Região: Edgard Corona, fundador da Smart Fit, revela estratégia para crescer e se reinventar
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Consulte formatos e valores disponíveisA capacidade de identificar mudanças no comportamento dos consumidores e adaptar o modelo de negócios antes de perder espaço para a concorrência foi um dos principais fatores que levaram o empreendedor Edgard Corona a transformar uma rede de academias criada há 30 anos no maior grupo de fitness da América Latina: a Smart Fit ( SMFT3 ). “O empresário precisa sempre estar atento e pronto para mexer no seu negócio quando for necessário”, afirmou Corona nesta quinta-feira (29), durante palestra no G4 Valley, evento realizado no São Paulo Expo, na capital paulista.
A recomendação resume uma estratégia que o empresário começou a desenvolver em 1996, quando fundou a Bio Ritmo, e que ganhou força à medida que o mercado de academias passava por transformações. Ao perceber que uma parcela crescente dos consumidores buscava academias mais acessíveis e serviços funcionais, Corona decidiu apostar em um novo modelo. Em 2009, nasceu a Smart Fit, rede que ampliou o acesso às academias e se tornou o principal motor de expansão do grupo.
Dez anos depois, em 2019, a estratégia de diversificação avançou com a criação da TotalPass, plataforma de benefícios corporativos que permite aos trabalhadores acessar academias e outros serviços de bem-estar. O resultado apareceu nos números. Ao final de 2025, o grupo reunia 34 unidades da Bio Ritmo e 2.048 academias Smart Fit espalhadas pelo mundo. Por meio da TotalPass, sua atuação alcançava mais de 49 mil academias parceiras.
Mais do que ampliar a quantidade de unidades, a estratégia permitiu ao grupo atuar em diferentes segmentos do mercado, combinando academias próprias com uma plataforma de acesso a estabelecimentos de terceiros.
Para Corona, entretanto, identificar uma oportunidade de mercado não é suficiente para garantir o sucesso de um empreendimento. É necessário transformar a ideia em um projeto consistente, com objetivos claros e responsabilidades definidas. “Mas para chegar a um bom resultado, todo o projeto precisa responder três perguntas: para quem eu vou fazer isso; quem vai fazer, e o que vai fazer. Sem isso, fica mais difícil”, afirmou.
As perguntas, aparentemente simples, traduzem três decisões fundamentais para qualquer negócio, como identificar o público que se pretende atender, definir quem será responsável pela execução e estabelecer o que efetivamente será oferecido.
Na avaliação do empresário, outro elemento essencial é a disposição para aprender continuamente. Isso inclui buscar conhecimento em livros, acompanhar concorrentes e observar experiências de empresas de outros países. O objetivo não é apenas reproduzir modelos bem-sucedidos, mas compreender as tendências que podem transformar o setor e antecipar mudanças no comportamento dos consumidores.
A expansão de uma empresa também depende, segundo Corona, de um modelo de gestão capaz de acompanhar seu crescimento. À medida que o negócio ganha escala, concentrar todas as decisões na liderança pode comprometer a agilidade e reduzir o envolvimento dos profissionais com os resultados. Por isso, o empresário defende uma gestão consistente, com participação das equipes nas decisões e maior autonomia para os colaboradores. “Sobreviver, crescer e perpetuar não se faz controlando tudo do topo, mas garantindo que cada um aja como se fosse o dono”, afirmou.
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