tudo” para 59.826.041 eleitores que, absurdamente, acreditaram em suas mentiras deslavadas.
Para os braços de Donald Trump. O “patriota” fará campanha contra o Brasil, bem ao jeito Bolsonaro. Disse tantos disparates e mentiras durante a disputa presidencial. Imaginemos o que dirá e fará contra o Brasil nos EUA?
A trajetória de Lula, que tirou o País do mapa da fome por duas vezes, é maior que a soma de todos históricos dos que se arriscaram a disputar em 2026 com o líder, ou estiveram ao lado do filho do inominável, o fujão.
Sem oposição dos Bolsonaro que faça sombra – Jair, preso, Flavio e Eduardo, fugitivos – mas com um Congresso forte na direita e extrema direita, Lula terá trabalho para fazer o “governo diferente” que prometeu, seja o que isso signifique.
Mais trabalho terá para construir novas lideranças de esquerda. Não substitutos. Lula, só um. Em abril de 2018, num discurso histórico em frente ao Sindicato dos Metalúrgicos, pouco antes de ser preso pela Policia Federal, Lula, que nunca fugiu à sua responsabilidade, disse que não era mais um ser humano. “Sou uma idéia, misturada à ideia de vocês”. “Tem milhões de Lulas andando por aí. E, saibam, idéias não morrem”.
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