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Região: Mulheres que viajam sozinhas impulsionam...

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 29 de outubro de 2026 às 23:30
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Região: Mulheres que viajam sozinhas impulsionam...
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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Viajar sozinha já faz parte da realidade de milhões de mulheres brasileiras e tem levado o setor de turismo a repensar serviços, roteiros e experiências. A busca por autonomia, liberdade e novas vivências movimenta esse segmento, mas a segurança continua sendo um dos principais fatores na escolha dos destinos.

Um levantamento do Ministério do Turismo, realizado em parceria com a UNESCO na pesquisa "Mulheres que Viajam Sozinhas", aponta que 40% das brasileiras entrevistadas já viajaram desacompanhadas algumas vezes, enquanto 31,4% afirmam fazer isso com frequência. Apenas 4,6% declararam nunca ter realizado uma viagem solo pelo Brasil.

Os dados também mostram que viajar sozinha envolve diferentes motivações. O lazer aparece em 72,6% das respostas, seguido pela busca por independência e liberdade (65,1%) e pelo autoconhecimento (41,4%). As viagens profissionais representam 37,6%, enquanto 34,7% das entrevistadas mencionam visitas a familiares e amigos.

As preferências das viajantes mostram que a experiência proporcionada pelo destino tem papel importante nas decisões de viagem.

Segundo o levantamento, as atividades culturais são procuradas por 68,3% das entrevistadas. O ecoturismo aparece em seguida, com 64,2%, enquanto as experiências gastronômicas são mencionadas por 30,1%.

O Sudeste apresenta o maior percentual regional de mulheres que já viajaram desacompanhadas, com 72,9%, seguido pelo Nordeste (66,3%), Sul (50,3%), Centro-Oeste (37,3%) e Norte (29,5%).

O perfil identificado pela pesquisa também revela diversidade entre as participantes. A faixa etária de 35 a 44 anos representa 34,6% das entrevistadas, e 67,7% não têm filhos.

Entre as participantes com filhos, 17,7% são mães de uma criança, 13,1% de duas, 3,9% de três e 1% têm mais de três filhos. Para esse grupo, a organização dos deslocamentos pode envolver desafios adicionais.

Apesar do interesse pelas viagens individuais, a preocupação com a segurança continua limitando os deslocamentos de parte das brasileiras.

De acordo com a pesquisa, seis em cada dez entrevistadas já desistiram de uma viagem por receio da violência. Além disso, 60,6% relataram ter vivenciado alguma situação que provocou sensação de insegurança durante uma viagem desacompanhada.

Os riscos mencionados não se restringem à violência física. Furtos, golpes e fraudes contra turistas também estão entre as preocupações, especialmente pela possibilidade de perda de documentos, celulares e cartões durante os deslocamentos.

Para Vittória Gabriela, fundadora da Dona Meu Destino, comunidade que reúne quase um milhão de seguidores nas redes sociais, a preparação é fundamental para ampliar a autonomia das mulheres que desejam viajar.

"Existe uma ideia de que viajar sozinha exige coragem, quando, na prática, exige preparação", afirma.

A plataforma reúne informações, orientações e experiências compartilhadas por mulheres que desejam desenvolver confiança para dirigir e viajar de maneira independente.

Segundo Vittória, muitas dúvidas apresentadas pelas participantes não estão relacionadas à escolha dos destinos, mas à capacidade de enfrentar situações inesperadas ao longo do percurso.

"Percebemos que a mulher não procura apenas um roteiro de viagem, mas a confiança necessária para viajar sozinha. Por isso, investimos fortemente em orientação e planejamento. Informação qualificada sobre o destino, organização da viagem e preparação reduzem incertezas, minimizam a exposição a imprevistos e dão à viajante mais autonomia e segurança."

Os de mulheres que nunca trocaram um pneu, não dirigiram por mais de 100 quilômetros ou sempre dependeram de outras pessoas para realizar viagens rodoviárias.

O aumento das viagens individuais também representa um desafio para hotéis, empresas de transporte, operadoras e destinos turísticos.

Na avaliação de Vittória Gabriela, o setor precisa considerar as necessidades desse público em diferentes etapas da viagem, desde o planejamento até o atendimento no destino.

"Quando uma mulher decide viajar sozinha, ela muda a própria história. Quando milhões fazem o mesmo, elas transformam o turismo e influenciam a economia. Por isso, cada vez mais, o setor também precisa responder a esse comportamento, já que elas procuram destinos onde se sintam acolhidas e seguras, hospedagens preparadas e serviços que compreendam esse perfil de viajante. É um movimento que acaba influenciando todo o mercado", afirma.

A pesquisa do Ministério do Turismo também identifica demandas relacionadas à segurança e ao acolhimento das viajantes.

Entre elas estão hospedagens com protocolos claros de segurança, opções de transporte confiáveis, maior presença feminina em funções de atendimento, como recepcionistas, guias e motoristas, e acesso a informações sobre trajetos seguros.

Redes de apoio e troca de experiências entre mulheres também aparecem como recursos importantes para o planejamento das viagens.

O planejamento prévio é uma das principais recomendações apresentadas no material para reduzir riscos e tornar as viagens individuais mais tranquilas.

Para Vittória, a troca de experiências entre mulheres ajuda a fortalecer a confiança de quem deseja realizar a primeira viagem individual.

"O mais interessante é que muitas mulheres chegam à comunidade dizendo que sonham em fazer uma viagem solo e, alguns meses depois, voltam compartilhando fotos da estrada, indicando destinos e incentivando outras mulheres a viver essa experiência. Esse efeito de rede é um dos resultados mais bonitos que acompanhamos. Quando uma mulher percebe que outra conseguiu, ela entende que também é capaz", relata.

Para as mulheres que pretendem viajar dirigindo, Vittória Gabriela recomenda uma verificação básica do veículo e a organização antecipada do trajeto.

"Conhecer o básico sobre o próprio carro não significa ser mecânica. Significa saber identificar quando algo está fora do normal e evitar que um pequeno problema se transforme em um grande contratempo na estrada. Quanto mais preparada a motorista estiver, mais tranquila será a viagem", orienta Vittória.

Outra recomendação é manter números de emergência salvos no celular antes de iniciar o deslocamento.

Mais informações e experiências compartilhadas pela comunidade Dona Meu Destino podem ser encontradas no.

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