Voltar para a página inicial

Panorama: Vivo liga satélite da Starlink no celular e esquenta disputa pela tecnologia no Brasil

fecharam acordo com a rival de Musk

Por Redatores da Empire Cidades 26 de outubro de 2026 às 19:45
757 visualizações
Panorama: Vivo liga satélite da Starlink no celular e esquenta disputa pela tecnologia no Brasil
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
Compartilhar:WhatsAppX / TwitterFacebook
Espaço Publicitário · topo

Anuncie sua marca e alcance milhares de leitores na região

Consulte formatos e valores disponíveis

Vivo liga satélite da Starlink no celular e esquenta disputa pela tecnologia no Brasil Serviço é gratuito por 12 meses e limitado a apps de mensagem e mapas; na sexta, Brisanet, Unifique e Iez! fecharam acordo com a rival de Musk Vivo Satélite: parceria com a Starlink permite conexão de celulares em áreas sem cobertura de rede móvel.

Priorizar nos meus resultados Google Três dias depois de três operadoras regionais anunciarem uma aliança com a AST SpaceMobile para levar sinal de satélite direto ao celular, a maior operadora do país ligou o serviço para 50 milhões de clientes, com a Starlink, de Elon Musk.

A Vivo lançou nesta segunda-feira, 26, o Vivo Satélite, em parceria com a Starlink Mobile, da SpaceX. Com ele, clientes com aparelhos compatíveis podem enviar mensagens, acessar mapas e fazer ligações por aplicativo em áreas sem sinal de celular.

Segundo a Vivo, ela é a primeira operadora do Brasil a oferecer conectividade em todo o território nacional. Até a semana passada, nenhuma oferta comercial do tipo existia no país.

Na sexta-feira, 23, Brisanet, Unifique e Iez! Telecom assinaram acordo com a AST, concorrente americana da Starlink, mas os termos definitivos ainda estão em negociação.

Na prática, o satélite funciona como uma torre de celular em órbita. A constelação da Starlink atua como extensão da rede terrestre da Vivo: quando o aparelho fica fora da cobertura móvel, a conexão com os satélites é feita de forma automática.

Nesse momento, a tela do celular passa a exibir a rede "Vivo Starlink". Para usar, o cliente precisa de um aparelho compatível, com o sistema operacional atualizado, chip 4G, 5G ou eSIM, e estar em local com visibilidade do céu.

O uso se limita a aplicativos selecionados. Entram serviços de mensagem e áudio, como WhatsApp, RCS, SMS, iMessage e Google Mensagens, os mapas do Google e da Apple e o App Vivo.

A operadora não divulgou velocidades de conexão nem franquias de dados.

O acesso é gratuito por um período promocional de 12 meses para pessoas físicas e de três meses para clientes empresariais. Terminais de comunicação entre máquinas, os chamados M2M, terão pacotes específicos.

Entram na oferta clientes Pós-pago, Controle e Lite de planos elegíveis, além de pré-pagos com recargas acima de R$ 30. O preço após a gratuidade não foi informado.

A lógica do produto está no mapa. A rede da Vivo já cobre 98% da população brasileira, segundo a empresa. O que falta cobrir é território: rodovias, áreas rurais e regiões isoladas, onde a construção de torres costuma ser economicamente inviável.

"Com o Vivo Satélite, os clientes da Vivo passam a ter sinal onde quer que estejam: em rodovias, áreas rurais, remotas ou regiões de difícil acesso ainda não atendidas por infraestrutura terrestre", afirmou Alex Salgado, diretor de operações da Vivo.

O executivo também usou o lançamento para marcar posição diante das concorrentes. Segundo ele, a Vivo lidera em 5G, fibra e roaming e passa a ser "a única com tecnologia de satélite da Starlink".

A versão lançada nesta segunda é a de entrada. A conexão em alta velocidade só chegará com a próxima geração da rede de satélites da Starlink, que permitirá novos recursos e serviços. Não há cronograma divulgado.

"No futuro, o serviço oferecerá conectividade em alta velocidade, por meio da próxima geração da nossa tecnologia", afirmou Stephanie Bednarek, vice-presidente de vendas da SpaceX.

É nesse ponto que a AST tenta se diferenciar. A empresa, com sede no Texas e ações na Nasdaq, promete chamadas de voz, banda larga e vídeo em smartphones comuns, com uma rede pensada como extensão das operadoras, e não como substituta delas.

O desafio é o calendário. A AST ainda constrói sua constelação e prevê ter cerca de 45 satélites BlueBird em órbita até o início de 2027.

No segundo trimestre de 2026, a companhia faturou US$ 31,5 milhões, principalmente com a entrega de gateways a operadoras e contratos do governo americano. A projeção de receita para o ano está entre US$ 150 milhões e US$ 200 milhões.

Pelo acordo da semana passada, Brisanet, Unifique e Iez! vão disponibilizar frequências da faixa de 700 MHz e investir nos gateways, as estações em solo que conectam as redes móveis à constelação. A operação ainda depende de licenças da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

As outras grandes operadoras também se movimentam. Claro e TIM receberam aval da Anatel para testar a conexão direta com a AST, mas ainda não anunciaram oferta comercial.

Nos Estados Unidos, onde a Starlink já oferece o serviço com a T-Mobile, a SpaceX deu um passo além: comprou frequências próprias e sinalizou a intenção de transformar a Starlink Mobile em operadora. O anúncio derrubou ações do setor de telecomunicações no início do mês.

No Brasil, o modelo por enquanto é o da parceria, já que a Starlink depende das frequências e da licença de uma operadora para chegar ao celular.

Controladora da Bolsa de Valores do Brasil afirma que decisão foi tomada antes da abertura do mercado à vista para proteger investidores

Banco avalia que ativos brasileiros podem devolver parte da valorização recente e condiciona recuperação da confiança à apresentação de medidas fiscais concretas e à capacidade de aprovação no Congresso

#Brasil
Espaço Publicitário · meio texto

Anuncie sua marca e alcance milhares de leitores na região

Consulte formatos e valores disponíveis

Matérias Relacionadas