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Fique por dentro: Fuga de Flávio aos EUA não atrapalha negociação sobre tarifaço, avalia governo Lula

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 29 de outubro de 2026 às 10:45
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Fique por dentro: Fuga de Flávio aos EUA não atrapalha negociação sobre tarifaço, avalia governo Lula
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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Fuga de Flávio aos EUA não atrapalha negociação sobre tarifaço, avalia governo Lula Negociadores brasileiros apostam em pragmatismo do USTR, apesar da proximidade entre o Departamento de Estado americano e a família Bolsonaro. (Jéssica Prado/MDIC)

Priorizar nos meus resultados Google A equipe do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) que negocia com o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) avalia que a fuga do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para os Estados Unidos e a concessão de vistos a ele, à esposa e às filhas pelo governo de Donald Trump não devem necessariamente atrapalhar as tratativas sobre um acordo comercial entre os dois países.

Na avaliação de negociadores brasileiros, a equipe do USTR, sob a batuta de Jamieson Greer, defende uma relação pautada pelo pragmatismo, em uma oposição à ala do Departamento de Estado americano, que concede os vistos e mantém mais diálogo com a família Bolsonaro.

A expectativa do MDIC é que, uma vez concluída a eleição e dado que os Estados Unidos terão de manter uma relação com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o USTR tende a prevalecer na definição da relação comercial com o Brasil.

O MDIC espera que o USTR envie ao governo brasileiro, até a próxima semana, um documento com as bases e demandas americanas para um acordo que permita o fim do tarifaço imposto pela gestão de Donald Trump ao Brasil. O fim do período eleitoral, avalia um integrante do governo Lula que participa das tratativas, pode descontaminar a negociação.

A ordem no governo brasileiro segue sendo buscar a negociação e o diálogo pragmático com os americanos, sem sacrificar pontos considerados cruciais para a defesa da soberania brasileira, como a questão do Pix. Também está descartada uma abertura irrestrita e sem contrapartidas dos EUA de setores inteiros da economia brasileira.

O último passo da negociação foi um encontro do ministro Márcio Elias, do MDIC, com Greer em 30 de setembro, às vésperas do primeiro turno da eleição presidencial brasileira, na reunião dos ministros de Comércio do G20 em Milwaukee, nos Estados Unidos.

Antes disso, houve uma reunião técnica virtual entre as equipes dos dois ministros em 31 de agosto, resultado direto de um telefonema entre Lula e Trump realizado dias antes.

Antes de agosto, os dois ministros mantiveram uma série de telefonemas, reuniões técnicas e contatos sem avanços na negociação.

No encontro presencial que tiveram, ficou acertado que o USTR enviaria, após as eleições brasileiras, um documento com uma proposta americana para o escopo das negociações, contemplando "questões tarifárias e não tarifárias", a fim de chegar a um acordo comercial.

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