URGENTE
Voltar para a página inicial

Panorama: Sem título

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 31 de outubro de 2026 às 11:10
85.184 visualizações
Panorama: Sem título
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
Compartilhar:WhatsAppX / TwitterFacebook
Espaço Publicitário · topo

Anuncie sua marca e alcance milhares de leitores na região

Consulte formatos e valores disponíveis

Charles Leclerc, da Ferrari, vem dominando os treinos do GP da Cidade do México Imagem: Ferrari/Divulgação É um posto que costumava pertencer à pista de Monza: com o regulamento que estreou neste ano na Fórmula 1, o palco do GP da Itália ficou mais 'normal' e a Cidade do México se tornou a prova mais 'diferentona' do campeonato.

É quase como se fosse impossível otimizar o carro para lidar com a altitude de mais de 2000m. Enquanto, em Monza, já não há mais necessidade de asas traseiras específicas agora que os carros usam o modo reta, de menos pressão aerodinâmica, no México, mesmo com toda a carga possível, os carros ainda ficam muito soltos, como um dos efeitos colaterais do fato de o ar ter menos oxigênio, lembrando que outra mudança neste ano foi a diminuição da pressão aerodinâmica geral dos carros, em torno de 30%.

Isso é sentido especialmente na freada da primeira curva, que vem depois de uma reta bem longa, que esfria pneus e freios. Mas esse não é o único ponto complicado da pista, como explica o bicampeão Fernando Alonso.

O carro se comporta de forma diferente aqui com a redução de downforce na altitude. No meu caso, a curva que entra no estádio, acho que é a curva 12. Acho que para mim, mesmo depois de sete anos vindo aqui, ainda não consigo dominar essa curva completamente. É uma curva muito difícil para os pilotos entenderem o ponto de frenagem, o ponto de virada. É muito fácil cometer erros. Então, sim, ainda é um circuito desafiador e ainda estou descobrindo dificuldades aqui e ali Fernando Alonso

Max Verstappen disse que o piloto "tem que ser muito paciente" andando no Autódromo Hermanos Rodriguez com o carro deste ano, pois, com a falta de pressão aerodinâmica, o carro escorrega muito mais. "Não é das coisas mais divertidas, mas você também sabe que é um desafio diferente."

Fred Vasseur, chefe da Ferrari, adicionou ainda que a pista está bastante ondulada, "provavelmente até um pouco demais, principalmente na freada da curva 1. Quase perigoso."

Os desafios gerados pela altitude não param por aí. Neste ano, sem o MGU-H para ajudar no turbo lag, os motores vão sofrer ainda mais do que o normal. E a aposta é que a Ferrari, por ter um turbo menor, que se enche mais rápido, vai sair ganhando.

Acredito que o atraso do turbo será um fator crucial para muitas equipes neste fim de semana. Obviamente, não é segredo que equipes como a Ferrari têm turbos menores que a maioria, então provavelmente têm uma grande vantagem nesse aspecto. Ainda não sabemos ao certo o quão desafiador será, mas certamente prevejo que não será fácil George Russell, da Mercedes

Nos primeiros treinos livres, disputados nesta sexta-feira, isso ficou claro, com Charles Leclerc sendo o mais rápido em ambas as sessões. Mas a diferença no final do dia não foi grande - Lando Norris foi o segundo, um décimo atrás do piloto da Ferrari e Russell veio logo atrás. Nas simulações de corrida, a Mercedes pareceu melhor.

Estava bem apertado entre os quatro melhores times. É justo dizer que a Ferrari parece ser a mais rápida no momento, acho que o Leclerc não fez o melhor que podia e Lewis teve problemas. A gente sabe que essa pista seria boa para ele, mas, quando chegar o Q3, pode acontecer qualquer coisa. O importante é acertar a volta quando na hora certa. Russell

E acertar a volta na classificação é muito mais difícil com o carro tão instável, e também com a questão da preparação dos pneus. "Isso é sempre importante aqui. Ano passado, estava todo mundo no mesmo décimo até a curva 10, e depois a diferença foi de quatro décimos", lembrou Vasseur.

Essa questão do turbo não é uma boa notícia para a Audi de Gabriel Bortoleto, que tem o maior do grid. Para completar, o brasileiro só deu 11 voltas na sexta-feira. Ele cedeu seu carro para Freddie Slater no primeiro treino e a equipe encontrou uma falha logo antes do início da segunda sessão, e ele perdeu 45 minutos da sessão. Bortoleto foi o último colocado.

Acho que não vai ser fácil para nós. Acho que, sabe, especialmente naquele último setor, é super importante manter o boost alto. E aí você quer acelerar o mais rápido possível, sabe, para manter a rotação alta. E sim, vai ser complicado. Gabriel Bortoleto

Na outra Audi, e fazendo ambas as sessões, Nico Hulkenberg não conseguiu andar dentro do top 10.

A classificação para o GP que pode ser o palco do título de Kimi Antonelli, que precisa de apenas dois pontos para não depender do resultado dos rivais e ser campeão por antecipação, começa às 18h deste sábado (31), pelo horário de Brasília.

Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.

O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL.

#Brasil
Espaço Publicitário · meio texto

Anuncie sua marca e alcance milhares de leitores na região

Consulte formatos e valores disponíveis

Matérias Relacionadas