Voltar para a página inicial

Por que a abstenção teve queda no 2º turno de 2026? Veja os números pelo Brasil

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 29 de outubro de 2026 às 09:45
86.503 visualizações
Por que a abstenção teve queda no 2º turno de 2026? Veja os números pelo Brasil
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
Compartilhar:WhatsAppX / TwitterFacebook
Espaço Publicitário · topo

Anuncie sua marca e alcance milhares de leitores na região

Consulte formatos e valores disponíveis

Por que a abstenção caiu no 2º turno de 2026? Veja os números pelo Brasil O segundo turno das eleições presidenciais 2026 foi marcado por menos abstenções e votos em brancos ou nulos Eleições 2026: pleito teve maior queda de abstenções em 20 anos (NELSON ALMEIDA / AFP)

Priorizar nos meus resultados Google RESUMO + A abstenção no segundo turno das eleições de 2026 caiu de 21,08% para 19,22%, o menor índice em uma disputa presidencial de segundo turno desde 2006. Segundo dados do TSE, cerca de 30,5 milhões de eleitores não votaram, quase 3 milhões a menos do que no primeiro turno. O Ceará registrou a menor taxa de abstenção entre os estados, enquanto o Acre teve a maior. A eleição terminou com a vitória de Lula (PT), com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% de Flávio Bolsonaro (PL).

A participação dos eleitores aumentou no segundo turno das eleições de 2026, realizado no domingo, 25. A abstenção caiu de 21,08% para 19,22% do eleitorado, enquanto os votos brancos e nulos também recuaram em comparação com o primeiro turno, realizado em 4 de outubro.

Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 30,5 milhões de eleitores deixaram de votar na segunda etapa da disputa, contra 33,4 milhões na primeira. A diferença representa quase 3 milhões de ausências a menos.

Os votos em branco passaram de 2,3 milhões para 1,43 milhão. Já os votos nulos diminuíram de 3,67 milhões para 2,72 milhões.

A redução desses indicadores ampliou a participação efetiva dos eleitores nas urnas e o total de votos válidos na disputa presidencial, vencida por Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que recebeu 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% de Flávio Bolsonaro (PL).

O Ceará registrou a menor taxa de abstenção entre os estados brasileiros no segundo turno de 2026. O índice ficou em 13,89%, abaixo da média nacional de 19,22%.

Pernambuco apareceu na sequência, com 15,18%, seguido pela Paraíba, com 15,54%, Sergipe, com 15,71%, e Rio Grande do Norte, com 16,06%.

A redução da abstenção também foi registrada em diferentes regiões do país. De acordo com os dados apresentados no levantamento sobre as eleições, a taxa caiu em 4.440 municípios, o equivalente a 79,7% das cidades analisadas.

Na outra ponta, o Acre registrou a maior taxa de abstenção entre os estados brasileiros, com 26,08% do eleitorado ausente no segundo turno.

O Amapá ficou em segundo lugar, com 25,47%, seguido por Roraima, com 23,15%, e Rondônia, com 21,92%.

A região Norte foi uma exceção à tendência nacional de queda. Segundo o levantamento apresentado no vídeo, a taxa de abstenção aumentou, em média, 1,81 ponto percentual na região entre os dois turnos.

O Amapá teve a maior alta estadual, de 8,06 pontos percentuais, seguido por Roraima, com 6,02 pontos, e Acre, com 5,65 pontos.

Entre os municípios brasileiros, Bela Vista do Piauí, no Piauí, registrou uma das menores taxas de abstenção no segundo turno, de acordo com levantamentos municipais baseados nos resultados eleitorais.

O índice municipal deve ser interpretado considerando o tamanho do eleitorado e as características locais. Cidades pequenas podem apresentar percentuais bastante diferentes dos observados em grandes centros urbanos.

A cidade de Itaubal, no Amapá, registrou uma das maiores taxas de abstenção entre os municípios brasileiros no segundo turno, com 41,01% dos eleitores aptos ausentes.

No primeiro turno, o índice havia sido de 17,19%. A diferença representa um aumento de 23,82 pontos percentuais.

O resultado contrasta com a tendência nacional de queda na abstenção e ajuda a mostrar que a mudança no comparecimento não ocorreu de maneira uniforme pelo país.

O levantamento apresentado no vídeo também aponta aumentos expressivos em municípios do Amapá, de Roraima e do Acre.

Outro destaque das eleições de 2026 foi a maior participação de pessoas com 70 anos ou mais, faixa etária para a qual o voto é facultativo no Brasil.

Segundo levantamento do Movimento Voto 70+, com dados do TSE, 8,77 milhões de eleitores dessa faixa etária compareceram às urnas no primeiro turno, ante 6,13 milhões nas eleições gerais de 2022. O crescimento foi de aproximadamente 43%.

O número de eleitores com 70 anos ou mais aptos a votar também aumentou, passando de 14,89 milhões em 2022 para 17,25 milhões em 2026.

A abstenção nesse grupo caiu de 58,8% em 2022 para 49,1% no primeiro turno de 2026, uma redução de 9,7 pontos percentuais.

Apesar do avanço, a ausência ainda é elevada entre os idosos. Pesquisadores apontam que dificuldades de mobilidade, distância dos locais de votação e falta de apoio para o deslocamento estão entre os fatores que podem afastar esse público das urnas.

O Brasil também conta com quase 300 mil eleitores cadastrados com mais de 100 anos. No primeiro turno de 2026, 2.141 pessoas centenárias compareceram às urnas, segundo informações divulgadas pela Rádio Senado.

A taxa de abstenção no segundo turno das eleições presidenciais de 2026 ficou em 19,22%, o menor percentual registrado em uma disputa presidencial de segundo turno desde 2006, quando o índice foi de 18,99%.

O resultado interrompe uma sequência de taxas superiores a 20% registrada nas últimas eleições presidenciais. Em 2010, a abstenção chegou a 21,50%; em 2014, ficou em 21,10%; em 2018, foi de aproximadamente 21,3%; e, em 2022, alcançou 20,59%.

A trajetória também mostra que a ausência às urnas vinha aumentando nos primeiros turnos. Em 2006, a taxa foi de 16,75%, enquanto em 2010 subiu para 18,12%, chegando a 19,39% em 2014, 20,33% em 2018 e 20,95% em 2022. Em 2026, o índice atingiu 21,08% na primeira etapa da eleição.

A comparação entre os dois turnos de 2026 mostra uma redução de 1,86 ponto percentual na abstenção, de 21,08% para 19,22%. O movimento contrasta com o histórico de aumento da ausência entre as duas etapas observado em várias eleições anteriores.

A redução das ausências e dos votos brancos e nulos ampliou o número de votos válidos no segundo turno. No entanto, esses dados, isoladamente, não indicam em quem votaram os eleitores que compareceram à segunda etapa, mas não haviam participado da primeira.

No primeiro turno, Flávio Bolsonaro terminou à frente de Lula, com 56,1 milhões de votos, contra 53,9 milhões do presidente. Na segunda etapa, Lula venceu com 64,3 milhões de votos, enquanto Flávio recebeu 59,8 milhões.

A mudança no resultado também envolveu o crescimento da votação de Lula nos estados e a variação do desempenho de Flávio em diferentes partes do país.

Além disso, é importante lembrar que votos brancos e nulos não são contabilizados como votos válidos e não são transferidos para nenhum candidato. A eleição presidencial é definida pela maioria dos votos válidos, conforme as regras da Justiça Eleitoral.

A taxa de abstenção foi de 19,22%, equivalente a cerca de 30,5 milhões de eleitores. No primeiro turno, o índice havia sido de 21,08%, com 33,4 milhões de ausentes. A redução foi de 1,86 ponto percentual.

O Ceará registrou a menor taxa de abstenção no segundo turno, com 13,89%. Pernambuco apareceu em seguida, com 15,18%, e a Paraíba teve 15,54%.

O Acre registrou a maior taxa de abstenção entre os estados, com 26,08% dos eleitores ausentes. Na sequência apareceram Amapá (25,47%), Roraima (23,15%) e Rondônia (21,92%).

Itaubal, no Amapá, registrou uma das maiores taxas de abstenção municipais no segundo turno, com 41,01%. No primeiro turno, o índice havia sido de 17,19%, uma diferença de 23,82 pontos percentuais.

O segundo turno registrou aproximadamente 1,43 milhão de votos brancos e 2,72 milhões de votos nulos. No primeiro turno, haviam sido contabilizados 2,3 milhões de votos brancos e 3,67 milhões de nulos.

Sim. A taxa de 19,22% foi a menor registrada em um segundo turno presidencial desde 2006, quando a abstenção ficou em 18,99%. O índice de 2026 também ficou abaixo dos 20,59% registrados em 2022.

Sim. Segundo o Movimento Voto 70+, 8,77 milhões de eleitores com 70 anos ou mais votaram no primeiro turno de 2026, ante 6,13 milhões em 2022. O crescimento foi de aproximadamente 43%. Nessa faixa etária, o voto é facultativo.

A redução da abstenção e dos votos brancos e nulos ampliou o número de votos válidos no segundo turno. Lula venceu com 51,79%, contra 48,21% de Flávio Bolsonaro. No entanto, os dados de comparecimento, isoladamente, não permitem identificar em quem votaram os eleitores que haviam se ausentado no primeiro turno.

Mais de Brasil Quais são as principais promessas de Lula para o 4º mandato? Veja plano de governo Lula foi reeleito presidente e prometeu ampliar programas sociais, investir em educação, saúde e tecnologia e avançar no fim da escala 6x1

Calendário prevê três disputas até dezembro, enquanto expansão das concessões amplia uso de inteligência artificial e tecnologias de monitoramento ambiental

Kassio Nunes Marques também afirmou que todas as contestações e questionamentos apresentados pelos meios legais serão devidamente analisados

Em carta, senador faz acusações de fraude sem apresentar provas e anuncia que liderará oposição do exterior; PL reconheceu vitória de Lula e elegeu 121 deputados, 19 senadores e seis governadores

#Brasil#Política
Espaço Publicitário · meio texto

Anuncie sua marca e alcance milhares de leitores na região

Consulte formatos e valores disponíveis

Matérias Relacionadas

Panorama: Sem título

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Redatores da Empire Cidadeshá 4 minutos