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Fique por dentro: Flávio fugiu, abandonou 60 milhões de eleitores e narrativa de perseguição é para convertidos

Surfam nesse discurso para manter vivo o fanatismo cego de parte de seus eleitores e transformar qualquer questionamento em perseguição.Flávio virou as costas p

Por Redatores da Empire Cidades 28 de outubro de 2026 às 14:05
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Fique por dentro: Flávio fugiu, abandonou 60 milhões de eleitores e narrativa de perseguição é para convertidos
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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Foto/Reprodução Os deputados paraibanos Cabo Gilberto (federal), Nilvan Ferreira, Walber Virgolino e Fábio Lopes (estaduais) abraçaram a narrativa de que Flávio Bolsonaro está sendo perseguido politicamente e, por isso, foi para os Estados Unidos após a derrota eleitoral do último domingo. Balela. Surfam nesse discurso para manter vivo o fanatismo cego de parte de seus eleitores e transformar qualquer questionamento em perseguição.

Flávio virou as costas para a Justiça, que pode e deve ser questionada, e para os quase 60 milhões de eleitores que acreditaram que o 01, ganhando ou perdendo a eleição, encabeçaria um projeto de mudança.

Deveria ficar no Brasil para provar sua inocência. Tem apoio popular, um Congresso com forte presença da oposição, antipetismo e antilulismo ainda vivos, além de um sentimento de mudança que segue forte. Há também um governo que não conseguiu oferecer esperança a parcelas das classes C e D e um STF cuja credibilidade é alvo de questionamentos.

E mais: Flávio conta com três parentes no Congresso Nacional — dois irmãos e uma madrasta. Um cenário que oferece espaço político de sobra para fazer oposição, defender mudanças e barrar projetos do governo.

Mas Flávio parece ter colocado os próprios interesses acima da responsabilidade política. Investigado por suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas, deixou o país em vez de permanecer aqui e enfrentar os questionamentos. Se é inocente, como sustenta, tem a oportunidade de demonstrar isso.

É a velha cartilha do bolsonarismo radical: tudo é culpa do inimigo, toda investigação é perseguição e toda derrota vira conspiração.

Se ganhasse a eleição, como se esperava, eliminaria todos os inimigos da política, do STF, do legislativo com facilidade.

Derrotado, a forma de eliminá-los daria mais trabalho, iria exigir esforço do diálogo, argumentação, negociação, debate, comportamentos que o bolsonarismo já demonstrou não ter. E que a direita do Brasil, quando não era dominada pela família, tinha.

#Cidades#Belém
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