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Região: Ambev em campo

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 28 de outubro de 2026 às 09:20
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Região: Ambev em campo
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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Ambev em campo Com estratégia fundamentada em diversificação do portfólio, empresa comemora os resultados do ano e já mira os projetos de 2027, que incluem a copa feminina de futebol Daniel Wakswaser, vice-presidente de Marketing da Ambev (Ambev/Divulgação)

Priorizar nos meus resultados Google No pós-treino, em um festival, no happy hour ou no almoço de domingo, a Ambev quer estar em todas as ocasiões de socialização dos brasileiros. Para isso, a companhia tem diversificado o portfólio, buscando atender a hábitos tradicionais e novas formas de consumo. O desafio, no entanto, é entender o comportamento dos consumidores enquanto mede o impacto dos lançamentos nas vendas. Em 2025, o balanço anual mostrou queda de 4,5% no volume de cerveja vendido pela companhia no Brasil. A receita líquida da categoria, no entanto, permaneceu praticamente estável, em 40,2 bilhões de reais.

Em 2026, os indicadores voltaram a crescer. O portfólio, reforçado com marcas premium, cervejas zero álcool e novos sabores, ajudou: no primeiro trimestre, o volume vendido pela Ambev avançou 1,2% na comparação anual; no segundo, a alta chegou a 5%. Nos resultados consolidados, a receita líquida subiu 8,1% no primeiro trimestre e 6,1% no segundo, enquanto o lucro líquido reportado cresceu 2,1% e 24,5%, respectivamente, ante os mesmos períodos de 2025.

“Tem sido um ano muito especial”, diz Daniel ­Wakswaser, vice-presidente de Marketing da Ambev. O ano de 2026 ainda não terminou, mas, segundo Waks, a empresa está “superanimada” com os projetos de 2027, que incluem a Copa do Mundo Feminina de Futebol no Brasil e a entrada da Stella Artois na Champions League.

Um ano de Copa do Mundo é sempre especial, porque temos a oportunidade de fazer coisas incríveis. A Brahma tem uma relação histórica com o futebol, e ainda assim encontramos um ângulo novo para explorar. Diante da descrença dos brasileiros com a seleção, lançamos “Tá Liberado Acreditar”. Trabalhamos o tema de dezembro até a eliminação do Brasil na Copa. Mesmo com o resultado em campo, temos orgulho de ter levado otimismo ao país. Depois, mantivemos a conexão com o futebol nacional em campanhas e promoções de alto engajamento. Em um ano em que se fala tanto de inteligência artificial, é um orgulho ver ideias criativas mobilizarem tanta gente.

O que orienta os lançamentos que chegam ao mercado?

Aprendemos a construir um portfólio de marcas complementares, com preços, posicionamentos e ocasiões de consumo distintas. Não basta liderar o mercado: queremos desenvolver a categoria de cerveja no Brasil. Com uma marca de posicionamento claro e ocasião de consumo definida, fica mais fácil inovar. A Spaten, por exemplo, tem uma história ligada ao pioneirismo cervejeiro. Queríamos conectar essa herança a uma novidade associada à força. Assim surgiu a Spaten Pro. O produto ainda é uma aposta, mas está crescendo bastante. Um dado do Zé Delivery nos chamou a atenção: 50% de quem comprou a bebida não consumia cerveja. Isso exemplifica a diferença entre disputar participação de mercado e desenvolver a categoria.

O que vocês observam no comportamento de consumo dos brasileiros?

As pessoas querem cuidar do corpo sem abrir mão do prazer. Vejo pessoas do universo da corrida consumindo Michelob Ultra, por exemplo, porque tem 80% menos carboidratos e se encaixa melhor na rotina de treinos. É sobre ter mais equilíbrio. Mas, no Brasil, o consumo de cerveja também continua muito associado à socialização nos fins de semana.

Os jovens também querem socializar, e isso passa por grandes eventos. Por isso, investimos cada vez mais em megaplataformas. A Budweiser está ligada à NFL e ao Tomorrowland; a Brahma, ao futebol, ao sertanejo e ao Carnaval; e a Stella Artois, ao tênis e, agora, à Champions League. Essas plataformas nos aproximam de momentos relevantes para públicos diferentes. Também percebemos que outros perfis de sabor atraem os jovens. A Beats, que tem uma proposta mais doce, tem uma proporção de consumidores jovens acima da média. O mesmo acontece com Flying Fish e Brutal Fruit.

A inovação também aparece nas marcas sem álcool?

Temos um portfólio forte de bebidas não alcoólicas, em que muitas tendências surgem primeiro. O ­Guaraná Antarctica, por exemplo, ganhou uma versão com fibras no ano passado. A marca tem uma história de décadas com o futebol feminino. Por isso, a Copa do Mundo Feminina de Futebol no Brasil será uma oportunidade relevante.

Falando no evento, como a Ambev pretende aproveitar a Copa do Mundo Feminina no Brasil?

Sediar uma Copa é uma oportunidade especial para mostrar o Brasil ao mundo. Somos um povo que recebe bem, e nossas marcas podem apresentar aspectos únicos da cultura, como a tradição do boteco e a socialização fora de casa. O Guaraná Antarctica deve liderar as iniciativas com a Seleção Feminina. A Brahma também tem forte conexão com o futebol, enquanto a Michelob Ultra é uma das grandes patrocinadoras globais do torneio. Queremos apresentar experiências que fazem parte da nossa identidade cultural.

O que a parceria com a Champions League representa para a Stella Artois?

A Champions League é uma das competições mais prestigiadas do futebol mundial. Queremos liderar essa plataforma com a Stella Pure Gold, conectando o campeonato às tendências de consumo equilibrado e à proposta da marca. Nosso objetivo é ressignificar a relação entre cerveja e futebol, mostrando que ela também pode envolver sofisticação, glamour e novas experiências.

Você falou sobre desenvolver a categoria. Qual é a ambição da Ambev para os próximos anos?

Somos uma empresa muito orientada por números, mas, além de metas específicas, nos move a ambição de construir algo maior. Em 2027, queremos mostrar que a categoria de cerveja é maior do que a percepção tradicional do consumidor. Queremos marcas com papéis diferentes, para que cada pessoa encontre uma opção para cada momento. Nosso objetivo é ampliar o que a cerveja pode ser e usar nossas marcas para aproximar as pessoas.

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